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quarta-feira, 31 de julho de 2013

Royal Canin = Covardes.

Cachorros atacam ursos na Ucrânia, para diversão dos assistentes.
O evento foi patrocinado pelo segundo ano pela Royal Canin.
Imagem: www.express.co.uk



Royal Canin = Covardes. 

Matéria chocante publicada aqui pela ANDA, Agência de Notícias de Direitos Animais: 


Após publicação de denúncia na ANDA, Royal Canin pede desculpas por ter patrocinado rinhas de cães contra ursos

Depois da repercussão gerada pela notícia publicada na ANDA, no último dia 27, que denunciava a Royal Canin como patrocinadora de uma rinha brutal e ilegal na Ucrânia, a marca entrou em contato com a redação para se retratar. A matéria trazia a público a denúncia da organização internacional de bem-estar animal FOUR PAWS, que publicou um vídeo comprovando o envolvimento da empresa de rações com o evento sangrento.
As imagens documentam um torneio ocorrido em abril de 2013 nas florestas da região de Vinnytsia, na Ucrânia. Por diversas horas, com intervalos de aproximadamente 10 minutos, dois ou três cães são induzidos a atacar um urso pardo covardemente  acorrentado. O “Segundo Campeonato entre Cães Caçadores, Ursos e Feras Selvagens” tinha, entre os prêmios, troféus estilizados para a disputa que tornavam clara a referência à rinha, com o logotipo da empresa estampado neles. A Royal Canin confirmou à FOUR PAWS o seu envolvimento no evento de abril, mas declinou em aceitar marcar uma reunião e se negou a comentar o assunto. Até então.

Meu Comentário:

Terrível.


Inaceitável.

Estamos mesmo no Século XXI?

Pode ser uma mega corporação, mas se o supervisor lá na ponta da porcaria da filial do último buraco do mundo fez uma barbaridade, o mínimo que a matriz deveria fazer, é demitir todo mundo (ou tentar realmente educá-los) e demonstrar que realmente tomou uma medida de (bom) caráter.

E notem bem, a Ucrânia não é nenhum buraco. graças a internet temos conhecidos por todo o mundo. Mas alguém lá na "estratosfera" dizer não sabe o que acontece dentro das suas unidades, é triste.

Não adianta falar palavrinhas bonitas que provavelmente algum advogado escreveu.

Segundo um dos comentários postados na matéria: “A Royal Canin é de propriedade do grupo americano Mars, que também é dono das famosas marcas Kitekat, Snickers, M&Ms e Whiskas.”
(não tive tempo de confirmar sobre a M&M e a Snickers)

Lembram da propaganda: "blá-blá-blá whiskas..."?  Pois é isso aí. Blá-blá-blá.

Isto é o que se chama de capitalismo selvagem. Dinheiro sujo. Não adianta pagar propaganda bonitinha para esconder as coisas. Todo mundo sabe que eu acho ecochato uns chatos mesmo.
E que também acho que quadro de "Missão da Empresa" (Brand Values) na maioria das vezes não reflete o verdadeiro ambiente organizacional. É algo que comento com frequência quando falo sobre carreira, mas também sobre o papel da empresa e o que ela faz.

Normas ISO? Eu vou dar valor para alguma delas no dia que uma empresa destas for certificada por Shamãs. Com bom senso é claro, sem extremismos por favor. A civilização tem coisas boas,mas precisa de muitos ajustes. Em boa parte das vezes que colocam ISO e outras normas técnicas a qualidade do produto, o ambiente funcional, a coerência na atividade ou a relação com clientes não mudou. Só adicionaram burocracia e tinta colorida.

Não precisa de nenhum extremismo, apenas um pouco de sensatez.

Desculpas? Neste tom de pura balela? Tem coisas que não dá para ser "politicamente correto" apenas. E amanhã continuam fazendo a mesma coisa?

Pelas inscrições nos troféus é o segundo ano que a Royal Canin patrocina o evento.

Felizmente a Internet é pequena. A memória está lá e por muitos anos isto vai constar em todas pesquisas. Então Srs da empresa, mudem. Eu tenhos meus pets e sou seu ex-cliente agora. E vou falar disto.

As mensagem da Royal Canin seria (ao que entendi) do Sr. "Herve Marc, global corporate affairs director for Royal Canin". Tipo, diretor para assuntos internacionais. Puxa, impressionante.
Agora, se o tal pedido de desculpas é sério mesmo, e vão patrocinar uma imensa quantidade de umas ajudazinhas para os ursos, porque no site da empresa não se acha uma palavra a este respeito? Já perderam a chance. A memória da internet está aí. Deviam ter uma área para colocar uma nota ao menos. Mas a famosa "Brand Values" está lá. Pelo jeito, a famosa "Missão da Empresa" (eu falo mal de todos estes quadros pendurados nas recepções), mais uma vez não é seguido.
Tem algum ombudsman?

Senhores diretores desta empresa, mais uma coisa que eu sempre estou citando nos sites de revistas de administração e das áreas em que trabalho: Empresa é um organismo social. É como um ser vivo.

Olha, ninguém muda do dia para noite, muito menos uma estrutura de uma empresa destas a menos que a alta direção realmente tenha coragem de dar a cara a tapa e fazer o que deveria ter feito. Não é apenas punir, mas mudar de verdade para algo melhor. E não é com propaganda bonita, muito menos com a tal "Brand Values".

Royal Canin, isto é pura covardia.

É muito fácil ser uma empresa grande. Difícil é ser uma Grande Empresa.


Gilberto Strapazon
31/Julho/2013


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Outras reportagens a respeito:  



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quarta-feira, 3 de outubro de 2012

Negócios São Entre Pessoas.

 Business Meeting
Foto: Clumsy Juggler


Referente meu comentário no forum da Linkedin da IBM São Paulo:

"Pessoas não fazem negócios com empresas. Pessoas fazem negócios com pessoas

Pessoas não fazem negócios com empresas.Pessoas fazem negócios com pessoas. Por que e como tornar-se um Negócio Social ..."


Meu Comentário:

Muitas empresas ainda questionam redes sociais nos mais básicos de seus aspectos: a interação entre pessoas humanas. A tecnologia ajuda muito quando bem usada.
Citando um artigo em que comento sobre a preferência de lidar com pessoas, "Empresas com Dono":

"É comum a preferência pelo "Armazém do Seu Zé". As pessoas sabem quem é o Seu Zé.
Em grandes empresas, existe um distanciamento, mas as pessoas sabem quem é o dono.
Já nas corporações impessoais a expressão negativa"coisa de empresa que não tem dono" é comum."
 
 


É óbvio que certos negócios são com grandes empresas. Mas existem muitas e muitas companhias de tamanho grande com as quais simplesmente não se sabe com quem está falando*.
Claro que prefiro um computador Dell** do aquelas "coisas" que alguns montam com componentes vindos sabe-se lá donde.

Quem for como eu, mais um insatisfeito cliente de operadora de telefonia (o que inclui uns 98% dos meus colegas e conhecidos) sabe o que é empresa sem dono.
Existe uma barreira formada pelos atendentes e ninguém sabe quem são certos Zé-Ruela em cargos de gerente/diretor que tomam algumas das decisões mais absurdas e que são amplamente criticadas e de longe o maior motivo das milhares de queixas na justiça e Procon.

