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sexta-feira, 21 de setembro de 2018

Qual É O Melhor Espírito Para Uma Situação?

Qual deles vai resolver?
Autor da ilustração desconhecido.

Essa é uma pergunta que toda semana aparece nos grupos de magia, principalmente feitas por novatos sem experiência.

E sempre é a mesma coisa: “Qual melhor espírito para amor? Qual o melhor espírito para dinheiro? Qual o melhor espírito para emprego? Qual o melhor espírito para sexo? Qual o melhor espírito para proteção? E assim por diante. A pessoa nunca fez sequer uma pesquisa antes de perguntar e acha que a coisa é como escolher marca de sabão.


Magia é pessoal!

Entenda isso:
Se você pretende fazer magia,
a única maneira de encontrar o melhor espírito para cada caso
é ler e estudar as descrições dos mesmos.

Magia é resultado de prática pessoal.

E a sua situação também é pessoal. É a sua vida e, portanto, diferente dos outros.


O que é que realmente está havendo?

Quando você analisa a situação, isso já é parte da solução também pois assim terá mais clareza do que precisa ser feito.

Também é preciso saber quais aspectos da situação cada espírito pode atender.

As listas por especialidade são sempre incompletas pois todos espíritos tem várias habilidades.

Não adianta pedir “dicas” às cegas, sem apresentar claramente a situação. O que certamente em grupos públicos requer discrição dependendo do caso.

E quando você recebe "dicas" de alguém que não sabe o está realmente ocorrendo, certamente essa poderá ser inadequada.

O que foi bom para um, pode ser o oposto daquilo que você precisa ou até piorar a situação.


Alguns Exemplos

Eu faço questão de observar que vou sugerir exemplos até estranhos. Mas é o que verificamos na maior parte das vezes quando pedem "dicas" as cegas e as respostas que aparecem levam para isso.
E esses exemplos são baseados em décadas de observações pessoais, portanto, situações reais.
Vou repetir: é o que acontece quando pedem "dicas" e as pessoas não sabem do que se trata, assim, cada um vai dar um palpite ao acaso de acordo com o tipo de vida que tem.
E isso serve também para quem for apresentar sugestões. Quem é que está pedindo? Será que essa pessoa depois vai te acusar pela sua falta de resultado?


Alguns exemplos para se pensar antes de pedir e ou de responder com responsabilidade:
  • Qual espírito é melhor para a dor?
  • A pessoa chama o telefone da farmácia e pede um analgésico para dor. Não fala mais nada ao atendente. Pega um envelope de Ibuprofeno que é bem baratinho e pronto. No dia seguinte está hospitalizada com apendicite aguda ou uma úlcera já no último grau. Ou morre logo mais porque tinha levado uma facada na barriga. A farmácia é processada por ter vendido um remédio por telefone.
  • A pessoa tem uma vida de sofrimento porque acha que dinheiro é pecado, que é errado dizer não para qualquer coisa. Aliás, a pessoa pensa que tudo é pecado ou que não tem merecimento. Alguém sugere um espírito do tipo "guerreiro". A pessoa é estimulada a bater de cara com todo tipo de situação que não sabe lidar e vai parar no psiquiatra.

  • Qual o melhor espírito para o Amor?
  • A pessoa está sózinha e querendo um novo amor na sua vida. Mas não fala nada. Alguém indica um espírito genérico que acaba trazendo de volta um Ex lá do passado com todas suas mágoas e que vai estragar a vida da pessoa de novo. 
  • A pessoa está com problema conjugal por problema financeiro, mais nada. Alguém indica um espírito de "luxo" que estimula a pessoa a fazer mais empréstimos no banco, aproveitarem em festas e viagens e terem uns dias maravilhosos. Dias depois são despejados de casa e não tem nem onde morar e separam-se. 
  • A pessoa está bem e pensa em proteger e ajudar a crescer seu amor. Alguém sugere um espírito que mexe com a mente das pessoas e em pouco tempo estão mentindo um para o outro sem motivo e a confiança entre ambos é destruída. 
  • A pessoa é romântica, quer recomeçar sua vida de forma melhor. Alguém indica um espírito de luxúria e ela se vê envolvida com pessoas que só querem sexo e ela fica muito frustrada sentindo-se apenas usada. 
  • A pessoa está com problema de amor em família ou amigos. Alguém sugere um espírito manipulador e começam a ocorrer brigas que atrapalham mais ainda harmonia entre as pessoas.
  • A pessoa até diz que quer reconquistar um amor. Na verdade quer vingança e destruição da pessoa mas os espíritos indicados são para a aquela pessoa perceber seu "amor" (que não existe) então obviamente a pessoa percebe que é mais um ataque se afasta mais ainda.
  • A pessoa quer reconciliação e pega a sugestão de um espírito que é melhor para sexo. Acabam ficando juntos por alguns dias pelo aspecto sexual, mas logo separam-se de novo pois o que precisavam era aprender sobre convívio e companheirismo. 


