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quinta-feira, 18 de julho de 2013

Software - Simplificação Inteligente é Trabalho do Desenvolvedor

As fotos mostram um belo exemplo de design bem bolado. 
Software bem feito também pode ser assim.
Multiplo by HeyTeam

Software - Simplificação Inteligente é Trabalho do Desenvolvedor
18/03/2010

Em resposta ao artigo "A Dificuldade da Simplificação", de Letícia Polydoro publicado no site Baguete. 

"Menos é mais. Esta sábia frase foi dita em 1919, por Mies van der Rohe, sintetizando a filosofia da renomada escola de design e arquitetura alemã Bauhaus que fez história. Que impacto teria essa frase dita por um arquiteto do século passado nas nossas empresas de tecnologia atuais?"


Meu comentário


Simplificar é agregar inteligência ao sistema. Acho muito oportuno os comentários sobre a tendência dos programadores, quanto a colocarem excesso de recursos de software numa mesma tela, ou num mesmo programa.

Excessos de mecanismos são prejudiciais, tanto quanto a falta de funcionalidade que observamos em muitos sistemas.

Um programa inteligente, ou que utilize conceitos de sistemas especialistas, deve ter previsão no seu funcionamento para executar, sem esperar pela solicitação do usuário, muito mais do que os tradicionais 10% a 20% (quando muito) do que a ampla maioria dos analistas e programadores fazem.

Infelizmente por aqui, o nível de requerimento das empresas para gerar bons resultados desenvolvendo recursos melhores para suas atividades fim (ou seja gerar lucro ao invés de só cuidar de economizar papel higiênico), costuma ser tão baixo quanto seu descaso em formação de equipes e estrutura adequada. Mas continuam gastando fortunas em propaganda para fingir que são modernas, mostrando até Ferraris quando só querem pagar por fusquinha para não gastar nem com água.
Não existe milagre no desenvolvimento de software profissional para gerar verdadeiros e bons resultados. E não adianta ficarem publicando aquela tantos estúpidos artigos sobre "falta de jovens talentos". Tradução: querem novatos sem experiência mas que sejam gênios de nascença (existe um a cada 10 milhões talvez) e com o poder de um deus e com salário de faxineiro. Por favor me desculpem os zeladores que cuidam de manter nossos ambientes limpos por favor.

Desenvolver com inteligência deve ser abrangente tanto em termos do que é o mínimo a fazer (nem isto vemos tantas vezes), seja otimizando a navegação entre campos, telas, etc., seja efetuando pré-processamentos, ou por outro lado, realizando uma grande quantidade de tarefas pela dedução (mecanismos de inferência) das atividades e passos complementares que o usuário vai realizar, o sistema deve fazer mais com menos.

Mas também, lembremos que fazer mais na interação com o usuário, também deve seguir um conceito de “menos é mais”. Eliminar interações desnecessárias, atuar como um expert na atividade que realiza, são atributos de um programa inteligente.

Uma interface bem feita é importantíssima. E fazer com que esta interface tenha um funcionamento de alto nível, é mais ainda.

Existe uma relação inversa entre cada recurso que o programa disponibiliza facilitando a vida do usuário e a quantidade de trabalho de programação necessária para criar seu funcionamento. Ou seja, quanto mais simples (e poderoso) para o usuário, a tendência é de que haverá muito mais trabalho para o programador.

Existe certa resistência entre trabalhar para criar soluções inteligentes de software, amigáveis ao usuário final e, desenvolver objetivando facilitar a vida do programador ou de usar aqueles recursos que este está interessado.

Devemos lembrar, nosso trabalho é para o usuário final, não para nós mesmos. Imagine um restaurante em que o cozinheiro tende a ignorar o gosto dos clientes, e impor seus gostos pessoais, mesmo que o restaurante acabe ficando quase vazio, ou que o pessoal da cozinha nem consiga limpar os pratos depois.

É importante interagir com os usuários para avaliar suas necessidades. Mas também, pela experiência, aprendemos que apenas reuniões não fornecem tudo que precisamos saber. Um certo distanciamento, como apenas estar por perto, observando o que os usuários realmente fazem quando estão por sua própria conta, fornece muitos pontos importantes.

Outra coisa importante de lembrar, é que o processamento faz parte da interface, tanto quanto quaisquer retornos fornecidos ao usuário. Uma mensagem de erro que não seja extremamente clara e precisa sobre o ponto e o que causou um problema, é inútil.
Inclusive, neste aspecto, tratamentos de erro devem ser inteligentes sim! Veja, voltando para o exemplo comparativo do restaurante, boa parte dos programas que vemos por aí, servem arroz queimado para o cliente. Se o cozinheiro viu isto, deve por sua própria conta preparar outro arroz, trocar os pratos e servir o cliente, e também avisá-lo sobre a demora se for o caso. Um programa razoavelmente bem feito tem que ter estas características.

Dá trabalho? Sim, dá muito trabalho. Mas este é o meu trabalho e a minha opinião. Eu não acredito em fazer “programinha” e tenho pavor de trabalhos sem um pingo de acabamento ou interfaces precárias. Acredito que nossa área é trabalhar na interação Homem X Máquina e que isto faz parte do processo de evolução social, econômica, científica, enfim, de tudo em que poderemos realizar e melhorar com a utilização dos computadores.

Nosso trabalho é criar boas soluções, dentro é claro, dos recursos disponíveis, mas que devem ser necessários para o que se pede. Não existe sistema de grátis, assim como nenhum restaurante distribui comida. Pode ser um sanduíche, mas pode ser bem feito e ter um guardanapo para acompanhar.
Se o cliente do restaurante deve pegar uma mesa, buscar as cadeiras, levar o pedido na cozinha, comer qualquer coisa que seja servida, ou então receber a comida numa dúzia de potinhos separados e ainda descobrir que é ele quem tem de lavar a louça porque o pessoal da cozinha não gosta, é algo de se pensar. Vemos isto acontecer em software a toda hora e é preciso melhorar. Temos excelentes exemplos no mercado internacional, e não estou falando das megacorporações de software.

E também é possível fazer tanto trabalho de forma simples. De que adianta tantos frameworks se isto não for usado justamente para otimizar a qualidade e a produtividade? A barbaridade que virou o uso da linguagem Java é um exemplo catastrófico de como conseguiram piorar toda experiência acumulada por décadas com o Cobol. Cada empresa tem uma "coisa" tipo framework de Java que não tem nada a ver com o resto. Todo mundo quer sentir-se importante inventando mais um framework apesar da solução já existir por toda parte. Mas não. O ego, a vaidade tem falado tão alto que é realmente uma temeridade olhar cada nova proposta na área. 
Não está na hora de pararem de reinventar a roda o tempo todo?

Mas mesmo assim, se usarem inteligência aquela coisa que faz parte do cérebro, (sim existe algo dentro da cabeça, acreditem), pode-se criar grandes resultados, com simplicidade. Mas é preciso pensar, estudar, aprender sobre interações humanas e empresariais, observar o mundo ao redor.

Um software simples de usar pode ser não tão trabalhoso de fazer. Mas se tiver que ser que seja, mas também, já como o alicerce para um próximo passo em que podemos utilizar aquilo que aprendemos e realizamos. Ou seja, um trabalho bem feito, mesmo que difícil, vai facilitar o que for feito depois.


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terça-feira, 23 de outubro de 2012

Água e Negócios Melhores, Vida Melhor

Font de l'Ermita de Santa Justa (Cantabria)
Foto: Pere Ramon

Água e Negócios Melhores, Vida Melhor

Indo um pouco mais além da ciência, temos aspectos importantes sobre a água e que as vezes são apresentados de forma separada e as pessoas não percebem quantas outras coisas nos são benéficos.
Então, a partir da matéria na Revista Amanhã, da nutricionista Thaís Eliana Carvalho de Lima: Seu corpo pede água, acrescento algumas coisas simples que levam a uma melhoria real de qualidade de vida e na sua capacidade de trabalho, físico e mental.
Se você é um executivo sabe a importância de estar com a mente clara.


Meu comentário

"Não há como negar que a água é uma substância de extrema importância para a manutenção da vida."


E o que isto tem a ver com negócios? Hahahah, estou brincando!
Água tem tudo a ver com negócios, com toda vida.