O termo que usei é pejorativo para alguém? Zé-Ruela é feio? E o que fazem com as pessoas e empresas o que é então? Lamento, mas um anônimo que se esconde atrás do cargo dificilmente vai aparecer e dar as caras (ter caráter) para assumir publicamente o que fez. E não vale citar pesquisa comprada em agência de propaganda.

Em tantas outras companhias, eu sei com quem estou falando. Não é um funcionário usado como escudo para filtrar só o que convém para os que estão por traz.
A empresa pode ter 50.000 funcionários e mesmo assim ser acessível para os clientes ter acesso aos seus vários escalões e saber QUEM faz o quê e quem realmente bota o nome no que faz. Anônimo não é ninguém. 

Pode ser o armazém do Zé, pode ser a Mega-Corp. É tudo uma questão de abordagem e de como as pessoas trabalham e são tratadas lá dentro.

Pessoalmente odeio empresas que arrancam o couro dos funcionários e depois pagam propaganda bonitinha. Olhem a idade média da equipe e o tempo de casa. Aguentam uns poucos anos, fogem ou são chutados fora, ou enfartam prematuramente e são descartados.

Conheço gente que trabalha/ou na Dell. E também apenas "sei" de pessoas que estão nas telefônicas, mas geralmente não falam onde trabalham porque o festival de reclamações imediato é certo. Olha, quando as pessoas tem vergonha de dizer onde trabalham é porque o problema é muito maior. Citando o caso dos gerentes/diretores anônimos, quando estes escondem onde trabalham é pior. Não vale citar evento VIP fechado (local seguro) para distribuir supostas premiações compradas em agências de marketing.

Lidar com pessoas não é CRM, não é metodologia, não é método, não é sistema. É lidar com GENTE.  Se não houver compreensão e consciência de nada adianta ler todos tipos de livros de autoajuda e adotar as técnicas de gerenciamento da moda que trocam todo ano.

Quantas destas empresas com ISO são realmente boas de trabalhar ou tem bons produtos? Falando sinceramente, quantas? De novo, não vale pesquisa feita por agência de marketing.

Se você quiser ser bom no seu ofício, aprenda todas as técnicas da profissão. Mas se quiser um dia ser um Mestre no que faz, aprenda sobre as pessoas, começando por você mesmo.

A grande corporação que se torna apenas máquina, pode até fazer bons produtos mecanicamente repetidos. Padronizam até os funcionários, determinam como vestir, o que fazer, falar, pensar. Em nome do falso politicamente correto podam, cortam fora a naturalidade das imperfeições humanas impondo um padrão de restrições e censuras. Mas esquecem de que em princípio as pessoas que são criativas e tem iniciativa não querem ficar amarradas, muito menos por um monte de bobagens ou de coisas que parecem as regras do algum convento. E que pessoa seria o padrão de pureza tão elevado assim para criticar tanto? Você? Ou quem sabe algum deus ou será alguém que nunca precisou lavar a louça e acha horrível que alguém ajude em casa? Vejam o exemplo de grandes corporações literalmente perdendo mercado pela falta de criatividade e até assumindo isto publicamente, como foi o caso da Nokia.


Notas:
*Não tenho qualquer relação com nenhuma das empresas citadas exceto como cliente ou consumidor. **Eu não tenho computador da Dell.A citação é ilustrativa.


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terça-feira, 5 de junho de 2012

O Custo de Não Gostar dos Fãs/Clientes da Empresa

Foto: ..Looking Glass


Meu comentário a respeito de matérias citadas nestes sites

"Externar o amor e a admiração por uma marca extrapola as questões tradicionais de proteção à marca que nós, profissionais de marketing e comunicação, estabelecemos para nós mesmos. Que mal faz se um fã desenha um coração, cola em cima da sua marca e resolve criar um blog tendo isso como símbolo?"
Mauro Segura, autor do blog A Quinta Onda



Meu comentário


O maior custo de uma empresa é a burrice.

Só imagino o que vai acontecer se na mesma onda, os fabricantes de automóveis começarem a mandar fechar todos os clubes de amantes de carros e os milhares de sites dedicados a eles.
Vão mandar fechar também os blogs e sites de apreciadores de vinho, os que gostam de moda.
E chegando ao delirium supremus, vão mandar fechar todos fãs clubes de artistas para preservar a imagem.
Ninguém mais vai poder usar camisetas com logotipos pois uma pessoa feia/alta/baixa/linda/cética/religiosa/nariguda/careca/etc. poderia prejudicar a imagem the empresa.

Para atitudes ridículas, nada mais explicativo do que exemplos que só não são tão ridículos porque pelo menos estes exemplos são apenas exemplos e não atos que foram feitos realmente demonstrando uma visão de mercado no mínimo ridícula. Depois falam que a economia e o governo é que atrapalham os negócios e despedem os funcionários (que também eram clientes) para cortar "custos".


Geralmente um blog, twiter, o que for feito por um fã do produto muito dificilmente poderá vir a ser identificado como sendo the própria empresa.
Acho algo bem paranóico e extremista achar que ninguém pode nada. Claro que precisa olhar o site/blog por mais de meio segundo para notar a diferença.
Só que aí precisa cérebro que funcione e não apenas estatísticas compradas nalguma agência de publicidade qualquer, com ou sem publicitário socialyte.
Cliente não é intocável com certeza e muito menos empresa. O seu argumento parece é o tipo de posicionamento que temos visto de tantas empresas (que andam quebrando aos montes) que não aceitam serem criticadas e consideram clientes como suas propriedades.
Claro que certas empresas como por exemplo, as de fornecimento de energia elétrica para a população tem monopólio e são exclusivas do setor, então as pessoas praticamente não tem escolha, a menos que comprem painéis solares.
Mas isto não vai durar para sempre, acredite.
Pior, esquecem que já estamos no século XXI e que graças a internet, estas coisas não são mais varridas para debaixo do tapete.
Trataram mal sim uma pessoa que voluntariamente divulgava o produto. Acharam ruim? Podiam ter sido NO MÍNIMO educados ao invés de passar o pé pelas mãos mandando advogado passasr intimação no melhor estilo CARTEIRAÇO.
O Iberê Rodrigues, era FÃ dos produtos the Mercur e tinha apenas alguns milhares de seguidores no Twitter que se interessvam. Mesma balela de proteger a marca.
Só esqueceram de proteger justamente seu ganha pão: os clientes. Eram só 15 mil que gostavam e demonstrar isto deve ter sido horrível para empresa.
Repito meu comentário publicado noutro site: Mais um caso de Fã de produto que recebe uma notificação destas. Mesmo caso do José Antonio Oliveira que criou o blog NokiaBR que mantinha, a seu próprio custo e por gostar dos produtos. A própria empresa mandava material para ele. Até que um dia, eu disse, um dia, em 2010, algum advogadozinho de um departamento do tipo que nem sabe o que se passa na empresa mandou uma carta no mínimo imensamente grosseira (pelo desatino cometido), mandando fechar o blog sob a balela de proteger a marca.
O blog muito provavelmente ERA apenas a melhor fonte de referência no país para esses produtos. Perderam milhares de fãs e um de seus melhores divulgadores.
Cadê a FIDELIDADE destas empresas?
Proteger a marca é atirar em quem voluntariamente fazia uma ÓTIMA propaganda, e não por ser grátis, mas por FALAR BEM? Credo!
Não se trata de pagar agência de publicidade para empurrar imagens bonitinhas como muitas empresas fazem.
Trata-se apenas de uma das coisas mais difíceis de se conseguir e manter: a (ex-)boa imagem the empresa.
Perderam só alguns milhares de clientes que vão passar a olhar com mais atenção os produtos da  concorrência. Se as pessoas tiverem opção para trocar de fornecedor de energia elétrica a empresa vai mudar o discurso?
Que tal uma concorrência verdadeira? Estes milhares de clientes que também não gostaram do acontecido e vão olhar outros concorrentes sem tanto apego e interesse, pelo menos não vão correr o risco de ouvir desaforo de empresa mal agradecida.
Exemplo de péssima comunicação empresarial, desconhecimento e descaso com sua ÚNICA fonte de renda.
Empresa privada não tem teta do governo nem monopólio que dure para sempre.
Para quem não sabe, por acaso essa única fonte de renda são seus clientes.
Mas o que é perder alguns milhares de clientes para quem (ainda) tem milhões de clientes? AINDA tem.
Dois anos depois, a Nokia está bem mal das pernas e esta é uma entre tantas pedras dos ALICERCES que eles próprios chutaram para bem longe.

