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segunda-feira, 4 de setembro de 2017

Se a pessoa não é médium como "negociar" com o Daemon?

Religious business.
Art by: Matheus Lopes Castro - Brazil

Se a pessoa não é médium como "negociar" com o Daemon?


Num fórum alguém perguntou a respeito deste assunto, mas usando outra palavra: como poderia fazer “comércio” com um Daemon sem ter qualidades de vidência.
Achei oportuno observar isso.

Primeiro, por causa da abordagem. Veja a palavra usada: "comerciar" com o daemon. Como se fosse uma simples negociata vulgar.
A relação com algum espírito em magia em hipótese alguma se trata de "comércio", sejam daemons, anjos, espíritos planetários, etc.
Pensar que seja apenas uma transação comercial com o espírito é algo realmente desrespeitoso e uma maneira muito mundana de se pensar a respeito.

Pode ser que isso seja por causa da imagem popular infelizmente comum no hemisfério ocidental, devido a algumas terreiras de religião africana (ATR – African Traditional Religions) onde entidades mal doutrinadas fazem ofertas no estilo “me dá uma bebida e uma oferenda X que eu faço tal coisa”. Lamento, nem sempre tais entidades vão cumprir, estão apenas sendo oportunistas. O que podem oferecer é para “ajudar” na questão, não mais que isso. E eu sou Babalorixá de Candomblé (mas me afastei da área), então essa é minha opinião.

De maneira ampla, em qualquer área de magia ninguém pode assegurar resultados. Nem os espíritos.
Repito o exemplo que apresentei noutras postagens: nem médicos, advogados, etc. podem assegurar algo.
Magia não é comércio com os espíritos. Em nenhuma hipótese você vai comprar um resultado.

Os espíritos também tem seu preço em várias formas, mas primeiro de tudo como "energia". Assim, o trabalho a ser preparado, materiais adequados, as vezes oferendas específicas, E da mesma forma na parte humana existe sim uma parte formal que é o trabalho profissional, que tanto eu quanto outros fazem e aí estarei colocando minha experiência pessoal, tempo de trabalho a realizar, materiais., livros, etc. Se você precisar de um encanador na sua casa eu duvido que vá questionar pelo simples fato de que este cobre pelo seu trabalho. Em termos muito básicos, é isso.

Mas quanto aos espíritos, não importa quem está lidando com eles. Você ou alguém que execute essa atividade.
É sempre necessário ser respeitoso com os espíritos e estes também deverão obrigatoriamente agir assim com você.
Lidar com espíritos sempre é uma negociação e boa parte das vezes os resultados não vão ser exatamente como se pensa.

Uma coisa importantíssima a observar é perguntar ao espírito se ele “pode fazer” tal coisa (mesmo que esteja na descrição dele), e depois perguntar se ele “aceita” a tarefa.

Outra coisa que aprendemos com os anos é sempre pedir para que o espírito traga orientação e até sugestão se houver outra maneira de lidar com o assunto. Muitas e muitas vezes eu comecei com um espírito que indicou outro completamente diferente para o caso. Inclusive de áreas muito diferentes o que certamente resultou em rituais feitos em dias diferentes e numa sequência de eventos bem interessantes.

É importante lembrar que os espíritos dos Grimórios são antiquíssimos, boa parte deles foram os deuses das antigas civilizações. Eles têm milhares e milhares de anos e conhecem todos aspectos humanos. Ou seja, não se trata de algo como as entidades das muitas linhas que cultuam espíritos de mortos, incluindo muitas linhas africanas, que já tiveram encarnações humanas. Estes são bem recentes e limitados em relação aos demais. Para alguns historiadores, só lá por 900 DC (ou até depois) as religiões africanas começaram a ter um formato mais específico, e isso também devido aos contatos com europeus de quem aprenderam várias de suas práticas que foram assimiladas por eles. Ou seja, são muitos recentes.

Anjos e daemons nunca encarnaram, jamais tiveram uma vida humana e sua percepção das coisas por mais que seja atualizada ao nos observar, terá sempre uma diferença enorme.