  • Qual o melhor espírito para dinheiro? 
  • A pessoa não tem nada e alguém indica um espírito de Jupiter de prosperidade que multiplica o que a pessoa tem. Como não tem nada, multiplica a miséria.
  • A pessoa na verdade quer aumentar sua renda como funcionário de empresas. Sugerem um espírito que apresenta vagas com salários altíssimos e a pessoa larga o que tem e vai as cegas, afinal, é a famosa Empresa X. Resultado: é demitido rapidamente porque não tem aptidão para o cargo e fica um tempão desempregado. 
  • A pessoa apenas pergunta por dinheiro mas ninguém sabe que é um empresário de certo porte. Recebe uma sugestões que não tem nada a ver com administração empresarial.
  • O empresário apenas quer atrair mais clientes sem estrutura para isso. Alguém indica um espírito para atrair clientes de tudo quanto é lado e dias depois estão atolados em reclamações e perdem todo mercado.
  • Um investidor quer usar melhor seu dinheiro em ações. Mas sugerem um espírito que não tem nada a ver com esse mercado de ações. E ele empata todo capital da familia num investimento que vai ficar bloqueado por vinte anos.
  • Um empresário quer vender mais e alguém sugere um espírito que vai trazer clientes de boa qualidade porém exigentes. Só que o produto é uma porcaria, feito para o nível mais baixo ou seus funcionários são mal tratados. A empresa fecha.
  • A pessoa quer dinheiro. A sugestão traz espíritos que lhe apresentam um emprego!


  • Qual o melhor espírito para sexo? 
  • A pessoa quer melhorar seu relacionamento?
  • Precisa de ajuda para melhorar sua líbido, desejo ou recuperar vitalidade?
  • Quer fazer sexo diferente? 
  • Precisa apenas encontrar parceiras(os)? 
  • Quer alguém na sua porta? Mesmo que seja o dobro da sua idade ou alguém tão jovem que te colocaria na cadeia no mesmo instante? Ou quem sabe vai vir alguém desagradável ao extremo, mas lhe querendo? 
  • Quer sexo por dinheiro? Pode aparecer uma pessoa muito rica que pode ser violenta, feia demais, aborrecida, grosseira, carrasco,egoísta, etc.



Repito, são algumas coisas clássicas e resultados desagradáveis e repito, muitas vezes observadas em tantas vezes que pedem as coisas sem a menor indicação da real necessidade e pouco tempo depois aparecem reclamando dos resultados que tiveram apesar de avisarmos para nem tentar a coisa.



Magia Precisa de Intenção Clara

Os espíritos não vão adivinhar o que você está pensando ou deseja. Isso precisa ser dito claramente para eles.
Esqueça as bobagens newage de que a parte espiritual sabe o que você precisa. Eles sabem muito bem quem você é, mas as escolhas serão suas.
Inclusive o sofrimento é também uma escolha. Se a pessoa não quer reagir, não quer lutar contra o que for que esteja causando esse sofrimento, então por que algum espírito iria ajudar?
Esse é um simples motivo pelo qual é tão difícil de lidar com viciados. Se a pessoa não quiser mudar, muito pouco se consegue fazer.

É preciso estudar cada caso e é por isso que nenhum praticante sério de magia faz uma operação sem consultar seus oráculos antes mesmo de verificar descrições de espíritos. Isso é absolutamente necessário para entender o que realmente está ocorrendo.