É uma das coisas que acontecem quando se coloca a empresa na mão de tantos novatos, ou carreiristas ou bonitinhos especialistas em fazer gráficos. Ou simplesmente o poder sobe a cabeça.
Quando escrevo no meu blog sobre consciência falo justamente do fator HUMANO, the interação REAL que deve haver.
Uma empresa é um organismo social, sujeita as mesmas leis que qualquer organismo vivo.
É fácil ser uma empresa grande. Difícil é ser uma Grande Empresa.
Acabaram os tempos de dominar o mercado só pelo tamanho. Tem que ter conteúdo de verdade. E aprender que essa mesma internet que tantos 'executivos faz-de-conta' acham bobagem, tem uma memória e alcance muito, mas muito grandes.
Vocês empresários lidam com pessoas. Vocês mesmos são pessoas.
Gostariam que seus filhos levassem um pontapé na cara só porque eram fãs de um produto? E neste caso, você continuaria a usar estes produtos?

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segunda-feira, 14 de novembro de 2011

Saber Ouvir

Foto: Rafaela Tanaka


Ouvir para ser ouvido.

Dar importância para seu interlocutor.

Ser educado com as pessoas.

Em tempos de meios de comunicação quase instantâneos, uma empresa que só responde seu e-mail uma semana depois pode ter certeza de que vai perder para a concorrência.

É preciso priorizar as nossas relações e lembrar de que são os clientes que nos fazem o favor de prestigiar nosso serviço ou produto.

Nas relações com as pessoas do nosso dia a dia, quantas vezes paramos para simplesmente ouvir nosso amigo que pode estar precisando de alguém com quem compartilhar?

Saber falar é uma arte, mas saber ouvir é uma dádiva.

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Meu comentário na Revista Amanhã: "A arte do diálogo"


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Selecionar Profissionais nas Redes Sociais


Arte: Scott Hampson - Brisbane, Australia

Selecionar Profissionais nas Redes Sociais
 

Comentário publicado na Baguete: Empresas usam cada vez mais redes sociais para contratar.

13/04/2010

Acho importante observar que as rede sociais, dão uma visão, pelo menos aparente, dos potenciais e interesses de cada pessoa. Isto deve ser levado em consideração, mas também deve ser monitorado para coibir atos discriminatórios de algum tipo ou até mesmo, abusos de confiança por parte de quem delega as tarefas de procura de informações.
Veja, procurar simplesmente um profissional dentro de um grupo que se relaciona especificamente com aquela atividade, é simplesmente fazer o que se tem feito até então. Fazer o mesmo é só isto, não agrega nada de novo e perde-se a oportunidade de expandir horizontes.

Mas ao deparar-se com perfis públicos, blogs pessoais, participações em fóruns de debates, hobbies de todo tipo, tem-se a oportunidade de conhecer outras facetas da pessoa, que nem sempre vão estar evidentes nos minúsculos curriculuns resumidos.

Podem se descobrir características como liderança, disciplina, tendências para esta ou aquela área de interesse, estudos, comunicação em grupo, etc. Esta diversificação é interessantíssima, mas saber dela também pode ser desfavorável quando nos deparamos com os "Pré-Conceitos" de quem estiver realizando a procura.

A pessoa corre o risco de ser discriminada e removida da lista de candidatos simplesmente porque o recrutador não gosta ou não concorda com determinada atividade.
Se a pessoa gosta de motocicleta (bagunceiros), ou se é montanhista (tendencias suicidas), ou gosta de pagode (não é música clássica, que horror!!!), etc. E as vezes até baseando-se na tal "psicologia" para justificar seus atos porque na média dos fatores sociais fulano é assim ou assado e por isto... muitas e muitas vezes procuram estereótipos sociais para funções que nem sabem o que é.

Quem não tiver uma boa História vivida nas entrevistas com psicólogos, ou conheceu pessoas que não gostam de algo que você faz (não é da turma dos certinhos) que atire a primeira pedra.

E lembre, pode ser que aquele candidato sensacional que o recrutador deixou de lado, venha a ser o melhor do mercado, e vá trabalhar no seu concorrente.

Mas como sempre, bom senso. As pessoas são diferentes e o direito de um começa quando reconhece que os demais também tem.

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quarta-feira, 17 de agosto de 2011

Empresas, escutem seus clientes

Sobre a relação empresa X consumidor publicado na Exame: Como Brastemp, Renault, Arezzo e Twix reverteram a crise nas redes sociais

A matéria fala sobre consumidores insatisfeitos que recorreram as redes sociais indo até vias extremas para conseguir ser ouvidos e ter solução para seus problemas.


As pontes que unem os mundos não tem paredes.
É hora de olhar para os lados.
Foto: Amber Dawn Davi
Meu comentário:

Falo com frequência que s empresas são organismos vivos sociais. Estes eventos ocorrem dentro e fora da empresa. Lembrem do público interno!!!

As vezes, nalgum artigo no meu blog falo sobre consciência e que isto se relaciona a gestão, procuro chamar a atenção justamente para que se perceba mais do que a si mesmo, mais que um ponto de vista, olhar o mundo de forma maior e diversificada.

Em reações como as citadas, em que a primeira atitude parece de (até de) fuga, é porque muitos ainda não perceberam que a internet é uma gigantesca memória.

Veja também o artigo: Redes Sociais e a Memória da Internet.



O que antes era esquecido logo, agora fica disponível na internet indefinidamente. É necessário o trabalho pessoal, meditativo, o estar presente de forma real e não apenas como jargão publicitário.

Atitudes concretas ganham disparado de discurso em qualquer área.

Atitudes restritivas, como censurar um comentário meu, objetivo e não ofensivo foi maneira de diminuir a credibilidade sobre a empresa noutro artigo devido a incoerência das informações prestadas pela mesma.

São inúmeras situações em que podemos ampliar nossos horizontes, que acabam sendo mal exploradas quando se limitam a repetir pensamentos feudais e deixam de abrir as janelas para um mundo novo e melhor.



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Leia também:
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terça-feira, 19 de julho de 2011

Redes Sociais e a Memória da Internet

Foto: Jonty Hurwitz

"...a internet não é uma rede de computadores, é uma rede de pessoas. Analisando detalhadamente tal afirmação, podemos perceber que o relacionamento na web tem se tornado cada vez mais "real"..."