Sempre estou falando em consciência e meditação empresarial, gestão e coisas assim nos artigos do blog.
De que adianta faturar milhões e não poder desfrutar? Issto é falta de fluidez! De que adianta um trabalho estressante que custa mais caro para sua vida e sua família do que qualquer dinheiro que pague?
Qualidade de vida, produtividade, criatividade, é disto que falo.
Água é excelente veículo de energia.

Observar a água em movimento, é calmante e ajuda a LUBRIFICAR O CÉREBRO.

Encontros com a natureza  bruta são ótimas oportunidades para trabalhar questões pessoais e profissionais.

Não é coisa de "hotel fazenda", tudo bonitinho. Claro que um pouco de conforto é legal, mas a natureza bruta é onde está a fonte.
Você pode tranquilamente ir para algum lugar propício, com boas acomodações e passar muito tempo em excursões por áreas mais selvagens. Volte para sua confortável cama mais tarde caso não goste de acampar. Lembre-se, não é preciso ser extremista nem fanático para desfrutar da natureza. E claro que é muito melhor sair do restrito espaço do conforto para lugares onde seu corpo, mente e espírito vão poder se expandir.
E se você é um executivo, deve entender bem o que estou dizendo a respeito de expansão, pensar melhor, ter idéias melhores. E também se tornar uma pessoa melhor para você mesmo, sua família, a sociedade e o mundo.

Se quiser, faça uma experiência simples por algumas semanas: todos os dias, quanto tiver reuniões  ou nos momentos de trabalho, principalmente aqueles que são "chave" e que precisem de decisões criativas e claras, beba ANTES um ou dois copos grandes de água. Apenas água pura. Isto vai começar a dar resultados positivos. Com o tempo você vai beber mais água e perceber uma melhorar na sua qualidade e produtividade nos negócios, e na sua vida como um todo.

Isto é um pequeno passo para crescimento de você na sua empresa e de você mesmo.

E mais importante de tudo: isto não é uma regra que você possa impor sobre seus funcionários! Qualquer tentativa de obrigar as pessoas a fazerem coisas relacionadas a consciência é garantia de maus resultados. Não tente obrigar as pessoas a beber água achando que vai lucrar. Intimamente elas vão pensar que você quer afogá-las e o resultado será perda em todas áreas.

As pessoas só vão fazer bem fazer as coisas sabendo o porque. E o que isto tem a ver primeiro de tudo com a vida delas.

Motivação não é uma frase bonita e completamente idiota colocada num lindo painel da sua recepção para os clientes ver. Não tem nada mais estúpido do que aquelas placas de "missão da empresa" espalhadas por aí quando todo mundo vê que o pessoal está insatisfeito e os produtos da empresas e seus negócios não andam bem.

Mesmo palestras e atividades de motivação devem ser voluntárias e primeiro de tudo, devem dar a chance das pessoas aprenderem e com isto se interessarem em ir mais além.
Eu não vou ir na sua empresa para oferecer pílulas milagrosas de aumento do lucro. É um processo que envolve evolução da consciência.
Se você quiser uma empresa bonita e com metodologias regradas e estatísticas bonitas, então chame uma agência de propaganda.

Claro que o que citei acima é um exercício básico, uma melhoria pessoal e que dá resultados interessantes. Mas precisa ser praticado com verdadeiro desejo de tornar primeiro de tudo, você mesmo, uma pessoa melhor. 

Ok?

P+
23/12/2012

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sábado, 12 de maio de 2012

Meditaçao Empresarial - Sementes de Pontos de Vista

Falta a visão maior nos gráficos.Uma foto pode informar mais.
Como você olha para isso, quem fez e o resultado, o que transmite?
Ilustração: SEOServicesCumbria


Meditação Empresarial não se trata de transformar sisudos executivos para que vistam fantasia de monge, sentem-se de maneira desconfortável (para eles) em lindas almofadas indianas numa sala decorada para parecer um ambiente de lojinha esotérica repleta de fumaça de incenso.

Meditação é voltar-se para dentro de si, encontrar o silêncio interior, descobrir o universo em si mesmo. Mas são tantas maneiras, técnicas, métodos, escolas de pensamento. Culturas muitas vezes tão diferentes das que conhecemos.

Para muitos é maravilhoso apreciar ao vivo outras tradições e participar de sua vida espiritual.
Passar alguns meses em contemplação na Índia, se alimentar da imensa energia dos Fiordes da Noruega, mergulhar nas trilhas e cavernas da Chapada Diamantina, voltar-se para dentro de si contemplando as grandes Pirâmides que existem em vários locais do planeta.

São tempos que podem causar uma grande evolução pessoal e espiritual. Mas o lugar não vem junto na bagagem. Porém trazemos o fruto da vivência.

A pessoa volta, transformada, diferente, algo foi descoberto em si mesmo.


Acontece que cada local, cada país, cada região tem sua própria energia. Não é apenas a paisagem e o idioma que muda.

Toda uma cultura social é diferente a poucos quilômetros de distância do local em que você vive. Um bairro é distinto de outro.

Existe algo mais nesta diferença e não são apenas as pessoas que habitam aquele lugar que fizeram isto.

Existem energias na natureza, cada local tem seus elementais que evoluíram ali por milhões de anos.

Podemos captar suas energias e ir lá nos alimentar de vez em quando.

Mas onde vivemos e trabalhamos a energia é outra.

Então o que fazer? O que ocorre?

O ponto a observar aqui, é que podemos mudar nossa percepção das coisas. Abrir a visão.

Note bem: mudar a percepção. Abrir os olhos para o mundo exterior e interior. 

Essa mudança de percepção é o que falta em tantas empresas, que acabam sufocadas por suas próprias limitações. 

Gosto de meu trabalho desenvolvendo software, mas isso é algo que tem como objetivo final o próprio ser humano. A empresa é apenas um meio para que algo seja realizado. Então voltamos ao ser humano. 
Um dos hábitos que tenho no meu trabalho, é andar por todas áreas da empresa e apenas olhar as pessoas. Isso faz toda diferença no meu trabalho. Quando olho as pessoas nas suas atividades, estou vendo o que fazem, como se sentem, como interagem com as demais, se suas atividades fluem naturalmente ou se tem problemas. O mesmo para as relações humanas no trabalho, muitas são resultado justamente dos próprios problemas da empresa. E é claro, a computação, a tecnologia da informação, faz parte disso. 
Isso é uma forma de meditação em movimento. 

Lembre: a tecnologia da informação deve servir as pessoas, e não as máquinas. 
É muito interessante notar o quanto os sistemas da empresa revelam como são os aspectos emocionais e pessoais da direção da empresa, inclusive seus familiares. É como olhar um mapa neural que vai desde o topo até o ponto mais periférico.


É muito fácil ser um monge num remoto mosteiro isolado no Tibete. Mas e na cidade, em sua casa ou na empresa? Na sua vida diária?

Voltando então ao gráfico que ilustra o início deste artigo. É apenas mais um desenho limitado.

Pergunto: e se você mudar a visão dos seus negócios, seu ponto de vista,  fizer coisas diferentes, enxergar o seu mundo de uma maneira diferente?

A imagem abaixo reflete melhor e de forma muito mais abrangente o que seria transformado num gráfico comum.

Vôo de balão sobre os férteis campos do Nilo, Egito.
Um gráfico comum lhe daria uma idéia assim daquele país?
Foto: © Libyan Soup

Pergunto: Como é que você conhece e avalia seu mercado? Estatísticas? Quem sabe aquelas maravilhosas pesquisas de opinião feitas por alguma agência que está mais preocupada em garantir o contrato, assim vai fazer de tudo para lhe agradar, como uma cortesã de luxo que só faz o que você gosta?

Quantas vezes por mês você sai do escritório e faz algo realmente diferente? Você andaria neste balão para ter uma visão completamente diferente e enriquecedora de sua atividade?

Posso sugerir pontos de vista, sacudir sua cabeça, debater sobre algo. Não se trata de apenas concordar e sim de buscar o despertar.

Coisas simples do cotidiano, podem ter reflexos em todas suas atividades. Por exemplo, aprender a abençoar a comida antes da refeição, agradecer verdadeiramente pelo momento, já é uma imensa mudança na vida de muitas pessoas. Aquele instante torna-se sagrado e isto terá resultados noutros momentos. Até de forma inconsciente, pois colocamos um ponto de observação e disciplina que te faz observar por alguns instantes o que está fazendo ao invés de apenas enfiar a comida goela abaixo. 