Então, voltemos à questão da maneira de abordagem. Por que esses espíritos teriam contato ou sequer atenderiam um tratamento desrespeitoso? Repito, isto vale para todas esferas assim como nas áreas das relações humanas.

Imagine uma pessoa desejar um encontro pessoal romântico com alguém. Sabe apenas seu nome, mas procura aqui e ali e consegue o telefone. E prontamente faz sua chamada, para alguém que nem conhece, e já pede qual o preço para que venha correndo até sua casa para satisfazer suas fantasias?  Uhm? Infelizmente é como a maioria dos novatos agem em relação aos espíritos.

Então repito, os espíritos dos Grimórios são na maioria das vezes muito evoluídos, não importa em qual área, mas muito antigos. De maneira alguma estão dispostos a ajudar alguém facilmente e muito menos vão aceitar um tratamento desrespeitoso. E isso não tem nada a ver com oferendas, que podem ser boas, mas nem sempre. Alguns espíritos literalmente sentem-se profundamente ofendidos se receberem qualquer oferenda e vão responder de acordo enganando ou até punindo a pessoa.

Enfim, isso não é comércio. É uma conversa entre duas partes para chegarem a um acordo em comum. É uma negociação, mas nunca algo tão simples como "comprar" uma tarefa deles.


O que oferecer?  

Normalmente nada exceto ter preparado o ritual adequadamente, assim, velas, incensos e sua energia de trabalho se preparando são por si só uma forma de oferta de energia.
Em boa parte dos casos é só isso necessário. Sou da opinião que devemos ter um tratamento respeitoso, mas firme. Assim, de forma geral dæmons e anjos estão a nosso serviço. Apresente sua ordem, estabeleça condições e prazos. Se receber o que deseja, agradeça. A palavra mais importante em magia é um "Obrigado!" sincero.

Mas os próprios Grimórios antigos já alertam sobre alguns espíritos esperarem um presente, uma oferta ou até algum tipo de sacrifício, que obviamente não significa sangue.
E muitos dæmons mesmo que não conste na sua descrição vão pedir algo, não necessáriamente material, mas as vezes atos ou até alguma atividade que a pessoa deverá fazer.

Mas também temos as oferendas prévias, antecipadas. Essas devem ser apresentadas ao espírito como uma oferenda e demonstração de suas boas intenções com o espírito.  Repetindo, alguns espíritos já esperam receber algo desde a primeira chamada.
Um exemplo simples está no Grimorium Verum, que lida com espíritos infernais e a maioria deles vai pedir algo. Mas antes disso tudo, no ritual está bem claro que ao acender o incenso o magista vai dizer: "...acendo este incenso em honra do espírito X". Isso já é uma oferenda.
Outra oferenda prévia que é muito boa foi apresentada pelo Brother Moloch 9.: 6.: 9.:.  Unte uma vela com óleo de Menta ou Hortelã e ofereça. Isso vale para qualquer espírito, dæmons e anjos. Concordo que eles realmente adoram isso.

Quando publicamos o livro Spiritual Offerings (editora Nephilim Press), o objetivo foi apresentar o resultado do trabalho de conhecidos magistas quanto ao uso de oferendas para incrementar o uso de oferendas nas mais diversas linhas de magia. Assim, observou-se que adicionando elementos até simples, isso adiciona energia ao ritual. Certamente nada a ver com coisas elaboradas típicas das religiões de matriz africana. Mas coisas relacionadas ao tipo de espírito que se está lidando. Assim, uma simples fruta, mel, um copo de água da fonte, uma porção de cereal, uma dose de bebida, uma fatia de bolo, etc. são muito bem recebidas.