Fonte: Redes sociais: o novo marketing pessoal e empresarial do século XXI - por Conrado Adolpho



Meu comentário sobre o artigo:

Concordo e destaco as observações sobre a "memória da internet", em que as informações, uma vez postadas, estarão disponíveis por muito tempo. Constato isto com frequencia, ao encontrar textos que publiquei a muito tempo, ou mesmo músicas minhas (sou também compositor), nos mais inesperados sites do mundo.

Santo Google Batman! As empresas precisam estar atentas, pois tudo que é dito, feito, escrito, vai ficar disponível para qualquer pessoa. Atitudes e iniciativas, não podem mais ser apenas no ilusório mundo da propaganda. As pessoas conversam entre si e pela web e, quaisquer divergências entre o que a empresa "quer mostrar" e o que realmente está acontecendo, é rapidamente descoberta.
Operações plásticas para esconder problemas, deixam de ser sigilosas. As listas de "Maiores e Melhores", quando comparadas de um ano para outro, revelam se ouve coerência ou até mesmo, alguma tentativa de manipulação.

Fazendo um comparativo, sempre gostei muito de usar, em viagens, o famoso "Guia 4 Rodas", uma excelente publicação para apoiar todo tipo de viagem, a lazer ou a trabalho. Rapidamente percebi que comparando a edição de anos diferentes, certos locais subiam ou desciam da classificação. Por exemplo, um determinado restaurante que visitei em Joinville, havia ganho estrêlas de premiação. Mas logo no ano seguinte, não conseguiram outra estrêla e o resultado na má qualidade do serviço revelava o declínio. Além do cheiro de mofo no ambiente (ecaaaa!).

As pessoas cada vez mais, antes de fazer qualquer negócio, ou sobre qualquer assunto, procuram na internet informações a respeito. Seja sobre o produto, seja sobre as empresas, de tudo.

As grandes corporações deixam de ser anônimas. Os administradores, proprietários ou acionistas, deixam de ser ilustres desconhecidos. Passam a ser visualizados, procurados e cobrados por quem quiser saber mais. Omissão torna-se um pecado maior ainda. Ao deixarem de ser invisíveis, são mais cobrados quanto a coerência de suas atividades. E isto afeta a percepção que temos destas pessoas e das empresas.

As empresas podem duvidar e não acreditar que não existam trens. Mas então, é melhor sairem de cima dos trilhos.

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Publicado originalmente em Outubro/2009 

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quarta-feira, 11 de maio de 2011

Privacidade: Puxão de orelha na Apple e Google

Google e Apple levando puxão de orelha por causa da coleta de informações de usuários nos aparelhos móveis. Segundo matéria da Info:

"...apesar de afirmações categóricas de seus executivos de que as empresas não usam as informações para fins impróprios".



Espelho inventado para espiar os vizinhos.

Bem, até acredito que realmente os executivos comprometidos com o bem estar das pessoas e da sociedade como um todo, não pretendam usar estes dados indevidamente.

Lembrando também, que tem a coleta de informações de todas formas, redes sociais, o Google Maps, as companhias que trabalham com publicidade, etc.

De início, já existe a questão pura e simples de coletarem dados que podem vir a ser indevidamente usados. Vazamentos existem! Quem nunca recebeu uma chamada de telemarketing de alguém que tem dados pessoais seus e de sua família obtidos certamente de forma imoral e antiética?

Outra questão, que já comentei mais de uma vez é que estas informações podem ser o verdadeiro paraíso para fofoqueiros.

Estes existem em toda parte. Podem ser nerds cheios de hormônios que aproveitarão para saber informações sobre as mulheres bonitas da região.

Podem ser pessoas intrometidas que acham que suas opiniões são melhores que as demais e terão material para fazer suas apologias sobre alguma moral que (só) eles acham ser a salvação de quem não tem direito de escapar de suas pregações (martelações) indesejadas.

Pode ser apenas o velho e famoso "fuxico", de bisbilhotar a vida dos outros e ficar falando ou inventando estórias e criando dramalhões para se divertir as custas dos demais.
Os perigos são muitos. São os "donos da verdade", os fanáticos com algum ponto de vista exclusivista, os (falso) moralistas (de cuecas), os pervertidos em geral, os manipuladores, os que tem interesses inomináveis, etc, etc


Seu trabalho pode ser sério. Mas quem olha o que você faz?
Acredito nos executivos bem intencionados da Google. Mas gente fofoqueira e intrometida tem em toda parte. As boas intenções de um podem não ser a de outros, mesmo que por acaso.

Num  episódio da série NCIS, teve um bom exemplo: dois jovens militares usavam a câmera de longo alcance de um satélite do governo para  olhar uma das oficiais tomando banho de sol na praia. Nua.
Imagine quem está no conforto de seu pátio, cercado de muros e com um satélite acima de sua cabeça. Ou comentou algo particular por e-mail que pode ser de muiiiiiito interesse para alguma fofoqueira beata fanática da vizinhança...

Claro que nas mensagens as pessoas podem falar muitas "abobrinhas" como citou um leitor.
Mas podem ter certeza que muitas destas "abobrinhas" são de interesse. Gente fofoqueira é o que não falta.

Vocês acham que Google, Apple, agências como FBI, CIA, SNI, seja quem for, tem apenas gente séria e, seus quadros?

É um grupo como qualquer outro. Espionagem é outra coisa. Ter acesso aos dados nas redes é apenas "controle social".

Acho que é bem possível que ocorra muito mais bisbilhotagem da vida dos outros. Ou vocês acham que um bando de nerds com livre acesso as fotos particulares do Orkut, por exemplo, não vai catar fotos picante da mulherada, ou se meter nos assuntos dos conhecidos e parentes?

Ou simplesmente, se meter na vida de qualquer um como faz qualquer fofoqueiro? Isto já ocorre e muito até em grandes e "famosas" empresas (sou testemunha mas negarei saber) onde o pessoal que cuida da segurança, acabam contando pelos corredores até detalhes mais picantes das conversas particulares interceptadas de folegas no msn ou pelo e-mail!

Existe muita palhaçada em primeiro lugar, depois falta de caráter e só muiiiito depois, interesse desapegado.

E sobre as "abobrinhas", imagine o que pode vazar de informações quentes, nas abobrinhas e papos descompromissados (as vezes até irresponsáveis) das filhas e amiguinhas de alguém de influência, um empresário, um político, etc...

As pessoas falam muita coisa só para se exibir, esquecendo quem mais pode estar atento.

Algum tempo atrás escrevi sobre isto: Araponga Web pode ser prejudicial para a empresa





Algo pode ser mostrado por acaso até para quem não espera...


Este artigo é baseado nos meus comentários publicados na Revista Info, nas seguintes matérias:

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    quarta-feira, 13 de abril de 2011

    O Isolamento Social na Internet Espia as Montanhas

    Passu Gilgit - Pakistan
    Foto: M Atif Saeed
    Por um lado, a comunicação facilitada. Informações do mundo inteiro compartilhadas.

    As pessoas tem mais contato, ou melhor podem enviar mensagens para as outras de qualquer lugar, pelo computador, celular, smartphones.

    Mas que contato é este? Na verdade, o grande mural eletrônico de mensagens é alimentado por pessoas que cada vez mais estão passando boa parte do tempo olhando para seus aparelhos e cada vez menos para quem está do lado.

    Relacionamentos acontecem a partir destes contatos. Diminuem os encontros por causa de um bate papo interessante, por um olhar ao nosso lado. Primeiro vem as palavras, sem entonação, ou enfeitadas com cores e desenhos que dificilmente expressam tudo que uma comunicação cara-a-cara permite.