Quantas vezes você para alguns instantes para meditar antes de iniciar uma atividade? A simples "Meditação Minuto" é algo que pode mudar muito seu grau de atenção e interesse antes de cada atividade.Ou você é daqueles que pula de uma reunião para outra sem ao menos ter um único minuto para você? Quanto este único minuto de pausa pode custar? 

Quem sabe gastar um único minuto para refletir? Veja, quantas e quantas vezes chegamos nalguma empresa, para um grande negócio e a recepção parece a ante-sala do inferno? Recepcionistas cheios de tarefas que deveriam estar noutro departamento, e que mal tem tempo para receber as pessoas dignamente? Sabe aquela recepção que agora tem de distribuir correspondências, fazer todo tipo de trabalho administrativo e quem sabe, se sobrar tempo, atender quem chega? 
Tenho certeza que não é nenhuma novidade se você foi num empresa grande, e ficou literalmente plantado esperando que a recepcionista tivesse tempo para lhe atender, e mal humorada. Sabe o que é isso? Prejuízo! Seu cliente, fornecedor ou visitante imediatamente vai mudar seu estado de humor para defensivo e até agressivo.
Alguém achou melhor economizar o salário de outro funcionário, sobrecarregou a recepção e com isso, seus clientes e fornecedores tem uma imediata e inevitável péssima impressão de sua empresa. A economia de algum outro salário compensa o que certamente vai ser um negócio perdido ou mal feito? E certamente o que se vai gastar em publicidade depois vai ser muito mais caro.

Um minuto mal aproveitado, ou usado em excesso pode custar a perda de tantas horas, meses, quem sabe todo um trabalho!



Entende porque falo em mudar sua percepção? 

São sementes que vão crescendo. 

Mas lembre, não se pode impor isto sobre as pessoas. 
Nenhum método vai lhe trazer resultados se não forem algo que tenha crescido de dentro para fora no coração de cada um. É por isso que tantas metodologias fracassam rapidamente, porque a maioria delas, apenas força as pessoas a agirem mecanicamente, como máquinas, destruindo sua capacidade e criatividade.

Empresas criativas, produtivas, só acontecem quando existe um verdadeiro fluir.

O que você quer na sua empresa? O fluir de um encanamento forçado por bombas mecânicas (e que vão certamente quebrar) ou o fluir livre dos rios?


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sexta-feira, 9 de dezembro de 2011

Valorização do Trabalho Humano Aumenta a Satisfação

Estava relendo um site, "Japan for Dummies" escrito por ocidentais, sobre algumas diferenças culturais vistas no Japão. A intenção do site é mostrar de forma bem humorada, o quão estranho algumas coisas que são muito mais civilizadas podem parecer para as pessoas deste lado do planeta.

Este povo tem tradições culturais e sociais milenares. Seus costumes vêm desde o berço, fazendo parte de seus ensinamentos e modo de vida diário.

Meu propósito aqui é de valorizar aspectos que considero extremamente cultos, evoluídos e que demonstram muito bem o que significa pensar em coletividade, fazer parte de uma sociedade e de valorizar as pessoas.

Destaco primeiro este aqui, que achei bem interessante, e que deveria ser pensado, ponderado, analisado e meditado por muitos dirigentes de empresas, que "acham" que sua emrpesa vale alguma coisa.

Estou me referindo sobre dar valor as pessoas e lembrar que todos fazem parte de uma grande corrente. Todos os seres estão interligados.

O texto marcado a seguir é uma tradução do original:

Fonte: Japan for Dummies



"Muitos postos de trabalho no Japão só parecem existir devido a algum esquema de criação de empregos concebido pelo governo ou alguma zelosa empresa  - eles aparecem totalmente supérfluos para um ocidental.
O trabalho destas meninas no  estande de informações com os chapéus elegantes pertence a essa categoria.
Quando um trabalho é maçante demais para uma única pessoa a fazer, as empresas japonesas contratam duas pessoas. Pelo menos elas podem falar entre si.
Para fazer com que os funcionários pareçam mais importantes, a eles geralmente é dado algum uniforme. 


Notas: 

Achei isto muito interessante.

Veja o exemplo das recepcionistas.

É comum por aqui, a pessoa chegar à recepção de uma empresa e o pessoal da recepção estar superlotado de tarefas. Acumulam a tarefa da recepção, serviços diversos de secretaria, recepção de documentos, telefonista, fazer serviços que seriam competência de outros departamentos (que também com certeza estão saturados), enfim, fazem de tudo e quando sobrar algum tempo, finalmente atendem os que chegaram (que ficam esperando).

É assim que as empresas atendem seus visitantes?

Chega a parecer fila de banco lotado em época de pagamento. Além da imagem estressada que passam, a empresa perde pontos logo de cara por muitos quesitos.

Pior ainda, é se você, além de perder tempo pela má administração, é ter que ouvir de um diretor/gerente mal-educado de uma empresa que pagou por (mais) um fajuto ISO-qualquer coisa que está atrasado ao chegar à sala dele, exclusivamente por causa da recepção.

Na maioria das empresas recepcionistas tendem a conhecer a maior parte dos colegas. Portanto, vão ser reflexo do ambiente interno de trabalho. São eles que representam a empresa antes de tudo. Então pense por favor, não adianta apenas tirar estas atividades que não tem nada a ver com a recepção, se eles sabem (e sentem-se penalizados) que nos demais departamentos a coisa não é bem assim.

E mais engraçado, é ver depois estas empresas gastarem muito mais dinheiro em propaganda para mostrar uma "boa imagem" da empresa. Não adianta a empresa ter um prédio bonito se logo de cara mostra uma imagem negativa.

Junto com os demais funcionários, o pessoal de recepção deve ser dos que melhor representam a empresa. Não adianta dar ordens para "forçar sorriso" ou decorar respostas mecânicas. São pessoas tão importantes quanto às demais. Satisfação verdadeira é algo que não se compra, é algo que se constrói e se mantém no dia a dia.

São estas coisas que representam ter "consciência" de si e dos demais. Quando falo de meditação nas empresas, esta começa por simples momentos para contemplar, pensar, refletir, estudar coisas novas.

Sobrecarga de tarefas significa perda de rendimento e qualidade. Gera prejuízo. E quando o funcionário se esgota, tem empresas que o descartam por outro que "ainda" tenha forças. Perdem todo treinamento e conhecimento do negócio com isto. Dinheiro e pessoas no lixo.

O outro exemplo que o pessoal do site apresentou:

Um dos trabalhos mais engraçado que encontramos (para o autor) foi o cara do "Cuidado, atenção" que você encontra em locais de construção. Você vê pelo menos duas dessas pessoas montando guarda em locais de construção, mesmo minúsculas, acenando com brilhantes, lanternas  para pedestres terem cuidado e não e não tropeçar."


São os funcionários que auxiliam quem passa pelas construções. Mais do que fornecer emprego, isto é preocupação com a segurança, qualidade de vida das demais pessoas. E é uma mostra de cidadania.

É comum por aqui, que as construções invadam as calçadas e até a rua, sem se importar com o que possa ocorrer com pedestres e veículos. Se sua empresa causa o estorvo, é a sua empresa e não os demais quem deve assumir a responsabilidade e prevenir problemas.

Pelo que vemos diariamente, a maioria destas empresas nunca parou para pensar realmente na quantidade de pessoas e veículos que passam por ali. Quantas são clientes em potencial? Quantas vão lembrar do transtorno que virem uma propaganda desta empresa? Seja quantos forem, com certeza vão comentar com outras pessoas, sobre o transtorno causado pela sua empresa. Lembre que custa muito mais e dá muito mais trabalho recuperar uma imagem de insatisfação do que gerar uma realmente positiva.

Ter consciência na empresa é para todos. Começa pela parte mais alta. Mas isto só acontece quando as lideranças fazem esta busca por primeiro. Não adianta muito, fazer uma palestra ou alguma atividade com os funcionários se as lideranças não fizerem isto primeiro. Não adianta os proprietários/presidente mandarem seus diretores/gerentes/funcionários fazerem isto e aquilo, se eles mesmos não estiverem compromissados ou não acreditam no que fazem?

O comprometimento com o que se faz deve ser para todos.