A outra parte são coisas que o espírito poderá pedir. E aí entra a negociação. Dæmons podem pedir várias coisas. Alguns vão pedir algum tipo de atividade, por exemplo, fazer um agradecimento em público, o que divulgaria seu nome. Ou a pessoa teria que executar uma determinada tarefa e tenha certeza de que dependendo do espírito isso nem sempre será algo que a pessoa concorde. as vezes o próprio espírito pedirá algum tipo de mudança de atitude, ou agir de forma a prejudicar outra pessoa, ou sugerir algo que vá contra os princípios pessoais de ética e moral. Especialmente nesses casos é necessário negociar pois são espíritos ardilosos e vão tentar enganar o magista.
Só depois vêm pedidos de coisas materiais, seja pedir uma garrafa de bebida (de boa qualidade) ou até tentar conseguir um sacrifício de sangue que sugerimos nunca seja dado pois isso atiça o lado mais denso do espírito.
Outra sugestão que vejo é de fazer o selo do espírito no metal adequado. Mas lembre que nesse caso o espírito ficará permanentemente com você e será necessário ter um local próprio e permanente para ele! Ou seja, você terá a energia dele atuando sempre e portanto, você deverá dar-lhe o que fazer senão vai começar a lhe importunar pela simples presença afetando sua vida de acordo com as características do espírito. Isso vale para qualquer objeto que seja dado a ele e que vá ficar no seu altar. O espírito vai estar ali também.
Então quando adequado, eu prefiro oferecer algo que vai ser temporário, como por exemplo uma garrafa de bom vinho que será servido em taças, até a garrafa acabar. Assim sem criar vínculo maior.
E lembre, isso não é o mesmo que as práticas das religiões de matriz africana. Temos muitas misturas de práticas e as coisas funcionam de maneira bem diferente.


Sobre prestar o pagamento por algo realizado, entregue o que prometeu sómente se o espírito fizer sua parte. Nunca antes. Caso seja um resultado parcial, pondere sobre isso e poderá ser válido nesse caso também entregar apenas parte pois eles também não cumpriram. Mas claro, considere sempre o resultado pois as vezes eles realmente fizeram o possível. Bom senso é necessário.

Se você prometer algo ao dæmon, cumpra! Em hipótese alguma eles deixarão de cobrar e se a pessoa não fizer sua parte, tenha certeza de que a cobrança poderá ser muito pior. 


E principalmente, nunca dê nada pessoal para um deles. Seja uma roupa, cabelo ou fluídos corporais (sangue, saliva, esperma, suor ou fluídos vaginais). Lembro de um sacerdote corrupto que faz pouco tempo sugeriu num grupo de internet para uma pessoa dar um chumaço dos cabelos da sua filha pequena pois seria uma demonstração de algo pessoal e importante para ele. Na prática, esse criminoso queria ferrar com a pessoa pois estaria dando a própria filha para ser sugada pelos espíritos. Poucos dias antes esse mesmo bandido convidou outros a ajudarem a destruir a vida de uma criança, uma artista mirim de apenas 12 anos.
Então por favor, cuidado com as sugestões que receberem!

Oferendas são um bom recurso a ser aprendido e vão potencializar nossas operações, mas podem ser simples e sem se comprometer pessoalmente. 

E ao fazer a sua parte, basta acender uma vela e apresentar o que prometeu e diga sempre um sincero "obrigado!". 
Feito isso libere o espírito, que retorne em paz ao seu local e se desvincule dele.



Event
Art by: Marek Purzycki - Poland


É preciso vidência?

Agora vamos a questão de ser ou não clarividente, médium, etc.

Na prática nem todas pessoas vão ter percepções de qualquer tipo durante os rituais. Muito menos manifestações visuais ou sensoriais do espírito e muito raramente presenças físicas.
E mesmo os mais desenvolvidos também não terão eventos significativos com frequência, geralmente serão manifestações menores as quais presta-se atenção auxiliada pelo treinamento ao longo de anos de trabalho.
Essa é uma posição também apresentada por muitos grandes magistas que conheço.

Porém boa parte de certos relatos que vejo pela internet e em tantos livros populares, estão na área da pura fantasia mental e são facilmente verificadas como sendo falsas.