E também, cada praticante vai ter prática e contatos diferentes com os espíritos. O que é fácil para um pode ser difícil para outro.



E em tempo, antes de pedir dicas, pense bem em quem são as pessoas que respondem. Que tal pedir dicas sobre vida saudável num grupo qualquer sem saber que ali muitos são traficantes?




É mais simples motivo pelo qual não faço magia sem consulta muito menos apresento preço as cegas. E também porque tantas vezes, as situações que me apresentam não precisam de magia, mas apenas de orientação!

P+
21/09/2018

quinta-feira, 10 de maio de 2018

Sobre Tratamento Respeitoso Com os Espíritos

Fought The Good Fight
Art by:  Stevegoad

Sobre Tratamento Respeitoso Com os Espíritos

Eu sempre tive para mim mesmo a idéia de uma abordagem com as esferas espirituais e foi assim que desde o início eu tive oportunidade de explorar vários reinos, mesmo sem ter treinamento formal que só muito depois foi adicionado.
Mas basicamente ser respeitoso com todas esferas e observando a importância de que isso deve ser mútuo.
Cito aqui um trecho da descrição do grupo “Solomonic - Secrets of the Magickal Grimoires” de Aaron Leitch:
"We work with the spirits from a standpoint of mutual respect. We do not manipulate, deceive, threaten, torture, imprison, or otherwise treat the spirits like slaves. We establish relationships with our patrons and familiars that both we and they find mutually beneficial over a lifetime."
"(Tradução): Nós trabalhamos com os espíritos do ponto de vista de respeito mútuo. Nós não manipulamos, mentimos, ameaçamos, torturamos, aprisionamos ou tratamos os espíritos como escravos. Estabelecemos relações com nossos patronos e familiares que tanto nós como eles encontramos mutuamente benéficos ao longo da vida."

Num de seus primeiros livros, Carlos Castaneda cita um dos ensinamentos de seu Mestre, Don Juan, que falou sobre o orgulho e a humildade de um Guerreiro espiritual. Não se trata da humildade de um mendigo que lambe até a sola do sapato de qualquer um para conseguir algo. Nem a arrogância de um comandante que se impõe pela força.
Essa é uma visão dualista quando a pessoa apenas entende a força bruta ou seu lado oposto. No fundo ambos se confundem pois o mendigo caso receba algum “poder”, vai tornar-se arrogante também com quem estiver abaixo dele. Não é por nada que a sabedoria popular tem um famoso ditado: “Se quer conhecer o verdadeiro caráter de uma pessoa, dê-lhe algum poder”.
O verdadeiro guerreiro espiritual reconhece que tem um lugar numa hierarquia maior que ele próprio e respeita os que estão abaixo dele tanto quanto respeita os que estão acima. Mas ele é íntegro nas suas atitudes para com todos e não vai se curvar nem tentar obrigar outros a isso.

Assim vamos perceber que tanto certos anjos quanto dæmons podem ser até bem difíceis de lidar. Têm imenso poder e nem sempre são muito amistosos. E alguns terão até maior facilidade de trato com pessoas diferentes.
Mas vejamos isso como o encontro de dois guerreiros. O magista, que na operação traz em si a imagem e semelhança de Deus, e evoca para si próprio o Poder Divino e atua dentro do seu próprio universo particular, seu círculo ou seu centro de poder que desenvolvemos ao nosso redor com o tempo.
Claro que existem outras abordagens ritualísticas, como a Luciferiana e da Demonolatria que tem outras dinâmicas nessa parte.

Quando nos deparamos com um espírito, então seria natural que uma abordagem respeitosa seja trata-lo com o reconhecimento pelo seu poder, sem se humilhar perante ele e nem sem tentar sobrepor-se em força.
São em geral espíritos obreiros, têm suas missões também a cumprir.
As vezes alguém pergunta sobre isso, sobre o por que os espíritos nos ajudam. Bem, simplesmente porque é o que eles fazem.
Então tratar de forma até mendicante um espírito é uma forma de falta de respeito, porque ele espera ter um tratamento equivalente ao seu nível.
Se for por exemplo um Rei, ele espera também estar se encontrando com alguém de seu nível.
Os vários elementos da ritualística tem muitos motivos e as ferramentas não são meros adereços ou para ajudar a focar a mente.