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O próximo é um exemplo para as empresas que pensam que tamanho é alguma coisa:

Fonte: Japan for Dummies

Neste esquema de criação de emprego, um cortador de grama elétrico foi substituído por vinte jardineiros humanos. Altamente qualificados, sem dúvida. (comentário do autor)


No ocidente teríamos  dezenove pessoas desempregadas. E apenas uma trabalhando sobrecarregada e insatisfeita.
Além de prestigiar o trabalho especializado, a empresa que contratou o serviço, tem mais dezenove FAMÍLIAS que poderão falar melhor de seus empregadores.

As empresas precisam de pessoas, tanto funcionários, quanto clientes, quanto observadores. Cada vez que a empresa perde ou dispensa alguém nestes grupos, estará perdendo muitos outros (familiares, amigos, conhecidos).

Cada máquina que substitui seres humanos, faz com que a empresa perca diretamente, para cada funcionário dispensado, muitos mais clientes. Claro que automação é boa para várias coisas, mas exageros tem prejudicado toda economia. De que adianta ter uma fábrica bonitinha automatizada sem clientes? E suas familias e amigos que perderam o emprego justamente por causa disto?

Administração míope é aquela que destrói sua própria base, que só pensa em "reduzir custos" ao invés de focalizar em aumentar sua produtividade.
Sai muito mais barato ter uma equipe satisfeita do que pagar uma fortuna em propaganda de "imagem" (muitas vezes falsa). 

Empresas são organismos sociais. Empresas são como seres vivos e não podem se isolar do ambiente.

Uma empresa é muito parecida com uma árvore. Ela pode ser grande, mas estar isolada no campo. Ou estar em meio a uma grande floresta, com todos recursos naturais em harmonia. Em qual destes locais os pássaros vão procurar abrigo seguro? Qual gera mais resultados, ser equilibrado e tende a ser autosustentável?

É fácil ser uma empresa grande. Difícil é ser uma Grande Empresa.

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quarta-feira, 17 de agosto de 2011

Empresas, escutem seus clientes

Sobre a relação empresa X consumidor publicado na Exame: Como Brastemp, Renault, Arezzo e Twix reverteram a crise nas redes sociais

A matéria fala sobre consumidores insatisfeitos que recorreram as redes sociais indo até vias extremas para conseguir ser ouvidos e ter solução para seus problemas.


As pontes que unem os mundos não tem paredes.
É hora de olhar para os lados.
Foto: Amber Dawn Davi
Meu comentário:

Falo com frequência que s empresas são organismos vivos sociais. Estes eventos ocorrem dentro e fora da empresa. Lembrem do público interno!!!

As vezes, nalgum artigo no meu blog falo sobre consciência e que isto se relaciona a gestão, procuro chamar a atenção justamente para que se perceba mais do que a si mesmo, mais que um ponto de vista, olhar o mundo de forma maior e diversificada.

Em reações como as citadas, em que a primeira atitude parece de (até de) fuga, é porque muitos ainda não perceberam que a internet é uma gigantesca memória.

Veja também o artigo: Redes Sociais e a Memória da Internet.



O que antes era esquecido logo, agora fica disponível na internet indefinidamente. É necessário o trabalho pessoal, meditativo, o estar presente de forma real e não apenas como jargão publicitário.

Atitudes concretas ganham disparado de discurso em qualquer área.

Atitudes restritivas, como censurar um comentário meu, objetivo e não ofensivo foi maneira de diminuir a credibilidade sobre a empresa noutro artigo devido a incoerência das informações prestadas pela mesma.

São inúmeras situações em que podemos ampliar nossos horizontes, que acabam sendo mal exploradas quando se limitam a repetir pensamentos feudais e deixam de abrir as janelas para um mundo novo e melhor.



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Leia também:
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quinta-feira, 4 de agosto de 2011

Bom Emprego ou Vender a Alma por Tostões?

Foto: Wayne Ferrand
Interessante como certas empresas passam uma imagem que parece que as pessoas que estão lá vivem numa fazenda linda e maravilhosa, podem trabalhar com qualidade de vida e olhar pela janela sem culpa.

Aí vem uma reportagem sobre uma delas e o que mostram é outra coisa bem diferente. Essa é da Revista Exame: O Expediente na Natura é Nervoso


Nota: Este comentário foi censurado pela Exame (veja nota 2). Fazia muito tempo que algo assim não ocorria. Aliás, na Exame deve ter sido a única nestes anos todos. O vídeo parece feito por agência de "propaganda" e deve ser matéria paga. Escrevi para a jornalista responsável duas vezes e para o Editor, simplesmente sem resposta. Realmente estranhei muito pois eu entenderia perfeitamente (e aceitaria melhor) uma explicação sincera do tipo: realmente é uma matéria paga.

Nota 2: A Exame publicou dois dos comentários finalmente. Fazia um certo tempo que não olhava de novo a matéria. Estou verificando hoje, que com excessão do primeiro, os dois comentários seguintes (repetição do primeiro e depois questionando), foram liberados no site da Exame. Lá consta a data da postagem original e dali fiz cópia para o artigo abaixo. Não sei em que data isto finalmente foi liberado. Mas parece que levar adiante a minha queixa, no caso postando aqui, funcionou. Mas seria melhor uma simples resposta como dito acima. Mantenho o restante o comentário pois a questão é o ambiente de trabalho e não as regras editoriais da revista onde comento faz muitos anos.



Meu comentário:


Primeiro, deixo bem claro que não tenho nada pessoal contra a empresa, que é uma entre tantas que mostram uma imagem mais ou menos assim. Na minha casa uso alguns produtos deles, que são de boa qualidade até onde verificamos.

O objetivo deste comentário é escrever minha opinião sobre "como é trabalhar numa empresa que passa uma imagem assim, e sobre quem é que produz o que consumimos". Sim, eu me importo em saber como são as empresas e como vivem as pessoas, tanto quanto me importo em saber como alguém faz seus produtos. Por exemplo, eu não gosto de empresas que vivem as custas de trabalho (semi-)escravo nalgum buraco lá no oriente e com isto ferrando os concorrentes, ou enchendo o mercado de porcarias.

Vamos lá.

Ok, a empresa é grande e tem ambiente de alta performance. A impressão que tive na matéria é que a empresa neste ambiente "nervoso", de alta performance, resultados a curto prazo, pressão por resultados, etc, como citados pelos diversos entrevistados, vem contra muitas imagens que a empresa tem na mídia.

Pergunto: qual a REAL qualidade de vida dos funcionários? Um saláriozinho um pouco melhor em troca de stress e muita pressão? A imagem que tive é de que arrancam o couro das pessoas. Isto compensa o pouco que se ganha a mais?

Sustentabilidade, integração com a natureza com certeza não é ficar tipo bicho-grilo só curtindo paz e amor e coisa e tal. Mas ter uma carga de tarefas que combine trabalho, estudo, lazer, repouso é necessário. (Leia também: A Produtividade do Tempo Bem Usado)

Pergunto, como estão na realidade as famílias destes que estão o tempo todo sob carga? Sabe aquelas pessoas que trabalham feito doidas e quando finalmente aparecem em casa, mal conseguem dar atenção (de verdade) para a família .

Interessante que nas imagens da reportagem, a maioria das pessoas eram jovens, sem muito brilho no olhar, vários pareciam entristecidos. Quando eles cansarem, passarem dos trinta anos, para onde irão?


Instalações e propaganda bonitinha não compensam.

Parece que tem que poucas pessoas para fazer o trabalho de muitas. Se contratassem um pouco mais de pessoas quem sabe o ambiente seria menos nervoso, menos estressante, porém mais criativo e produtivo.

Produtividade não se arranca junto com os rins.

Quando empresas falam sobre tecnologia verde, sustentabilidade, preservação da natureza e isto e aquilo, falo que para isto ser real, trabalha-se primeiro de tudo com o nível de consciência das pessoas.  Isto começa com as lideranças. Autoconhecimento, meditação, atividades reais de integração consigo e com o mundo.

De nada adianta escrever releases bonitinhos, se aquilo mostra-se apenas redação de marketing e no máximo, de shamãs e ocultistas formados em bancas de revistas. Mestres instantâneos de cursinho de final de semana tem por aí feito erva daninha. Palavras copiadas daqui e dali. E cadê o fundamento, a vivência real?