O que ocorre nos rituais, e quando ocorre, são manifestações diversas, e aí sim, com o tempo a pessoa vai também estar desenvolvendo sua própria percepção, intuição e até a visão de 3º olho e associar as coisas. É um aprendizado.
Assim, a primeira coisa é aprender a reconhecer o que parece ser apenas intuição, uma idéia que surge na mente da pessoa, mas em resposta a algo que está sendo feito ou tratado.
Mesmo que esteja usando o espelho de visualização ou a esfera de cristal e outros recursos.
A imagem ou intuição pode durar apenas uma fração de segundo apenas.
E são estas manifestações que vamos aprendendo a observar e na medida que tenhamos outros resultados que confirmem nossas impressões, também se desenvolve confiança no que se está fazendo.
E é claro, sempre faça uma leitura de Tarot ou outro oráculo para confirmar se você está no caminho certo. A pior coisa é confiar demais apenas na intuição e com isso perder o rumo por excesso de autoconfiança.

Sugiro que leia também esse artigo onde abordo mais a questão: Sobre Manifestações Visuais em Rituais de Magia.


Antes de qualquer ritual, o ideal é fazer uma leitura de Tarot ou outro oráculo que você domine para averiguar o que pode ser feito e algumas respostas prévias dos espíritos a serem evocados.
Depois doa rituais poderão vir sonhos, e esta é uma manifestação típica, mas nem sempre as pessoas sabem reconhecer sua simbologia e é um aspecto de aprendizado também.
Com o tempo, se aprende a aprende a reconhecer cada área pois é comum que os tipos de sonhos tenham alguns aspectos distintos, como tipo de ambiente, luminosidade, tipo de lugar, vilas escuras ou lugares fantásticos, etc.
De uma maneira geral, e aqui uma sugestão para os que tem dificuldades em lembrar dos sonhos, é observar qual é a “sensação” que fica com você ao despertar. Mesmo que não se lembre do sonho, é bem comum acordar com uma determinada sensação de que foi um sonho bom, estranho ou até mau. Esta sensação já é um grande resultado. E se lembrar dos eventos do sonho, melhor.

Nota: Uma sugestão é trabalhar com o Arcanjo Gabriel, que rege a esfera da Lua e ajuda muito nos planos espirituais e mundo dos sonhos. Faça uma oração ao deitar pedindo sua proteção e que ele seja guia naqueles planos trazendo clareza. Outros trabalhos para sonhos, incluindo certos Salmos específicos também funcionam muito bem.

Outra coisa que poderá ocorrer após os rituais, são os sinais, coincidências e eventos ocorrendo na sua vida diária e que de alguma forma ajudarão a intuição que está se desenvolvendo para perceber que vieram por parte dos espíritos com os quais se trabalhou.
Pessoalmente eu tenho de 3 dias a uma semana para sinais iniciais indicando que a energia está em andamento e como. Muitas vezes já tenho sonhos desde o primeiro dia simplesmente indicando que houve a presença dos espíritos.
E claro, nos próximos dias seguintes ao ritual, fazer uma nova leitura de Tarot, etc. para consultar sobre o andamento do trabalho realizado e analisar isso.

Voltando ao momento da execução do ritual em si, as manifestações mais comuns são flashes de luz, mudanças drásticas na luminosidade do ambiente, aromas completamente diferentes dentro do ambiente, percepção ou sensação de uma presença, sombras rápidas aqui e ali. Sons diversos dentro do ambiente também. Sensações corporais, algum tipo de pressão sobre o corpo, desconfortos diversos, sendo a coceira na pele algo muito popular. Tanto que tivemos um tópico noutro fórum apenas sobre estas coceiras na pele que alguns descrevem como se fossem formiguinhas caminhando em cima da pessoa.
Insetos podem aparecer também e apresentando comportamentos muito estranhos, alguns insistindo em mostrar uma determinada direção, ou parecendo surgir ou desaparecer no meio do ar. 