    É claro que é bom poder trocar mensagens, expandir horizontes. Mas o contato pessoal é fundamental. 

    Outra coisa que acontece é a "cerca eletrônica". Levantaram-se muros cada vez mais altos.

    Tem gente que não vai além do alcance do sinal do celular. Ir acampar ou explorar a natureza só se for aquela do parque lotado, perto de casa. Mata selvagem, nem pensar.

    O excesso de disponibilidade de comunicação faz com que as pessoas fiquem mais próximas, numa mesma região geográfica, distantes entre si, apenas conectadas.

    Aos poucos, começa a parecer aquela situação de até pouco tempo em que raros eram os exploradores que iam para as montanhas e locais remotos. E é nestes locais que estão algumas das maiores experiências para o crescimento interior.

    A magia da vida acontece ao ar livre, dentro de nós. Podemos compartilhar informações, mensagens pessoais.

    Mas é ao vivo que colhemos o dom da vida.

    quinta-feira, 16 de dezembro de 2010

    Uma Estranha Realidade - Existe um Mundo Lá Fora




    Vi o seguinte questionamento, muito pertinente:

    Mente pequena?
    olá pessoal...
    Ontem, como a maioria dos dias de férias, a sobrinha do meu patrão vai na loja pra -me atentar- acessar a internet, ela assim como minha mãe só faz duas coisas nessa área: orkut e MSN.

    No orkut aqueles recadinhos -melosos- fofos sendo postados pra um monte de gente e aqueles adoráveis joguinhos.


    No MSN aquela lenga-lenga e fofoca.
    Daí me pergunto como pessoas assim não tem a mínima vontade de explorar os verdadeiros potenciais, infinitamente disponibilizados e difundidos, na internet. Aproveitar para aumentar seu conhecimento. Mas nem mesmo um g1.com às vezes. Fechados para o mundo informacional importantíssimo atualmente.
    Extra: http://www.youtube.com/watch?v=nZnIkBNwxnU

    Postado por Jose Renan no fórum VivaoLinux. Ver tópico original.


    Minha resposta:

    Verificou-se desde o início, que as pessoas tendem a procurar sites que estejam dentro de uma proximidade geográfica.
    Buscam informações sobre empresas e pessoas que estão no seu bairro, na sua cidade e olhe lá.

    O Grande Desconhecido está espreitando lá fora.

    O que esperar das pessoas que geralmente são educadas de forma tradicional? Não vá aqui, não ande ali. Não fale com gente estranha. Cuidado com os (...escolha...) porque no país deles eles fazem (...alguma coisa horrível...).

    Existem várias ferramentas de tradução para ajudar, mas quantos se arriscam a visitar LUGARES DIFERENTES? Para quem não fala inglês, (quase que) tanto faz usar um tradutor e visitar sites em inglês, francês, russo ou japonês. É só seguir as figurinhas. E com o tradutor, pode até ficar uma coisa meio esquisita, mas sabe-se o assunto.

    Quantos se arriscam?

    O mundo é imenso e misterioso, mas se poucos arriscam-se a conhecer até a si mesmos, que dizer de sair um pouco além do seu quarto.

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    Leia também:
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    quarta-feira, 10 de novembro de 2010

    Direitos Trabalhistas no Facebook

    Foto: Chris Devers


    Empresas não podem punir trabalhadores por discutir condições de trabalho nos USA.


    O "US National Labor Relations Board" (NLRB) citou formalmente empresas por demitir funcionários que teriam falado mal de seus superiores no Facebook.

    Os trabalhadores tem direito de se reunir e falar sobre suas condições de trabalho, mas claro que falar aberta e publicamente de seus superiores, colegas de trabalho e a própria empresa, podem ser antiético ou simplesmente muito arriscado.

    Mesmo que seja a verdade, bom senso sempre é fundamental. Se seu chefe é um canalha que protege a amante incompetente (e ainda por cima feia!...risos...), ou a empresa apregoa uma falsa qualidade de trabalho ou dos produtos, os turnos são escravizantes, o salário ruim, enfim, seja o que for, sempre é possível se conversar sem atirar a podridão no ventilador de forma escancarada.

    A NLRB sabiamente notificou as companhias que punem seus funcionários por se manifestarem publicamente em redes sociais, por estarem cerceando e violando os direitos dos trabalhadores.

    Quem sabe o Ministério do Trabalho, os sindicatos, líderes empresariais e nossas cabeças pensantes observem isto também.

    Falei em líderes? Bem, é fácil ser uma empresa grande. Difícil é ser uma Grande Empresa.

    Veja a matéria no US Agency Challenges Corporate Facebook Sacking.

    quinta-feira, 9 de setembro de 2010

    Fale com o mundo com o celular tradutor do Google

    Pessoas de diferentes costumes poderão buscar um mundo maior, e melhor.
    Foto: mio yamada

    O advento já previsto a décadas pelas obras de ficção, como Star Trek, de um aparelho capaz de traduzir conversas em línguas diferentes,  foi apresentado por Eric Schmidt, presidente do Google, durante palestra na IFA, feira de eletrônicos em Berlim, na Alemanha.

    Isto acrescenta a possibilidade de ampliação social entre pessoas de países muito distintos, formando uma base cultural miscigenada e com isto, então, abrir oportunidades de negócios inimagináveis nos dias atuais.

    Na prática, hoje as pessoas usam a internet para consultar o dados da loja do bairro, falar com alguém que mora perto. A maioria das pessoas sequer acessa sites distantes mais que 100km da sua casa.

    Se ampliarmos o entendimento da linguagem, teremos a possibilidade de ampliar o entendimento e gerar novos costumes, com todo um universo de possibildiades resultantes.

    Autoconhecimento e gestão de si mesmo serão itens diferenciais para os que forem liderar estas caminhadas.

    E por que? Porque lidar com culturas diferentes de forma tão abrangente não se trata apenas de trato político, ou simples negócios. A tecnologia de tradução não converte costumes, ideais, conceitos, etc para o idioma do interlocutor.

    É preciso escutar e ouvir.

    E quem é capaz de ouvir a si mesmo, aprimorando práticas como meditação, autoconhecimento, busca de melhorias pessoais, suas e no seu relacionamento com os que estão ao redor, incluindo e principalmente, nas empresas, certamente terá melhor entendimento e aproveitamento das situações tanto quanto, a possibilidade de ser melhor compreendido e aceito.

    A tecnologia está cada dia mais presente, mas sem evolução pessoal, sereis apenas máquinas.

    sexta-feira, 25 de junho de 2010

    Araponga Web pode ser prejudicial para a empresa

    "Araponga" era o codinome de um atrapalhado detetive da Policia Federal numa telenovela."

    Uma interessante matéria da ComputerWorld americana trouxe a baila a questão do espaço social: Nova missão da TI: rastrear funcionários na internet.

    "Tem crescido o número de departamentos de TI que incorporam a tarefa de rastrear as atividades dos funcionários na internet."

    Amplio agora meu comentário inicial, para melhor abordar a questão.

    A responsabilidade do pessoal de segurança deve ser enfatizada tanto quanto deve-se aliar este acompanhamento, a gestão da participação social da empresa na internet.

    Meramente vigiar funcionários, pode-se facilmente tornar-se em fonte de assuntos para fofocas e mexericos, devido ao despreparo e imaturidade do pessoal que executa atividades de monitoramento.