As tais normas ISO qualquer coisa, quando voltadas a produtividade em sintonia com a natureza, só deveriam ter validade quando a empresa fosse certificada por pessoas que lidam com a natureza realmente, como os shamãs, os mestres em meditação, enfim aqueles que vão aprender sobre a natureza conversando com ela no seu dia a dia e não apenas como uma aulinha qualquer escondida.

De que adianta escrever num canto qualquer sobre a importância de "bem estar" e "estar bem" se isto desmorona facilmente ao se verificar que as pessoas estão num ambiente "nervoso" o tempo todo?

Trabalhar bastante é bom, e é legal quando isto é sob uma base distribuída e equilibrada, em que altos e baixos podem ocorrer. Todos lugares tem suas épocas de mais ou menos serviço, faz parte da estrutura do mundo.

Foto: Michael Menefee
A própria natureza tem as estações do ano para nos lembrar sobre como as coisas andam.

Colocar o pé no fundo do acelerador e cimentar, é sinal de que mais hora menos hora, alguma peça vai quebrar por desgaste e precisará ser trocada.

Mas pessoas não são peças. Pessoas são parte de algo. Aliás, são partes de muitas coisas. Quando falo de tomar contato, conhecimento e integração consigo e os demais estou falando disto também.

Nosso primeiro contato é conosco, nosso corpo, mente, emoções, espírito.
Depois com nossa família, marido, esposa, filhos, amigos.
Depois nosso grupos sociais, grupos de amigos, colegas de trabalho, de escola, de esportes.
Depois de uma coletividade maior, seu bairro, cidade, estado, país.
E todos fazemos parte de uma grande coletividade chamada humanidade, e esta faz  parte do todo maior que é a vida do planeta e também com este.
Nos relacionamos tanto com nossos familiares tanto quanto com a natureza que nos circunda e dela fazemos parte.

Uma empresa também é um organismo. Um organismo social, tem vida. Não é um amontoado de peças que podem ser simplesmente trocadas quando quebram. E como qualquer mecanismo, precisa de manutenção preventiva, tanto quanto nosso corpo, mente e espírito precisam de alimento e cuidados.

Pessoas que se desgastam pelo excesso de serviço numa empresa, são partes desta que muitas vezes não poderão ser repostas. Serão no máximo trocadas por outra, mas lembremos da perda do conhecimento e experiência que isto representa.

Quando alguém vai para outro local, outra empresa, como parte de sua evolução natural, isto é bom. Mas e quando ela se vai por desgaste ou até mesmo por desavenças? Todos perdem.
Um cliente insatisfeito é uma má propaganda para a empresa. Mas as empresas esquecem que um funcionário insatisfeito também.

Devemos aprender a observar, ouvir , estudar e buscar aplicar na prática aqueles conceitos que muitas vezes são apenas palavras bonitas num mural na parede para ser visto pelos visitantes. Palavras bonitas não fazem nada. Atos integrais sim. Agir de acordo com o que se pensa, fazer aquilo que se prega.

Tudo isto faz parte do resultado da empresa, seus produtos.

Você já parou para se perguntar qual é a energia que você está recebendo junto com um determinado produto? Positiva, negativa, neutra?
Veja, as pessoas passam sua energia pessoal para aquilo que fazem. Todos sabem que não fica muito boa a comida se o cozinheiro está mau humorado, ou num péssimo dia pessoal, mesmo que repita mecanicamente a receita.
Como é a energia presente num produto em que as pessoas estão num tremendo stress? Como são muitos dos alimentos industrializados em pavilhões por pessoas insatisfeitas e que muitas vezes estão falando mau de seus patrões e situação de vida? É essa energia que vem no que você consome.

As pessoas estão produzindo felizes? O lavrador está cuidando com carinho da sua plantação? A empresa que produz o que você faz tem um ambiente legal e isso vem para você?

Por isso é importante o trabalho conosco, pessoal, antes de tudo. É a semente de felicidade que buscamos em nós que germinará.

Espera-se que só os funcionários vistam a camiseta da empresa, mas uma empresa que realmente veste a camisa dos funcionários, e da população a que serve, terá melhores produtos e resultados.


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Leia também:

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segunda-feira, 13 de setembro de 2010

Boa idéia: Cachaça 51 tira concorrente do mercado europeu


Produtos parecidos nem sempre são a mesma coisa.

Conforme matéria publicada no Conjur, a  Companhia Muller de Bebidas, fabricante da Cachaça 51,  conseguiu que fosse cancelado o registro na Europa da marca de aguardente também brasileira 61 A Nossa Alegria, devido a semelhança das marcas.

Meu comentário:

A infestação de produtos "parecidos", em praticamente todas as áreas, é um dos grandes problemas para o consumidor. Embalagens semelhantes e nomes parecidos, mas para produtos de qualidade e quantidade diferentes, são verdadeiras arapucas para o consumidor.

Fazem anúncios comparando preços, por exemplo, mas não contam que o conteúdo é menor, ou que precisa o triplo do produto para ter um resultado ainda inferior.

As gôndolas dos nossos mercados estão lotadas de arapucas, fabricadas por empresas que preferem o comodismo de tentar imitar os líderes, ao invés de buscarem seu próprio nicho de mercado pelas suas próprias habilidades.

Tenho certeza de que muitos produtos poderiam ser melhor vistos no mercado se fossem apresentados de forma mais autêntica.

É rídiculo um produto projetado para ser de alto consumo, custo baixo e qualidade dentro de um certo padrão mais baixo, ser comparado com outro feito para um mercado mais caro ou sofisticado.

E claro, temos vários produtos que se enquadram numa certa faixa, mas ainda, terão suas características próprias. Não existe um gosto único para tudo, assim como a expectativa de resultados é diferente de acordo com o consumidor.

Tem lugar para todos na minha opinião. Quem não é o melhor, pode ser o mais vendido.

Por exemplo, conheço pessoas que preferem detergentes líquido mais aguados (e mais baratos), simplesmente porque costumam colocar uma quantidade enorme na esponja. Não adianta trocar a marca, é um costume que preferem manter. Atitude desleixada, mas é uma escolha pessoal e isto já entra noutros problema, a educação e cultura do desperdício.

Voltando aos similares parecidos demais, lembrem, nem todos tem dinheiro para comprar bebidas importadas, mas ficam satisfeitos com uma sincera e bem feita bebida nacional.

(Ver  matéria original)


quarta-feira, 2 de junho de 2010

A prostituição do Mercado de Desenvolvimento Web

Foto: Adam Crowe

Essa veio pelo Twitter do joamot30:

Ótimo artigo no blog do Francis Rosário:

A prostituição do mercado de desenvolvimento web

Esse é um assunto que gera muita polemica e é cercado pela hipocrisia, já que grande parte dos profissionais que são contra acabam praticando o dito ato da “prostituição de mercado”. Ela existe em diversos setores dentro da prestação de serviços, porém é especialmente comum no desenvolvimento de web sites.

Leia o resto do artigo no blog do autor.

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quinta-feira, 6 de maio de 2010

Embalagens bonitas nem sempre confiáveis

Foto Good Millwork

A embalagem de um produto é importante. Faz parte do processo de escolha pelo consumidor e pode ser um diferencial na escolha.

Duas observações: Uma, são os famosos produtos "dublê", que tem embalagem similar ao da marca líder e vão na esteira dos demais.

Outra, é o de maquiamento de produto, que infelizmente tem se tornado comum.

Ao invés de valorizar marca e credibilidade junto ao consumidor, opta-se pelo lucro a qualquer custo e com isto, tornou-se comum reinventar pesos e medidas, claramente visando tirar vantagem as custas do consumidor. Surgiram o "litro de 900ml", o "quilo de 876 gramas", a "dúzia com 10,5 unidades", etc. E também, em alguns casos, fórmulas tem sido modificadas, agregando-se susbstâncias para compensar a redução de produto mediante um "inchamento" artificial. Embalagens tem sido manipuladas pela adoção de formatos que escondem uma redução volumétrica.

Colocam uma legenda ridícula informando que houve uma redução de 7,89% ou algo similar para escapar do atender as normas técnicas estipuladas por lei. E quem é que lê efetivamente estes números, as famosas letras pequenas ou não?

E os famosos produtos (supostamente) similares e/ou dubles, também costumam oferecer preço menor, por uma quantidade e qualidade desproporcionalmente inferior, em embalagens de tamanho e características que "parecem" similares.

Pode estar dentro da lei, mas não está de forma alguma dentro da ética nem do que se possa chamar de atitude honesta sincera.