Mas as vezes ocorrem experiências fantásticas mesmo. Já tive manifestações visuais e bem físicas de espíritos, incluindo toda sala desaparecer e eu me ver no meio de uma espécie de neblina, com vento e a única coisa visível era o próprio círculo onde estava, que parecia estar no meio de um imenso nada e flutuando e eu não enxergava nem as velas ao redor, apenas sua luz dentro do círculo e as formas espirituais que se apresentaram. Noutra porque eu coloquei uma vela numa posição errada apareceu uma espécie de machado no ar que apagou, ou melhor, literalmente achatou o pavio da vela e o barulho da pancada foi bem audível e a cera ficou marcada como se tivesse sido pressionada.

Outro tipo de evento que pode acontecer são as distorções de tempo e que parece ser um pouco mais frequente. Basicamente tem dois tipos. Em um pequeno número de relatos, inclusive meus, pode-se observar que tudo parece estar se movendo em câmera lenta, incluindo a chama das velas e a fumaça do incenso, ou muito rapidamente, estranho mesmo e sem qualquer sensação de vento na sala. Já o outro mais comum, será percebida após o ritual ao se olhar novamente no relógio. Por exemplo, a operação pode ter sido rápida e objetiva, digamos uns 10 minutos. Ai sair da sala descobre-se que passou mais de uma hora e vice versa. Eu tive rituais que foram longuíssimos, com muitas partes, longas conjurações e, ao sair da sala descobri que haviam se passado apenas poucos minutos.E eu digo conjurações de muitas páginas. Realmente longas e mais toda a parte durante a manifestação do espírito.
Percepções locais de mudança de clima junto com distorções de tempo também podem ocorrer. Por exemplo, de repente parece que do lado de fora da sala é um dia ensolarado (isto no meio da noite), ou vice versa. Ou barulho de vento e até tempestade num dia absurdamente calmo, barulhos no telhado e com certeza não era nem pessoas nem gatos (meus cães dariam alerta no ato).
Ou dentro da sala ficar muito frio ou muito quente. E vento. Eu digo, ter vento dentro de uma sala fechada. Tudo geralmente muito rápido e terminam quando se fazem os banimentos sempre necessários.
E claro, pode ocorrer que este vento seja justamente para “soprar” as anotações do ritual e até as ferramentas para fora do círculo de proteção e aí tanto pode ser o espírito conjurado quanto algum intruso e neste caso é absolutamente necessário estar preparado para lidar com a situação, ou seja, um ataque de espíritos, pois em hipótese alguma se pode sair do círculo. Neste caso podem ocorrer sensações muito desagradáveis, o suficiente para fazer a pessoa literalmente se mijar nas calças ou até sair correndo de medo. Um simples motivo pelo qual eu não aceito assistentes para um ritual. Já me incomodei até com pessoas supostamente preparadas. Isso não é show de circo e pode ser bem perigoso as vezes.

Ou seja, o praticante deverá estar preparado para exorcizar o que estiver acontecendo até ter segurança novamente sobre a situação. Deixar de observar isso pode ser altamente desagradável e demorar muito tempo, até meses para ser finalmente solucionado.
Relatos de pessoas com problemas deste tipo e por longo tempo nos foruns de debates é o que não falta. Pode ter sido até uma simples vela colocada numa encruzilhada que tantos apregoam facilmente por aí. 
Essa é uma falha infelizmente comum entre os novatos. Começar algo sem saber o que fazer para encerrar e limpar a bagunça toda.Nem uma oração simples sabem mas pretendem lidar com espíritos muito poderosos e perigosos.
Outra coisa que pode acontecer nos rituais são os eventos externos. E aqui lembrando que o ideal sugerido em muitos Grimórios é fazer a operação em áreas bem afastadas de outros seres humanos. Quem tiver esta oportunidade, é claro deverá se precaver também, mas pelo menos não vai prejudicar outros.
Mas como tantos, eu trabalho em casa, num bairro habitado.
E como tantos, eu também tenho vizinhos. Assim tem os muito bons mas as vezes temos aqueles que não são exatamente o que chamamos de “boas pessoas”. Todos devem ser protegidos também.
O círculo ritual e a sala que tenho especificamente para este uso são preparados para meu trabalho, e também algumas prevenções ao redor de toda casa. Mas apesar disto, o que houver do lado externo da área de evocação não reconhece paredes e pode sim, afetar os demais moradores da casa e toda vizinhança próxima.