    Segurança da Informação ou Indiscrição?
    Temos visto assuntos de caráter pessoal serem expostos de forma desleixada e, por causa disto,  comentados pelos corredores e pior, até em clientes e fornecedores de certas supostas "boas empresas boas para trabalhar". Isto revela a gravidade que um ato irresponsável pode causar. Você gostaria de saber que um e-mail particular de sua filha para o namorado virou assunto por toda parte?

    Espera aí: quem é que disse que funcionário não pode usar e-mail, nem telefonar, nem conversar com colegas, nem respirar sem que tenha alguém bisbilhotando?

    Ao citar a participação da empresa na internet, é importante lembrar que, mais do que procurar por "pelo de gato em tapete", ou "areia na praia", as empresas devem se preocupar em participar pró-ativamente na internet e, ter raciocínio claro e desenvolvido, para participar nas redes sociais, por exemplo.

    Empresas são organismos sociais. Redes sociais são portanto, algo do qual a empresa participa quer queira, quer não.

    Não interessa nem um pouco para aparecer neste contexto, o que o dono da empresa pensa. Vai aparecer de alguma maneira e ponto final.

    Vocês estão no mundo. Não tem escapatória. Seja uma grande rede, seja o armazém da esquina, todos estão sujeitos a serem comentados de alguma forma. E da mesma maneira, a menos que surja uma lei universal censurando e proibindo as pessoas de expressarem, andarem em públicos, serem vistas ou simplesmente de terem amigos e relacionamentos profissionais, sempre existirá a possibilidade de que alguém mais saiba quem é a pessoa que está na sua frente, aonde trabalha, como vive. Em qualquer horário.

    Mesmo que reservemos partes importantes de nossas vidas pessoais e profissionais, é inevitável o convívio social.

    Funcionários que tem atividades na internet, podem representar a empresa, mesmo que nunca citem o nome desta.

    E também, passamos apenas uma parte do tempo dentro da empresa. Então quem é que se dá o direito de bisbilhotar a vida particular, fora da empresa? Isto pode ser considerado invasão de privacidade, assédio moral, ou até coisa pior.

    Qualidades pessoais e nível de satisfação podem ser um endosso que complementa e estimula a participação nas mídias sociais.

    Lembre, as pessoas vão estar observando, até por simples curiosidade pessoal, se quem está sendo visto naquele momento, está satisfeito, se parece estar amarrado, se tem um bom padrão de vida em relação ao seu ofício, etc.

    Este é um dos motivos pelos quais colocar amigos que fazem parte do mesmo seleto clubinho elitista com pose de milionário, muitas vezes tornam hilários certos serviços de atendimento ao cliente, ou pior, de relações públicas.

    As grandes fachadas de neon, as mídias milionárias, as versões públicas construidas, são hoje em dia, rapidamente expostas. O making-off faz parte da atual cultura.

    Seus valores são verdadeiros ou é de novo, a famosa "ética interna" que só é aplicada do terceiro escalão para baixo? Existem quadros com a tal "Missão da empresa" do qual os funcionários são os primeiros a rolar de tanto rir.

    Portanto, monitoração de controle é algo que pode ser bom. Mas isto faz parte de uma política segurança profissional, e de preferência adulta e madura.

    É muito melhor procurar saber antes de tudo, o que seus colaboradores fazem de bom e estimular isto.

    Controles excessivos, rígidos e torpes, trazendo a imagem da existência de verdadeiras "senzalas virtuais", em pleno século XXI, só faz lembrar de um antigo ditado: "Quem não deve não teme." Então, o que certas empresas tanto temem se, como na matéria, bisbilhotam a vida das pesssoas por DEZ anos e só encontraram dois casos? Quase com toda certeza gastaram muito mais fuçando a vida pessoal dos funcionários do que em algo mais positivo para estes. Monitorar é preciso é claro, mas quando isto parece ser um prazer maior do que integrar e participar junto, torna-se preocupante. Alguém pensou no prazer sádico que certas pessoas tem em oprimir, tiranizar os demais?

    As atividades profissionais são diferentes. Várias vezes comentamos, para quem insiste em não entender, que atividades em área de produção obviamente requerem uma performance continua, regulada. Já atividades noutras áreas, tendem a ser voltadas ao cumprimento de objetivos. Então não adianta o carrasco obrigar as pessoas a ficarem sentadas numa mesa fingindo que estão trabalhando só porque "foram pagas para trabalhar". Se o trabalho está sendo bem feito, qual o problema em ter um mínimo de flexibilidade? Se trabalho muitas vezes mais rápido por que torna-se uma ofensa tão grave acessar a internet, tomar um café, etc? A imagem do feitor de escravos, de índole medíocre e instisfeito com a própria vida, que só tem algum prazer em massacrar e desabafar suas neuroses em cima dos outros, é uma coisa recorrente em diversas situações. Ou então, é apenas imaturidade e despreparo para lidar com outros seres humanos. Isto é bastante comum em empresas que colocam jovens recém saídos da adolescência em cargos de poder. Muitas siglas num diploma de uma faculdadezinha qualquer, pouquissima vivência profissional e principalmente, pessoal. O resultado são tantas chefias sem maturidade, sem muita distinção de limites e escrúpulos.

    Gostaria de saber o que uma empresa destas fez efetivamente para estimular e valorizar seus funcionários. Pagar bem e arrancar o couro é tão danoso quanto dar tapinhas nas costas mas só pagar com promessas nunca cumpridas.

    Veja também a matéria da ComputerWorld: TI não pode assumir papel de espião corporativo, alerta Gartner:
    "...os riscos das atividades nos sites colaborativos ocorrem fora dos limites da infraestrutura das companhias e envolvem questões relacionadas à liberdade de expressão. - Gartner Andrew Walls"


    Lembrando um fato ocorrido em Los Alamos, durante a construção da primeira bomba atômica:

    Um grupo dos mais brilhantes cientistas do planeta, estava reunido numa sala debatendo por horas em frente ao quadro negro lotado de equações que envolviam questões das mais complexas. Era o projeto de um artefato nuclear!. De repente, o general responsável pelo projeto entrou na sala, viu todos de pé conversando e perguntou quando eles iam parar de conversar e ir trabalhar!

    .'.

    sexta-feira, 14 de maio de 2010

    Chegar ao "todos nós". O marketing e o ciberespaço.

    Meu comentário publicado para matéria na Revista Amanhã: "Perdidas no ciberespaço - A era digital ainda é um enigma para o marketing das empresas. Saiba o que está mudando na relação com o consumidor - e por quê."

    Uma das coisas que certamente está mudando, e ainda sofrerá muitas mutações é justamente o conceito que separa o público da empresa, como sendo entidades separadas.

    Olhar o mercado, e as pessoas, com a uma certa visão estilizada ou "marketeira" do tipo, colocar anúncio para atingir esta ou aquela meta, ou usar de observadores colocados em pontos considerados "de interesse", assim como o clipping de informações, deverá mudar.

    Os serviços de SAC que podem ser considerados até relativamente recentes na história, surgiram da simples constatação de que as pessoas querem e merecem ser ouvidas.

    Quem ainda está em larga vantagem no quesito interação com o público, é a antiquissima figura do feirante, em qualquer lugar do mundo, que interage em meio à multidão, cara a cara com as pessoas que passam, ouvindo e interagindo com todo ambiente ao redor.