Apesar de parecer mais importante para o trabalho com dæmons, também muitos anjos fazem sim questão da abordagem mais formal. Isso não é apenas por respeito e como forma de participação com energia, mas também porque eles “gostam” daquela coisa e também certos elementos se destinam a ajuda-los a se aproximarem, pois eles vêm de outra dimensão próxima a nossa, e um dos motivos do uso de velas, incensos e símbolos é de criar um ambiente energético que facilite a sua presença.
E a maneira de abordagem é sim importantíssima tanto quanto os demais elementos do ritual.
Precisamos entender isso e até realmente desenvolver em nós mesmos tantas qualidades.
Ser firme não é o mesmo que ser rude tanto quanto ser respeitoso não é o mesmo que tornar-se servil.
E isso certamente vai influir na maneira como a pessoa trabalha com os espíritos e o tipo de resultados que esses apresentarão.

Eu pessoalmente acredito que uma abordagem pela força, ou pela submissão, dificilmente vai resultar no estabelecimento de algum tipo de relacionamento maior com o espírito. A abordagem sempre pela força implica em falta de confiança mútua. E a abordagem servil demais, ou como alguém pretendeu insinuar, “sempre tentando comprar” favores vai resultar até em vampirismo.
Certamente eles não serão nossos “amigos” nunca, mas sim como companheiros. Para eles, somos apenas uma fração no seu tempo de vida.

Mas nem sempre é tão fácil convencê-los a fazer algo.
Alguns são realmente reticentes até para se aproximar.
Outros pelas suas próprias características vão tentar se impor ou obter vantagens sem realmente atender ao que foi pedido. É o caso de certos espíritos mais quentes que por qualquer coisa podem enganar ou prejudicar o magista. E geralmente é por falha na ritualística ou deixar de observar suas descrições e assim deixando margem para que eles explorem nossas falhas.

Sabemos que os antigos grimórios foram escritos principalmente por membros do clero ou por nobres, pois a população em geral era analfabeta. E certamente esses nobres também tinham seu temor devido aos aspectos sociais onde facilmente alguém poderia ser perseguido ou sofrer represálias e punições. Num ambiente desses é claro que dæmons foram tantas vezes descritos como criaturas malévolas, apesar de vermos que tantos da Goetia, por exemplo, trazem ensinamentos em tantas áreas. Mesmo que ainda assim tenham aspectos mais mundanos pois são em maioria espíritos sublunares, chtonicos. Mas também tem os que são dæmons e também anjos e aí lembrando que Deus colocou seus espíritos angelicais para apresentar os dois lados e deixar que os humanos escolhessem.
Como resultado temos as imprecações maiores para obrigar o espírito caso necessário.
E as vezes é necessário mesmo quando esse deixa de ser respeitoso ou tenta se impor. Certamente para dar seguimento numa operação sob esse aspecto, o magista tem que obrigatoriamente estar embasado, ter mérito, força pessoal e tantas vezes, coragem para manter-se em pé e impor-se caso necessário.
E mesmo assim isso não será desrespeitoso pois nesse caso tantas vezes trata-se de “medir forças”. Ou seja, o espírito está tentando ser mais forte que o magista e não vai respeitá-lo se for um fraco suplicante. Uhm?
Então onde ficam os que acham que “se compra” trabalho dos espíritos? Se o espírito não quiser fazer, ele simplesmente vai pegar o que foi oferecido, enganar o magista e ponto final.
E certamente não é uma abordagem assim de uso amplo, por isso que no próprio Cap. XXII das Claviculas fala-se que “eventualmente se fazem sacrifícios”. E mesmo assim, os sacrifícios ali citados são referentes a uma época que não existe mais. Trocou-se o sangue por frutas, mel, grãos, água, vinho, etc. E são eventualmente usados para potencializar uma operação e temos observado isso por tempo.
E uma das maiores oferendas continua sendo um sincero “obrigado” após receber o resultado de uma operação bem-sucedida.