Então, para quem tem família e especialmente crianças e animais de estimação, por favor tenham o redobrado cuidado ao fortalecer suas defesas pois outros poderão ser facilmente atingidos.
E aí um simples motivo pelo qual além de lavar minha casa com ervas, eu também lavo toda rua em frente, basicamente com um regador de jardim usando uma forte mistura de ervas. E as vezes apenas pétalas de rosas (energia de amor e força espiritual). Estou buscando proteger a mim e a outros e principalmente, também fazendo um serviço público, pois as pessoas que passam pela rua também vão ser beneficiadas com a energia das ervas e evocações que faço durante a lavagem.
Tanto que as pessoas do bairro aprenderam pelas conversas que tenho com eles, ao passar por aqui limpam bem os pés onde estiver molhado para trazer boas energias como amor e prosperidade. Mas isto também vai estar banindo outras energias negativas deles e muitos são drogados ou tem outros problemas. Depois observo os resultados em suas vidas pessoais e alguns são bem interessantes.
Claro que lavar a rua, uma área pública, também pode atrair energias para que faz isto, portanto, não tente fazer se não estiver solidamente preparado para lidar com as forças que vai encontrar ali. É sempre necessário limpar a si mesmo depois de fazer isto.

Aqui o exemplo prático é que ao proteger minha casa pode acontecer que a energia intrusa que não conseguir entrar aqui aproveite para atacar o vizinho (efeito rebote) e isso resultar num problema que de forma indireta pode me prejudicar. Então, goste ou não dos vizinhos, é melhor proteger eles também. Se houver outros problemas com estas pessoas, que sejam tratados de outra forma.

Outro aspecto até mais importante do que se preocupar em ter “mediunidade” ou percepção astral é que durante qualquer ritual, mesmo que seja uma simples magia com oração e velas, existem os espíritos intrusos que podem aparecer a qualquer momento e vão tentar se alimentar da energia apresentada e causar problemas.
Neste caso, podem ser percebidos imediatamente na sala de trabalho pela sua negatividade. Mas poderão ser comuns sons e distúrbios fora da sala usada como templo. De repente as pessoas da casa passarem mal, as crianças começarem a chorar de sem motivo aparente, explodir uma briga na casa dos vizinhos, os cachorros da casa enlouquecerem contra alguém na cerca (já fui olhar e latiam para o ar aparentemente vazio mas eu percebia o que era). Ou pode mesmo aparecerem pessoas estranhas pela rua (como mendigos, bêbados e drogados e outros facilmente manipulados por espíritos obsessores, etc.), ou uma rua normalmente vazia ter um repentino movimento de carros e motocicletas fazendo muito barulho, etc. E repetindo isso, as pessoas da casa podem ser imediatamente afetadas. Especialmente se houver crianças tenha muito cuidado. Mais um motivo para se levar as proteções e banimentos muito a sério.

Enfim, para todas estas manifestações durante o ritual com o tempo aprendemos a observar e entender porque ocorrem.
E junto com estas, também teremos respostas dos espíritos muitas vezes, justamente por causa daqueles pequenos “flashes” de intuição que podem ocorrer ou estarem relacionados a algum tipo de manifestação que ocorra.

Sem grandes efeitos visuais, mas principalmente com o “como” nos sentimos ao realizar o ritual e os posteriores eventos.
Tudo isso somado é que vai levar a um melhor aprimoramento de sua prática e aprendizado.
Estude, faça anotações, planeje, faça o melhor que puder dentro de seus recursos e principalmente, evite os atalhos aparentemente fáceis pois podem ser armadilhas. 


P+
02/09/2017

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