    A hilária figura de, Ordenalfabetix, o vendedor de peixes da aldeia gaulesa das estórias do personagem Astérix, é um bom exemplo. Ele está na porta de casa, conversando com as pessoas, vendo tudo que se passa e vice versa. As famosas brigas entre os habitantes da aldeia, são mais significativas e imediatas do que muitas das difíceis interações das corporações atuais em relação ao público.

    Pode-se dizer que boa parte da população "conectada" usa precariamente a internet, geralmente para mensagens pessoais e visitar sites sobre empresas e assuntos geograficamente próximos, ou restritos a interesses pessoais, não raro, conhecidos anteriormente. Ainda falta ampliar a comunicação global, a interação e compartilhamento de informações de forma a que ambos os lados deixem cada vez mais, justamente de serem "lados separados de uma mesma questão".

    A figura do "nós aqui" versus "eles nalgum lugar" deverá mudar para "nós todos". De alguma forma. Isto passa por uma evolução de consciência das pessoas em posições de comando, para que possam efetivamente ser consideradas como sendo "lideranças". E isto ocorre dos dois lados. Lideranças existem tanto no lado empresarial, quanto do lado do público, seja pelos líderes comunitários, seja pelos formadores de opinião.

    A mudança abrange valores tradicionais, econômicos, sociais, familiares.

    .'.

    segunda-feira, 12 de abril de 2010

    Proibir MSN, Messenger, etc?

    Proibir comunicação?

    Bom senso é necessário para todos.

    A empresa pode proibir, mas é necessário lembrar que toda empresa faz parte de uma sociedade, como um todo.

    Globalizada ou não, a empresa interage com o mercado, as demais empresas e pessoas que as formam.

    Simplesmente reprimir a natural necessidade humana de interação, pode resultar apenas numa transferência para outra atividade, por exemplo, estimulando a "rádio corredor", e até, desestimulando a participação voluntária na melhoria de produtividade e qualidade.

    Educar sempre é melhor do que reprimir. Não basta amarrar uma corda no pescoço das pessoas para melhorar o serviço, é preciso estimular o processo produtivo, incluindo o aprendizado e aperfeiçoamento profissional de funcionários e chefias.

    Uma das melhores coisas, é negociar com os funcionários, e até mesmo, formar grupos para auto-controle, em que todos se tornam responsáveis pelos demais.

    Sugiro alguns artigos em que abordo mais extensamente a questão internet, produtividade, redes sociais, lucratividade, etc em:  Redes Sociais

    As pessoas e as empresas são entidades sociais. E escolher a nossa forma de atuação, medíocre ou de qualidade, reflexiva ou impulsiva, etc são critério que cada empresa "pode" escolher.

    Meu comentário feito na Revista Amanhã: As empresas podem proibir o uso de MSN, Live Messenger e outras ferramentas de mensagens instantâneas no local de trabalho?

    quarta-feira, 31 de março de 2010

    Facebook não dá prejuízo. Mau trabalho sim.

    Bloqueie o Facebook e o foco vai para o bate-papo com o colega, ou para outro site qualquer, mesmo que seja só a homepage da própria empresa.

    Amadurecer a gestão inclui em ponderar de maneira mais produtiva os ganhos que se podem obter adotando costumes que estimulem o envolvimento dos funcionários e o aproveitamento destas tecnologias que SÂO PARTE do mundo em que vivemos. Lembre, já estamos no século XXI e a senzala de escravos, seus capatazes e chicotes vão longe. E raramente, sinhô ou sinhá moça são seus melhores gestores. É só olhar o que sobrou dos grandes empreendimentos daquele tempo. (risos).

    Sugiro alguns artigos que estão no meu blog a respeito do assunto. São apenas uma outra forma de ver sem tanta restrição, objetivando melhorias de qualidade, produtividade e claro, lucros.

    Aqui no blog tem outros posts a respeito, por exemplo:

    Sobre mudança de paradigma: Rede social - ensinar é melhor que castigar.

    Veja mais artigos sobre participação da equipe, evolução da empresa, pensamento estratégico, Lucratividade versus Economia, etc em:  Categoria: Redes Sociais.

    Lembre, provavelmente seus concorrentes estão usando esta ferramenta.

    quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010

    Banco fecha conta de blog gay


    Saiu agora no Slashdot, mas a coisa já foi ao ar desde ontem.

    Citibank Cancels Bank Account of Objectionable Blogger


    O Citibank, que como qualquer empresa tem é claro, direito de decidir com quem vai negociar, encerrou a conta do blog gay blog.fabulis.com por exibir "conteúdo questionável", o que gerou polêmica imediata.

    O blog de temática gay, e em poucos dias, tornou-se um sucesso, faturando milhares e milhares de dólares.

    As vezes este tipo de coisa acontece a revelia do comando principal da empresa, espera-se.

    Lembram do que aconteceu com o extinto blog Nokiabr?

    segunda-feira, 26 de outubro de 2009

    Que horrível! Twitter custa Bilhões!! Mas e o resto?

    Imagem: Flavio Conde
    Uma empresa de consultoria Reino Unido fez uma pesquisa para descobrir que o Twittter custa bilhões porque é usado em média 40 minutos POR SEMANA nas empresas.

    Obviamente isto já resultou em matérias alarmantes, por causa do desastre econômico mundial que deve estar atormentando a mente de muita gente por aí.

    Puxa vida, mas que coisa TERRÍVEL!!! 40 minutos por semana! Quarenta!!! São 8 minutos por dia, para quem trabalha de segunda a sexta. São 4 minutos de manhã e mais 4 de tarde!!! Imagina o resultado catastrófico se fizerem uma pesquisa sobre quanto tempo se gasta com o intervalo do lanche ou esperando que algum chefe/coordenador finalmente responda algo que é importante ou arrumando serviço mal feito dos outros. Enfarte na certa. (risos)

    Está bem, está bem. Antes que o editor me mate, creio que o correto da pesquisa sejam 40 minutos por dia, o que seria um tempo um pouco mais razoável para se conseguir fazer alguma coisa. São 20 minutos por turno, ou se preferir, parte do horário de almoço.

    Distribuidos ao longo do dia, intercalados e/ou em paralelo com outras atividades, e sem afetar o que se está fazendo, ainda não é taaaaaanto tempo assim.

    Verdadeira apologia do miserável. Desculpem, mas matérias que li a respeito estão bem escritas por profissionais que respeito. Mas quanto a pauta, este é o tipo de pesquisa tendenciosa de quem só chora e esconde os rendimentos que tem. Se não tem o que falar mal para a imprensa, melhor não passar vergonha. Espero não ter que trabalhar num lugar destes. É o tipo de empresa que só explora os funcionários, suga até a última gota de sangue, dificilmente vai ter algum treinamento ou atualização, e ainda reclama porque os "peões" não se viram em fazer isto do próprio bolso para dar de grátis para o "patrão" (no sentido perjorativo da palavra).

    A pesquisa poderia ter informado os Trilhões gastos em papel higienico no banheiro. A empresa é local de trabalho, que usem o banheiro de casa!! (risos).

    Antes que algum “espertinho” diga que “local de trabalho é para trabalhar”, recomendo que se atualizem pelo menos uns mil anos. Nem vaca trabalha com a cara enfiada no pasto o tempo todo, sem precisar informação. Está provado que cavalos deixados por si só conduzindo carroças, não provocam acidentes. Coloquem um condutor humano e ele vai dar um jeito de bater até noutra carroça. Quem quer controlar tudo e todos, o tempo todo, deveria ficar sózinho.