Uma outra coisa que temos observado, é em relação ao citado acima sobre eles aceitar fazer algo e as vezes precisarem até serem convencidos para isso.
Aqui, a primeira abordagem é apresentar o caso e perguntar se o espírito “pode” fazer isso. Depois perguntar se ele “aceita” fazer. Nessa parte vai entrar a argumentação e se necessário negociar a operação e isso raramente envolve “oferendas”. Os relato de John R. King no Imperialarts são pródigos em exemplos desse nível e têm casos muito interessantes de se estudar.
Um acréscimo meu é perguntar se eles têm sugestões alternativas para o assunto. E as vezes vão ter mesmo, até sugerindo outro espírito como já ocorreu, ou mostrando algum aspecto da situação, nesse caso estarão ajudando com uma espécie de oráculo sobre a situação e até trazendo esclarecimentos.

E uma coisa que é opinião minha e de muitos colegas, é de que se o espírito realmente não quer vir ou não quer fazer a operação, geralmente é muito melhor chamar outro. Gasta-se menos tempo, menos energia e na maioria das vezes aquele originalmente escolhido não seria realmente adequado.

Outra coisa que traz confusão sobre a abordagem com os espíritos refere-se a sua manifestação. Nem todos terão manifestação visual ou algo assim e tenho um artigo sobre isso. Mas serão muitas formas que confirmarão que o espírito está presente e essas são bem mais comuns.
Eu tive uma boa quantidade de manifestações e visões nessas décadas para não estar preocupado em que cada ritual seja até um show de circo só para satisfazer o ego de alguém. É claro que é muito interessante manifestações maiores, mas me interessa muito mais os resultados do que ficar horas repetindo ameaças só para obrigar o espírito a aparecer visivelmente sem nenhum outro motivo realmente válido para isso.
Tudo isso, vai fazer parte do processo de até estabelecer um relacionamento com alguns espíritos, que serão os que lidaremos mais vezes e também descobriremos possuírem tantas outras aptidões tornando-se normal que se trabalhe com alguns que vão atender a maior parte das situações.

P+
10/05/2018


.’.







sexta-feira, 13 de abril de 2018

Another Interesting Review about the Ritual Offerings Book





Another Interesting Review about the Ritual Offerings Book


From times to times people comment with me about the areas I wrote at that book. 
Here I will write about a very nice one I received.


But first, just for some background.

From the presentation of the book in Nephilim Press:

"...Ritual Offerings unites 12 practicing occultists who share their knowledge and experience with this fascinating and important subject..."


Few years ago Aaron Leitch started this great project and someway he found my ideas was suitable to be together with the works of some of the most know people at Western Magick.



The contributors include:
Aaron Leitch: Introduction: Magickal Offerings in Western Occultism
Aaron Leitch: Liber Donariorum: The Book of Offerings
Zadkiel: The Elements of Making Offerings: The Offering as Sacrifice
Bryan Garner (Frater Ashen Chassan): Whispers From a Skull: Lessons in Spiritual Offerings From a Conjured Familiar
Brother Moloch: Ancestors & Offering
Frater Rufus Opus: The Back Yard Path Toward the Summum Bonum
Denise M. Alvarado: Ritual Offerings in New Orleans Voudou
Jason Miller: Severed Head Cakes and Clouds of Dancing Girls: Offerings in Tibetan Buddhism
Nick Farrell: Offerings in Roman Deity Magic
Sam Webster, M.Div., Ph.D., founder OSOGD: Offerings in Iamblichan Theurgy
Chic Cicero and Sandra Tabatha Cicero: Ritual for the Declaration of Maa-Kheru
Gilberto Strapazon: Offerings in Ceremonial Magick and African Traditional Religions



Each one of the others are well known at the occult areas and have a long time of practice and study and are truly skilled in their areas at most top levels.

As people like some information, yes, every one of them have a long time at most known occult orders and magick areas, plus a lot of occult groups nobody even think to exist (I won't cite Illuminati for sure... LOL).
All of them are Masters in their own right, with a formal and solid work, with their own path and working groups too.