Sabemos que a fidelidade que consumidores tem por certas marcas, tem se reduzido. Sabemos que a confiança destes mesmos consumidores, assim como a credibilidade dos fabricantes, tem se pulverizado.

A lei, a norma técnica, apresenta o que é considerado como "mínimo aceitável". Se a empresa trabalha só para se livrar fazer o mínimo, então o quer pensar de seus produtos e dirigentes?

Será isto justo e perfeito ou apenas uma justificativa fútil para subsistir com menos esforço criativo. Qualidade, produtividade, integridade, credibilidade são algumas facetas importantes a se resguardar.

É muito fácil ser uma empresa grande. Difícil é ser uma Grande Empresa.

Meu comentário para Revista Amanhã: Quando a embalagem substitui o vendedor
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segunda-feira, 5 de abril de 2010

Não é Máquina Atolada. A Performance É Que Foi Prô Brejo...

Wasting Time in the Lab - 07
Foto: Kenneth Kully


Uma cena real entre tantas que acontecem todos os dias: Digito o código para uma pesquisa relativamente simples, num sistema rodando no servidor de uma rede local.

No momento, o sistema tem apenas 11 usuários no total (maioria nem está sentada no computador), numa estrutura supostamente feita para suportar centenas ou milhares de transações simultaneamente.

Depois de dois segundos a coisa já está irritante. Cinco, dez, quinze, dezoito... vinte e oito... trinta e cinco segundos depois, finalmente, volta a tela de consulta, um simples retorno de poucas linhas, a partir de uma tabela que deve ter uns dez registros, e olhe lá.

Outra transação que vai procurar dados de cadastro mais completos, noutra tabela com algumas centenas de milhares de registros, não me interessa quantos na verdade, demora também intermináveis segundos.

E não se trata de máquina "atolada" (carregada demais). Sobre isto veja a matéria: Adicionar hardware não compensa software lento.

Será que o pessoal esqueceu que existe uma coisa chamada continuidade de pensamento? Se o usuário que está no terminal demorar para ter sua resposta, vai inevitavelmente perder a linha natural de raciocínio. Resultado: menor produtividade, alavancada pelo mau resultado do software, neste caso.

Claro que a culpa podia ser do hardware, isto acontece também. Mas já abordamos performance em posts anteriores e, em pleno século XXI, fazer software que ofende até a paciência dos mais ancestrais anciões, é no mínimo, uma demonstração torpe do mau uso dos recursos  de que dispomos.

Para quê tanta sigla bonitinha, framework daqui e dali, metodologia de escolinha do Professor, se o resultado é francamente ruim?

Olha gente, temos um mercado internacional, global, conectado via internet. Amplo acesso a informações e possibilidades inúmeras de pesquisa e troca de informações com outros profissionais para se fazer um trabalho decente.

E porque tantas e tantas vezes vemos este péssimo resultado nas nossas empresas? Muitas vezes é para que um empresário sem nenhum escrúpulo, ou apenas incompetente, pressione suas equipe até arrancar sangue, mas apenas conseguindo resultados medíocres, porém ganhando alguns poucos tostões nas costas dos demais, quando poderia ter uma lucratividade muito maior.

Ou quem sabe para que algum líder de projeto mirabolante coloque todas presunções possíveis, agregando tanta tralha no sistema que a coisa se arrasta.

Ou passando um paninho naquele velho remendo de sistema, sem nunca se importar em corrigir, muitas vezes, pequenas coisas que melhorariam, e muito, o resultado.

Eu alterno as funções de desenvolver e de usar software. E olha, quando eu estou sendo o cliente, me pergunto se as pessoas lá do outro lado, lembram que usuário também existe.

Velocidade de sistema é um fator crítico. Infelizmente a quantidade de MIPS (milhões de instruções por segundo) parece servir mais para mascarar serviço mau feito do que para fornecer resultados efetivos, e rápidos.

Novas versões de ferramentas de software e  hardware ajudam um pouco, mas a construção do produto final ainda é a principal responsável por um produto bem feito.

E ainda tem empresário que reclama porque as suas equipes são dispersas ou dormem no computador.

Muitos, talvez nem tenham percebido.


Imagem: "Okinawa Soba", sobre a lentidão no sistema.


05/04/2010
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quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010

Equipe que nunca erra nunca tentou fazer mais

Island Peak
Foto: William Wallace


Você deve admitir que as pessoas (incluindo você) falham ocasionalmente e deve planejar para eventualidades como esta em sua programação de trabalho.


Se nunca houver falhas, então não existe senso de aventura (ninguém se arrisca).


Se não houver falhas ocasionais, você não está tentando duro o bastante.


Quando alguém falha, você deve ser gentil tanto quanto possível, mas não os trate como se tivessem sido bem sucedidos.


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segunda-feira, 21 de dezembro de 2009

Administrando por Objetivos


O lendário Rowan (esquerda) com o General Garcia (direita)

Administrando por Objetivos

Quando você estabelecer metas, lembre-se que as metas só serão possíveis se houver meio para isto.

Textos como a famosa 'Carta para Garcia' falam sobre capacidade de automotivação e independência na solução de problemas, mas não tem nada a ver com milagres que tantas empresas tentaram explorar e até hoje vemos isto acontecer.
E sim, sabemos que nem tudo que tem ali é verdadeiro, mas vale a estória.

Nos tempos recentes, e isto se repete a cada tantos anos, por causa de uma tal de crise que foi causada por excessos de gastos e mau gerenciamento, noutros países ou no nosso, houve muito oportunismo em cortar custos e cobrar atitudes verdadeiramente heróicas do tipo que só uma mãe desesperada é capaz de fazer para salvar a vida de um filho.
Porém a menos que o CIO tenha colocado a própria mãe para trabalhar para ele e dito que ele perderia o emprego, a mulher e os filhos, este tipo de expectativa tende mais a ser um fator desmotivador para a equipe.

Em resumo, se você precisa de resultados, lembre-se de que o pessoal da sua equipe também espera ter resultados da sua parte.
Apenas pedir, pedir, pedir para fazer com quase nada ou pouco em troca, são atitudes que vão custar muito mais no futuro, seja por trabalhos mal feitos ou incompletos, seja por falta de elementos, ferramentas de trabalho, etc adequados.

As coisas tem custo. Se a empresa não pode, ou simplesmente não quer pagar por algo, não pode esperar transformação de água em vinho.

O melhor, é ser realista, prover as necessárias condições de trabalho e liberdade inclusive, necessárias.

A Carta para Garcia, fala de alguém que recebeu uma missão sem contestar, mas note bem, não colocaram empecilhos para que alcançasse o objetivo. Realmente foi uma condição extrema, mas ele não tinha um chefe atrás dele pegando no pé. O mérito foi dele, não do chefe.

Vou repetir para o pessoal que adora usar metodologias da moda e textos motivacionais: o mensageiro recebeu uma missão mas ninguém ficou em cima dele querendo impor como ele deveria fazer. Ou seja: se tem pessoas de talento, deixe elas trabalhar! E se fizerem milagres por você, seja ao mínimo justo e dê muito mais que a porcaria de um tapinha nas costas. Valorize realmente!

A empresa é de todos. É fácil ser uma empresa grande, difícil é ser uma grande empresa. 


P+
21/12/2009 
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quinta-feira, 19 de novembro de 2009

Concordo: Justiça proíbe teste cego da Kaiser - Cirrose e Computador

Este é meu comentário publicado no blog do Marcelo Onaga, da Revista Exame: Justiça proíbe teste cego da Kaiser

Em 19/11/2009
"...A Justiça concedeu liminar a pedido da AmBev proibindo a veiculação da campanha publicitária da Kaiser que mostra o resultado de um teste cego feito com mais de 2500 consumidores. A Femsa, dona da Kaiser, deve recorrer..."


Meu comentário:

Como consumidor e profissional, notei uma coisa simples, mas que pode ter passado despercebido pela maioria das pessoas:

O tal teste cego anunciado, fala em "qualidade", mas parece que na verdade trata-se de quantidades vendidas.

Dependendo aonde você mora, não tem muita opção, e no meio de uma cervejada, o pessoal compra o que tiver mesmo. Da mesma forma, determinados estabelecimentos só vendem certas marcas.

Qualidade não é o mesmo que quantidade e, é só olhar o mix de marcas apresentadas naquele anúncio para comprovar que tem de tudo ali.