    A era feudal já passou. Foi um imenso período de trevas e pouco desenvolvimento. Citando a Wikipédia:
    "Devido ao caráter expropriador do sistema feudal, o servo não se sentia estimulado a aumentar a produção com inovações tecnológicas, uma vez que tudo que produzia de excedente era tomado pelo senhor. "
    Informação faz parte do processo produtivo. Atualização é necessária sim. Nas noutras áreas é preciso também sim senhoras e senhores! Abram os olhos. Não adianta sustentar chefias incompetentes e pagar propaganda para tentar disfarçar insatisfação, má qualidade de serviço desmotivação. Todos tem que se atualizar, ter produtividade e qualidade.

    Esqueceram que boa parte de seus clientes, fornecedores e concorrentes usam estas tecnologias? Ainda hoje vejo empresas que bloqueiam até MSN, que é amplamente usado nas melhores empresas para comunicação direta com clientes, fornecedores e colegas.

    Esqueceram de dizer que estes 40 minutos semanais poderiam ser gastos, por exemplo, fofocando com o chefe. (Maus) Chefes controladores, inseguros, imaturos ou simplesmente incompetentes, sempre vão achar que internet é brinquedo. Bom senso é necessário!

    Twitter é tipo de um MSN, mas com esteróides. Redes sociais online são parte da nossa cultura global, pessoal, empresarial, politico, enfim, todas áreas.

    Negar isto, usar as regras das senzalas, representa perda de competitividade, atrasos em relação ao mercado e baixa produtividade.

    Faz pouco escrevi duas matérias sobre o assunto, aqui no blog, como participação voluntária, etc. Leia mais em: Empresas amadurecendo para as Redes SociaisComo regrar o acesso dos usuários à Internet na Empresa.

    Empresa tem que gerar lucro produzindo, com produtividade e qualidade.


    Parece que um dos motivos dos indianos estarem se atualizando tão rápido, é que por lá, as vacas são sagradas.

    Só para lembrar: É muito fácil ser uma empresa grande (pode até ser herança do "papi"). Difícil é ser uma grande empresa.

    sexta-feira, 23 de outubro de 2009

    A parte mais importante para estratégia de redes sociais

    Foto: Jared Pallesen
    Durante mais de uma década o principal foco da internet esteve no e-commerce.

    Mas redes sociais e networking, não se tratam de comprar e vender, pelo contrário. Trata-se de relacionar-se, estar conectado e estar envolvido. Graças as redes sociais, empresas, organizações não lucrativas e entidades de todo tipo, podem ir em frente e assegurar-se de que o que fazem, é o que as pessoas estão falando e se envolvendo. Pode ser uma pílula difícil de engolir a princípio para quem está acostumado a só pensar em vender pois requer participação e certo interesse social.

    Existe muita discussão sobre os mecanismos de participar das redes sociais: blogs, Twitter, Orkut, Facebook, videos no Youtube, etc. Mas existe um aspecto crucial que não tem nada a ver com tecnologia: é o fator humano. Em termos práticos, quem vai fazer isto e quanto tempo vai tomar?

    Saindo do conceito de comprar e vender, passa-se a ter pessoas que vão escrever blogs, participar de redes sociais. Alguns poderão fazer isto de forma exclusiva, outros no seu dia a dia, mas atuando para conectar e encontrar envolvimento e interesse de outras pessoas.

    Com frequência, o primeiro pensamento é procurar por algum jovem colegial, afinal, todos adolescentes estão nas redes sociais, ok? Mas mesmo que você encontre um jovem talento que seja um mago do Orkut, Twitter, etc, ocorre imediatamente a seguinte pergunta: quão bem ele vai representar sua organização?

    Segundo pesquisa da Comscore em 2006 sobre sites de networking, mais de 50% dos visitantes do Myspace e do Facebook estão na faixa acima dos 35 anos. Do total, pelo menos dois terços são adultos acima de 25 anos de idade. Ainda, segundo pesquisas do mesmo site, no Brazil, pelo menos 85% dos internautas acessam redes sociais.

    Social networking requer interação com outros indivíduos, blogueiros e organizações. Enfim, não é só com os amigos do colégio, mas com toda a sociedade. Graças a internet, hoje participar de uma rede social, implica diretamente em relacionar-se, literalmente, com pessoas do mundo inteiro. Mesmo que falem o mesmo idioma, as pessoas vivem realidades próprias de cada região, cultura, ambiente econômico e político, etc.

    Os melhores candidatos deveriam ter um combinação de diversos fatores:
    • Conhecer e gostar de redes sociais e das mídias que as compôem.
    • Entender de tecnologia (especialmente não-TI). Não precisa ser um “geek” (aficionado por tecnologia em geral), mas deve saber do que está falando.
    • Conhecer sua organização e estar comprometido com sua missão.
    • Escrever com estilo próprio, com habilidade, fluidez e coerência.

    Esta pessoa pode ser alguém da equipe ou um voluntário, mas deve ser alguém que já esteja envolvido envolvido com a organização

    Mesmos assuntos, pessoas diferentes.
    Foto: Clara Nebeling
    Lembre, que é necessário pensar para qual audiência você estará focando e qual o interesse que esta poderá ter na organização.

    A próxima questão é quanto tempo deve ser alocado para esta tarefa. Ao contrário de trabalhar num website, que normalmente implica em responder consultas e enviar mensagens, fazer social networking é muito mais ativo.

    Isto requer envolvimento e participação nos vários debates em assuntos que sejam mais importantes ou ligados a sua organização. Como resultado, isto precisa de muito mais tempo e estar diariamente atento a novidades que surgem a toda hora.

    Algumas linhas básicas para iniciar seu planejamento, lembrando que na matéria anterior falei sobre as pessoas estarem ou não realizando esta tarefa com exclusividade.
    • Duas horas por dia (10 horas por semana). Tempo para postar avisos no website da empresa, visitar alguns outros sites e fazer alguns comentários nestes sites.
    • Quatro horas por dia (uma pessoa em meio-periodo). Manter um blog regular, ter voz ativa na internet a respeito dos assuntos chaves da organização.
    • Oito horas por dia (uma pessoa conectada em tempo integral). Agora você vai estar fazendo social networking. Criar e manter tópicos interessantes, gerar oportunidades de interação com pessoas que se interessem pelo que sua organização faz, ser ativista e liderar campanhas em várias áreas, interagir regularmente com outros “blogueiros”, líderes, organizações chave e de mídia.

    Pessoas que trabalham em tempo integral, mas que tenham condições de acesso liberados, poderão estar mais participativas e, com foco em assuntos diferentes, ao mesmo tempo que realizam suas tarefas diárias.



    Mobile social networking.
    Milhões de pessoas se relacionam em todas as áreas, todo tempo.
    Foto: Will Lion
    As redes sociais podem ser uma grande fonte de recursos para qualquer entidade. Mas isto requer comprometimento estratégico. Se você assumir este compromisso, encontrará novas e excitantes oportunidades para crescer com mais consciência e incrementar significantemente os seus contatos (clientes, fornecedores, admiradores, etc).

    Notas
    • Inspirado numa em tradução minha (muito) livre e com vários acréscimos de Michael J. Puican e The social networking bug;
    • Meus comentários são minha opinião e não refletem opiniões e/ou ideais do meu empregador.


    Loja num centro comercial de Toronto.
    Foto: Kate Raynes-Goldie
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