So thanks to the internet, I knew and had contact with many of them, learning a lot and sharing knowledge for years, even since some two decades posting at online forums and groups in many countries.

Be sure to have my experience to become part of this work was a true gift for me too.




What I did and why I wrote that material: 

I'm worried with the mixings among many magic and spiritual areas.

I see this every day.

Be sure I did it too and learned a lot for sure. Tears and blood included, no kidding. 

I have seen people going after "easy results" or just because not checking sources, to be mixing ATR (African Tradional Religions) with others areas.

First, ATR is a really fantastic area. But is not all. And it's not for all. I fully respect the decent priestes, the nice people who do a very nice work. I just had a lot of time at the darkest and corrupted areas too and that is what many people will find easy due lack of knowledge about the area as few comment how some things works.


And to be clear, what I wrote is very related to "any mixings" among practices, so is not only muxings with ATR.
Repeating: what I wrote apply to any mixing of areas. For example, western pagan fairy magick with Tao or anything else. Be sure something won't work at that. 

Each area has a reason to exist and not all times what appears to be alike means to be the same.
 There are lots of works, blogs, websites, books, artcicles at magazines presenting "spells" and dirtorted information that is result of such mixings. 


Currently I see this happens with every possible magick and spiritual areas, Grimoires, Pagan, Viking, Tao, Buddhism, Reiki, and even in Evangelic churches!

I'm very serious about some churches and there's lot of funny videos from some evangelic churches where what they are doing is 100% ATR, but people think that was because "Jesus". No way! That's ATR work (or other source) and with results common people are not aware about the troubles to happens later. And some of such priestes are using that sources on purpose, I say, some churches and other groups are doing secret works too to manipulate people. This to say a minimun.


An Example Not So Simple To Deal

A simple result of such mixings is the idea many people will find about "baths". What is easy to find anywhere is the stupid comment to "do not wash" your head with salt or even herbs.
That is always 100% because ATR forbid this to people who are formally initiated. SO this does not apply to all the other people! Please, wash your head when you do such spiritual baths and avoid a lot of future troubles for yourself!
For people at Solomonic areas, just remember the grimories are clear about full bath, including head.
Here's an article on purpose:
Do Thick Salt Bath or Herbal Bath Over Your Head?
This is a very simple example. Just a wrong done bath can make a mess at one's life.
Be sure, 100% of times, no exceptions, including some authors from areas as different as "Reiki" who are speaking to not to wash your head, I always found that everyone has or had more intimate contact with ATR and have no other source to cite. Ok, some are so stupid to say "there was formal studies about..." Guess what? I went after that and found 100% their study sources was ATR and most of them was part of some ATR group too before. Yes, I took time to check such sources always. Dot.
I'm commenting only a minor part of the text for that book, but see how something that appears "so simple" as a herbs or salt can result in troubles? (please, read the above linked text for this)


This was my writing work at that book. For curiosity, the biggest chapter at the book. 
The original material for sure was edited and we needed to cut a lot. From some 70 to +30 pages. And still I have material for near 500 pages.  May be a future work?  


Some Good Results


We already has some very nice reviews about that work and is great to see people get the idea about how to improve their magick works.

The grimoires just cite how to make tools and what prayers to do. Same at many other areas.
Most lack to comment "how to work". And here's another idea for this book. How to improve the methods at any magick area and get more results of that.




A Very Interesting Review


It is always good to hear about how our work has helped people.


This came from someone who contacted me and someway our work helped him.


Here's the review at Amazon: (click for source)


"Great book, helped provide life altering insight


A great and useful book with tons of useful info that, applied correctly, will help move the western magical tradition forward... or perhaps, arguably, backwards... but in a GOOD way... by bringing it back to it's pre-revival/reconstruction roots. Anyways, great book, and in a way unconnected, but equally important, to that last statement, one I credit with saving my life in a spiritual and material way.