É muito parecido com a nossa área de informática, quem não conhece acha que computador é tudo igual e pior, bebem qualquer coisa, digo, colocam qualquer coisa goela abaixo, digo, na empresa e depois o fígado é que sofre, digo, os lucros é que se vão pelo ralo.

quinta-feira, 5 de novembro de 2009

Como ser um bom programador

Foto: riebschlager

Como ser um bom programador


Programação é uma atividade intelectual, racional, emocional, artistica, espiritual e mística. Tudo depende do como cada pessoa vai trilhar este caminho.

Seguindo na proposta de comentar sobre otimização, desenvolvimento e outras coisas, coloco então algumas observações que tenho coletado, observado e principalmente, vivenciado nestes anos todos.

Tornar-se um bom programador tem a ver com desenvolver suas habilidades pessoais em primeiro lugar. Ter gosto pelo estudo mas sem se apegar a dogmas e paradigmas. Estar pronto a revisar conceitos. Procurar fazer o melhor de si.

Claro que aprender tecnologias é importante, mas de nada adianta decorar milhares de parágrafos de informação se na parte da interação social entre você e as demais pessoas, o computador ficar como uma barreira.

O programador realiza a tarefa de projetar em detalhes e traduzir para o computador uma determinada tarefa humana. É isto que deve ser lembrado, os computadores devem estar a serviço da humanidade e é por isto que é sempre bom aprender sobre as pessoas.

Nosso trabalho é aprimorar as maneiras de se conseguir isto, mesmo que seja trabalhando muito mais para que outros possam trabalhar muito menos.

Acredite que você pode fazer melhor e trabalhe para isto.

Se você encontrar algo errado, arrume. Não interessa quem fez, se está na sua mão é responsabilidade sua melhorar ou resolver o problema.

Simplifique a vida do usuário. Seu programa deve ser simples e fácil de usar. Inclua tratamento decente de erros, com mensagens claras e objetivas. Crie tratamento automatizado para os erros mais comuns.

Teste seu programa de todas maneiras. Teste seu programa de todas maneiras. E principalmente, teste seu programa de todas maneiras. Só porque tem um botão na tela, não pense que alguém vai clicar direto nele. É mais provável que vão fazer de tudo, e as vezes, até clicar o maldito botão.

Documente seu código. O código deve ser claro, auto-documentado. Evite siglas e menmonicos, prefira nomes auto-explicativos.

Use bem os recursos de máquina. Boa performance economiza tempo, energia e ajuda a conservar o meio ambiente.

Dedique o tempo necessário para conseguir uma boa solução. Mas não gaste mais tempo do que o benefício que se pretende conseguir.

Identação de código é obrigatório. Desculpe, mas se você não entende nem isto, por favor, mude de ramo, esqueça programação e nunca mais chegue perto de um programa.

Lembre que algum dia alguém vai ter que mexer neste programa. Pode ser até você mesmo, mas com certeza, os comentários e clareza do código serão de imensa ajuda.

Evite malabarismos desnecessários só para mostrar que aprendeu alguma mágica diferente.

Elimine código inútil ou sem uso.

Fuja do código spaghetti tanto quanto possível.

Divida o programa em pequenas secções, use funções, etc.

Pense no que está fazendo. Longas cadeias de IFs ou IFs quilométricos, que se extendem por páginas e páginas são uma fonte certa de dor de cabeça e não tem a mínima justificativa.

Faça modelos ou programas de exemplo para testar o funcionamento das diferentes partes, algoritmos e/ou funcionalidades.

Nenhum otimizador de programa ou SQL ou seja o que for, vai fazer milagre se o seu código for mal feito. Pode até melhorar um pouco e virar um código mal feito otimizado. Otimizadores funcionam bem mesmo é com código razoavelmente bem feito. Nenhum deles vai fazer milagre em arrumar lógica absurda.

Máquina mais rápida faz código ruim rodar um pouco menos devagar. Melhore o código até chegar ao equilíbrio entre tempo de desenvolvimento versus custo de hardware.

Lembre, programar é a arte de dizer ao computador quais são os passos que deve executar com as informações. Ponto. Portanto, estude lógica e pratique.

Verifique, compile, teste seu programa com frequencia.

Leia seu código fonte. Quanto mais você ler o código fonte, melhor vai ter compreensão dele.

Use padrões.

Reutilize código que funciona. Crie funções genéricas para atender necessidades comuns.

Use sua auto-crítica.

Otimize. Reotimize. Melhore e aperfeiçoe.

Adote um padrão de codificação.

Foto loupiote (Old Skool)

Não seja preguiçoso. Fazer algo correndo pode lhe custar dez vezes mais tempo mais tarde. Ao invés de ser preguiçoso, use sua criatividade para desenvolver ferramentas que vão tornar seu trabalho mais fácil. Lembre, no início havia apenas a linguagem de máquina. Depois algum programador criou o Assembler e as linguagens de programação que facilitaram tudo.

São os programadores quem vão criar as ferramentas que serão usadas amanhã, portanto, não espere encontrar tudo pronto nalguma ferragem.

KISS. Sigla de "Keep It Single Stupid". Tradução: Faça isto simples estúpido!

Código bom é código simples. Mesmo que seja uma rotina complexa, pode ser feita com clareza a objetividade.

Não se case com nenhuma idéia. A pior coisa é você estar atrelado a uma grande idéia e ter apenas uma única grande idéia.

Mantenha contato com seus superiores e usuários para saber se vocês estão indo na mesma direção.

Converse com outros desenvolvedores para debater sobre o código, algoritmos, metodologias, etc. Conversa de bar está liberada.

Mantenha-se informado e adote novas tecnologias sempre que adequado.

Estudar novas tecnologias e também outras áreas, incluindo ciências humanas, lhe trazem idéias, inspiração e conhecimento sobre diferentes maneiras de fazer as coisas, de pensar, analisar e solucionar problemas.

Aprenda outras linguagens e principalmente, aprenda a programar de maneira diferente pois cada linguagem tem conceitos diferentes. Se você faz a mesma coisa com linguagens diferentes, está desperdiçando o potencial que cada ferramenta possui. É por isto que vejo tanto programa spaghetti feito em linguagem Java!

Não existe uma linguagem que seja ótima para tudo. Se necessário, adote linguagens que possam ser complementares, utilizando o melhor de cada uma, de acordo com a necessidade a ser atendida.

Pense para o futuro! A sigla de tecnologia da moda de hoje, será ultrapassada em dois anos.
Em cinco anos você vai descobrir que a linguagem atual é muito mais parecida com a linguagem de 20 anos atrás do que você pensa.
Em dez anos você vai saber que os princípios continuam os mesmos, apenas temos ferramentas melhores, hardware mais rápido e barato.
Boa parte das melhores ferramentas de hoje, foram idealizadas e desenvolvidas pelos que já pensavam nelas a 20 ou 30 anos.
Se você duvida, é só ler os livros e manifestos dos anos 70 e 80.

P+
05/11/2009

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quarta-feira, 4 de novembro de 2009

Manifesto pelo Desenvolvimento Ágil de Software

Manifesto for Agile Software Development


Gostei desta e presto meu apoio:


Manifesto para Desenvolvimento Ágil de Software


Estamos descobrindo maneiras melhores de desenvolver
software, fazendo-o nós mesmos e ajudando outros a
fazerem o mesmo. Através deste trabalho, passamos a valorizar:

Indivíduos e interações mais que processos e ferramentas.

Software em funcionamento mais que documentação abrangente.

 Colaboração com o cliente mais que negociação de contratos.

Responder a mudanças mais que seguir um plano.
 
Ou seja, mesmo havendo valor nos itens à direita,
valorizamos mais os itens à esquerda.




Princípios por trás do Manifesto Ágil

Nós seguimos estes princípios:
  Nossa maior prioridade é satisfazer o cliente
através da entrega contínua e adiantada
de software com valor agregado. 


Mudanças nos requisitos são bem-vindas,
mesmo tardiamente no desenvolvimento.


Processos ágeis tiram vantagem das
mudanças visando vantagem competitiva para o cliente. 


Entregar frequentemente software funcionando,
de poucas semanas a poucos meses,
com preferência à menor escala de tempo. 


Pessoas de negócio e desenvolvedores devem trabalhar
diariamente em conjunto por todo o projeto. 