Sounds dramatic, but I am quite serious. Basically, I was in an ATR (African Traditional Religion) that had gone in a very bad direction, and really had even before I was initiated into it. The situation, as best as I can see it (with clarity now)is that people entering it would be helped with a few issues... and then, almost imperceptibly, over time, their lives would go down hill... drama, trouble, broken relationships, a lack of prosperity etc etc etc etc etc... but this would happen in a way similar to that concept that a frog being dropped into boiling water will jump out automatically, but one placed in water that is slowly heated to boiling won't know his goose is being cooked until it is too late.

I was almost that frog/goose... but: the quick version is that something nudged me to get this book (and the one I got was the original printing hardback... so it was expensive, especially for me at that moment in time)... and then something nudged me to read, and re-read, and pay extra special attention to one particular entry :
"Offerings in Ceremonial Magick and African Traditional Religions" by Gilberto Strapazon
This particular essay describes, amongst other thins, everything that can go wrong in the ATRs in terms of corrupt priests, spirits that pose as one thing but are actually another, etc etc etc... and the problems that this can bring into the life of those caught up in such a situation.
reading and re-reading this started to wake me up, a little bit, to some of the ways in which I had been conditioned in and by the mess I had got caught up in... and mess is an understatement, as my life had gone to hell in a hand basket. I ended up getting a reading from Gilberto, something that I was also nudged into by some unseen force looking out for me that was doing it's best to communicate with me through all of the negative noise that had taken over my so-called life. The one-two punch of this essay and the reading I purchased from Gilberto further opened my eyes... though it still took a long time for all the info and truth to sink in (It's sad to admit this, but I had been heavily conditioned and brainwashed, via spiritual social means), but it eventually did. I left that house, and have felt a tremendous weight of sorrow, confusion and trouble lifted off of my shoulders.
As such, I am grateful for this book, and particularly the inclusion of that essay, and the book occupies a place of honor high up on my book shelf.

I recommend that anyone getting involved in, or already involved in spiritual work get and read this book, and particularly that essay, it just might save you a lot of trouble."


Wow!

Thanks for that and wish so many people discover more about how we can use offerings without being caught at traps, but to use the better of the magick art to improve their works. 


P+ 
13/04/2018


PS - As usual, sorry for bad english. The funny is people have been able to understand it.


.'.

sexta-feira, 2 de março de 2018

Goetia Circle - Hebrew Names - A new Mathers and Crowley version

Photo by Redbubble presenting my work. Unknown model name.

Goetia Circle with Hebrew Names 

A new Mathers and Crowley version


We are at 2018 year and this is my new version for the Mathers and Crowley circle.




For long time people has asked for a version of the Goetia circle presented by S.L. “MacGregor” Mathers and Aleister Crowley.


This is another work of mine entirely done in high resolution vector art and it is not that scanning and enlarging of old images as we see anywhere.


At advanced magician's groups we already knew about some errors even at the original sources, so this took a time for research to check as much as possible to fix the problems.


The only change I made by myself, was adding a serpent drawn at the background, not just the classic simple one people see anywhere, and trying to observe the scale of colors related to the area between the two main circles.


This is the original Mathers version:



Just to remember, S.L. Mathers himself observed:
“…The coiled serpent is only shown in one private codex…”

So he did not suggested any color to the serpent. At A. Crowley edition the same comment is kept.

So what we see around about serpent colors are personal opinions and here I choose mine too.



About the names in the circle.


The names in the circle comes from Agrippa’s Scale of Ten.



Here, from Joseph H. Peterson published at Esotericarchives and his great book, "The Lesser Key of Solomon": 

...In the Mathers/Crowley edition the letters around the perimeter of the circle are transcribed into Hebrew letters. 
"In English letters they run thus, ... + Ehyeh Kether Metatron Chaioth Ha-Qadesh Rashith Ha-Galgalim S.P.M (for 'Sphere of the Primum Mobile') + Iah Chokmah Ratziel Auphanim Masloth S.S.F. (for 'Sphere of the Fixed Stars,' or S.Z. for 'Sphere of the Zodiac') + Iehovah Elohim Binah Tzaphquiel Aralim Shabbathai S. (for 'Sphere') of Saturn + El Chesed Tzadquiel Chaschmalim Tzedeq S. Jupiter + Elohim Gibor Geburah Kamael Seraphim Madim S. of Mars + Iehovah Eloah Va-Daath Tiphereth Raphael Malakim Shemesh S. of the Sun + Iehovah Tzabaoth Netzach Haniel Elohim Nogah S. of Venus. + Elohim Tzabaoth Hod Michaël Beni Elohim Kokav S. of Mercury + Shaddaï El Chai Iesod Gabriel Cherubim Levanah S. of the Moon +..."