Construa projetos em torno de indivíduos motivados.

Dê a eles o ambiente e o suporte necessário
e confie neles para fazer o trabalho. 


O método mais eficiente e eficaz de transmitir
informações para e entre uma equipe de desenvolvimento
é através de conversa face a face. 


Software funcionando é a medida primária de progresso.
Os processos ágeis promovem desenvolvimento
sustentável. Os patrocinadores, desenvolvedores e
usuários devem ser capazes de manter um ritmo
constante indefinidamente. 


Contínua atenção à excelência técnica e bom design
aumenta a agilidade. 


Simplicidade--a arte de maximizar a quantidade de
trabalho não realizado--é essencial. 


As melhores arquiteturas, requisitos e designs
emergem de equipes auto-organizáveis. 


Em intervalos regulares, a equipe reflete sobre como
se tornar mais eficaz e então refina e ajusta seu
comportamento de acordo.




Site do manifesto: http://www.agilemanifesto.org

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quinta-feira, 29 de outubro de 2009

Adicionar Hardware Não Compensa Software Lento

Relação de Amor e Ódio
Foto: Jay Murdock

Adicionar Hardware Não Compensa Software Lento
29/10/2009

Por causa da redução do preço do hardware ou limitações de desenvolvimento (tempo, experiência, etc), tornou-se prática comum colocar mais máquinas para compensar o fraco desempenho dos sistemas.

Além de maior consumo de energia e dos impactos ambientais, isto não significa tanta melhoria assim nos resultados.

"Você é programador? Quer fazer algo pelo meio ambiente e mesmo, fazer do mundo um lugar melhor? Então comece a otimizar seu código! - Jeff Atwood."


Simplesmente colocar mais equipamento tem sido a solução preferida ao invés de fazer o software rodar mais rápido com o hardware existente. Fazer mais com menos é uma regra importante a ser lembrada, tanto quanto a Lei de Wirth: "Software fica lento mais rápido do que o hardware acelera."

Como resultado, isto anula os ganhos com a Lei de Moore!!! O hardware fica mais rápido a cada 18 meses, mas o software dobra de tamanho, fica maior, mais lento.

Jeff Atwood sugere alguns passos para começar:
  1. Coloque hardware mais rápido e barato para o problema de performance.
  2. Se o aplicativo atingir sua meta de performance, pare por aí mesmo.
  3. Faça benchmarks para determinar aonde estão os problemas de performance do seu software.
  4. Analise e otimize as áreas que você identificou no passo anterior.
  5. Se agora o aplicativo atingir sua meta de performance, pare por aí mesmo.
  6. Volte ao passo 1.

Outra coisa importante a observar é quais aspectos otimizar, como por exemplo, a interação com o usuário. Um tempo de resposta de até um segundo é até aceitável. A partir de um segundo, isto já chama a atenção do usuário e pode começar a irritar. Se passar de dez segundos (máximo!), o usuário vai perder a linha de raciocínio e passar a fazer outras coisas enquanto espera.

Para grandes volumes de dados também existirão os aspectos de tempo de execução e da quantidade de volumes alocados durante o processamento, que certamente afeta outras tarefas que poderão estar sendo feitas.

Otimização de performance envolve mais testes e menos adivinhação. Quando se pensa numa escala de milhões de operações por segundo, qualquer detalhe pode ser importante. Mas também existem detalhes que tomam tempo e não valem a pena otimizar.

Com certeza, a otimização requer conhecimento efetivo e prática dos recursos e técnicas adotadas.

Pessoal com menos experiência vai ter melhores resultados se trabalhar em grupo e utilizarem intensos benchmarks para analisar cada porção do software.

E claro, isto vale para mim e para todos: Sempre estude. Procure aprender de quem sabe mais que você. Graças a internet, hoje alguns dos melhores programadores do planeta mantém sites, blogs, etc com um amplo conjunto de informações e código fonte que merecem ser cuidadosamente estudados.

Dica: soluções de estruturas de lógica, de "como fazer", podem ser feitas com diferentes linguagens, portanto, amplie seu foco de estudos. Como se diz faz décadas, basicamente "quase tudo são IFs e assinalamentos."

As vezes, descobre-se que seria mais desejável reescrever o software. Isto deve ser considerado quando:
  1. O código for efetivamente ruim ou mau feito;
  2. A solução atual puder ser realmente melhorada;
  3. Houver incompatibilidade na maneira que o código faz o processamento, em relação a algum outro recursos, normalmente externo.

E lembrando, muitas vezes o código é reescrito apenas porque o programador não entendeu o que foi feito. Geralmente falta estudar o código. Portanto, antes de qualquer coisa, estude o código e a solução de lógica adotada, conheça a ferramenta ou linguagem que está usando.

Soluções de automatização de performance, como as existentes nos gerenciadores de banco de dados e, em certas linguagens de programação, podem muitas vezes ser uma armadilha. As pessoas acham que o computador vai resolver sózinho o trabalho de melhorar a execução do código, mas esquecem completamente que isto vai ser feito de acordo com algumas regras padronizadas. Logo, com frequencia os resultados podem ser bem fracos em relação ao esperado.

Algum tempo atrás já comentei algumas coisas em relação a isto, citando casos bem reais, no tópico "Performance, quando a culpa não é do banco de dados".

Vamos continuar abordando este tema em posts futuros.

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sexta-feira, 21 de agosto de 2009

Porque ERP fracassa

Este é o meu comentário para Computerworld:

Empresa são feitas de pessoas, incluindo a direção. A mudança começa em nós mesmos.
"Informatizar a bagunça", é comum. Não existem milagres e "ser parecido" pode ser muito diferente.

Exemplificando, trabalhei muitos anos desenvolvendo PCP específico para vestuário e observei no mercado muitas soluções, baseadas noutras indústrias diferentes, como mecânica, moveleira, etc, e que não representavam produtividade na parte de produtos, só agregavam mais burocracia. Se tiver interesse neste sistema, escreva-me. (Não é pacote).

As vezes acontece como comprar algo olhando só anúncios. Usar o "ERP das estrelas de cinema", não significa que você vai para Hollywood! Ser realista, usar o lado bom da ferramenta buscando produtividade e qualidade. E lucro é resultado de investimento. Cuidado ao economizar justamente onde e quando deveria investir. Usar bem os recursos é diferente. Comprando só baratinho (ou de grátis), espremendo fornecedores, tentam tirar leite de pedra.

Mesmo o mais sólido fornecedor, não vai ficar no mercado, ou manter produtos, se não houver a adequada e merecida compensação. Isto é o barco furado de muitas empresas, que espremem o fornecedor, até este desistir do produto (as vezes até quebra). O sistema perde continuidade e o ciclo todo tem que recomeçar.

Veja "Por que os projetos de ERP fracassam". Ótima matéria do Rodrigo Caetano.

segunda-feira, 10 de agosto de 2009

O Guia de Referencia para o Programador Pragmatico

Para quem pretende ser um bom programador, no link abaixo tem um ótimo resumo do livro.
Material excelente de condutas a serem, no mínimo, pensadas.

Só alguns pontos:

# Care About Your Craft.
Cuide do que faz. Porque gastar sua vida desenvolvendo software a menos que você se importe em fazer isto bem feito?

# Think! About Your Work.
Pense. Sobre seu trabalho. Desligue o piloto automático e assuma o controle. Constantemente critique ou aprecie seu trabalho.

# Provide Options, Don't Make Lame Excuses.
Forneça opções. Não desculpas esfarrapadas.
Ao invés de desculpas, provenha opções.Não diga que não pode ser feito. Explique o que pode ser feito.

# Don't Live with Broken Windows.
Não viva com janelas quebradas.
Fixe mau design, decisões erradas e código ruim quando os ver.

# Evite repetições.

# Faça-o fácil de ser reusado.

# Faça o design e codificação na linguagem do usuário.

# Finish What You Start.
Termine o que começa.
Sempre que possível, a rotina ou objeto que alocar um recurso deveria ser responsável por desalocar.

# Fixe o problema, não a culpa.

# E por último: "Sign Your Work"
Assine seu trabalho.
Desde os tempos antigos, os artesões tem orgulho de assinar seu trabalho bem feito. Você deveria também.



"The Pragmatic Programmer Quick Reference Guide"
http://www.codinghorror.com/blog/files/Pragmatic%20Quick%20Reference.htm
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