Observe Mathers and Crowley used Ratziel instead of Jophiel at S.S.F. This is the only major change they did.


Another change they did was Raphael for the Sphere of the Sun and Michael for Mercury. This is not an error, just both arcangels have both atributions like we found at the Heptameron.



Here a more recent version found anywhere at internet. This have some errors at names and green and red was used for the serpent. For sure some idea related to a personal work.






About the corrections/changes I made at hebrew names. 

Most of the errrors I found was because the available images are low-resolution, even at the books due bad print quality.
With time and internet poor quality scans, such errors increased from copy to copy, including some people "creating" very strange explanations due their laziness for a decent research.



So let's point the differences I have found. The first hebrew word at left is the version I found to be right. Next I point what I found and we can observe the difference and why. I used color red to point the wrong part in my opinion. Some I just point the proper word as the originals are not clear.



At the SPM:

חקדש - Ha-Qadesh. I found some versions using  .חקדוש


At Sphere of Zodiac:

רזיאל - Mathers and Crowley version use Raziel, At the original text they wroteציאל ר  so we see there's a mistake.  יופיאל  - Jophiel was used at the classic version with greek names and I found some hebrew versions using this schema.
  אופנים   - Auphanim. 


At Sphere of Sun:
יהוה  - IHVH, Jehovah. Some versions just miss it. A simple basic error due lack of atention while copying.
 ודעת אלוה - Eloah Va-Daath.


At Sphere of Venus:
הניאל - Haniel.
 נוגה  - Venus. I found versions using נוה  but this is very Ok, not an error.


Observe netzach is writen at different order too.


At Sphere of Mercury: 
אלהים  בני     - Beni Elohim.


At Sphere of Moon: 
חי  שדי אל  - Shadai-El-Chai. At some versions is wrongly written as שדיאלחאי

כרובים   - Cherubim. At the most recent versions with a color printed circle, we see this as כחבים and is clear that was because the original bad drawing quality without checking the proper name.



The result

Remember, hebrew is writen right to left:




About the Colors Schema

Here S.L. Mathers and Aleister Crowley keep the same text: 
"...Colours. - The space between the outer and inner circles, where the serpent is
coiled, with the Hebrew names written along his body, is bright deep yellow. The
square in the centre of the circle, where the word “Master” is written, is filled in with
red. All names and letters are in black. In the Hexagrams the outer triangles where
the letters A, D, O, N, A, I, appear are filled in with bright yellow, the centres, where
the T-shaped crosses are, blue or green. In the Pentagrams outside the circle, the
outer triangles where “Te, tra, gram, ma, ton,” is written, are filled in bright yellow,
and the centres with the T crosses written therein are red.”...

So no green serpent anywhere. To be clear, I never found a decent text explaining why someone made a green serpent. The only I found was copies of previous texts and only God knows what was the source for that. If someone have a decent source to point, please, send me a message with it.


.'.

The result of this work is a new high resolution vectorial art draw I made and is available at:





For sure, you must add your own effort. Magick results come from your homework, not just miracles without effort.

This is a professional work so I expect for serious users.
So, please, do not ask me for spells, rituals or how to use this work.



Main sources I used to make this version:

Ms Sloane 2731 – Clavicula Solomonis – British Library Manuscript collection
Ms Sloane 3648 – Clavicle of Solomon – British Library Manuscript collection
The Lesser Key of Solomon (Lemegeton) – Joseph Peterson at Esotericarchives.com
The Lesser Key of Solomon (Goetia) – S.L. “MacGregor” Mathers and Aleister Crowley.
Three Books Of Occult Philosophy - Henry Cornelius Agrippa.
Whatever of images of the circle with Hebrew names (with serpent or not) found at internet as possible.



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P+
February, 2018
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