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terça-feira, 5 de junho de 2012

O Custo de Não Gostar dos Fãs/Clientes da Empresa

Foto: ..Looking Glass


Meu comentário a respeito de matérias citadas nestes sites

"Externar o amor e a admiração por uma marca extrapola as questões tradicionais de proteção à marca que nós, profissionais de marketing e comunicação, estabelecemos para nós mesmos. Que mal faz se um fã desenha um coração, cola em cima da sua marca e resolve criar um blog tendo isso como símbolo?"
Mauro Segura, autor do blog A Quinta Onda



Meu comentário


O maior custo de uma empresa é a burrice.

Só imagino o que vai acontecer se na mesma onda, os fabricantes de automóveis começarem a mandar fechar todos os clubes de amantes de carros e os milhares de sites dedicados a eles.
Vão mandar fechar também os blogs e sites de apreciadores de vinho, os que gostam de moda.
E chegando ao delirium supremus, vão mandar fechar todos fãs clubes de artistas para preservar a imagem.
Ninguém mais vai poder usar camisetas com logotipos pois uma pessoa feia/alta/baixa/linda/cética/religiosa/nariguda/careca/etc. poderia prejudicar a imagem the empresa.

Para atitudes ridículas, nada mais explicativo do que exemplos que só não são tão ridículos porque pelo menos estes exemplos são apenas exemplos e não atos que foram feitos realmente demonstrando uma visão de mercado no mínimo ridícula. Depois falam que a economia e o governo é que atrapalham os negócios e despedem os funcionários (que também eram clientes) para cortar "custos".


Geralmente um blog, twiter, o que for feito por um fã do produto muito dificilmente poderá vir a ser identificado como sendo the própria empresa.
Acho algo bem paranóico e extremista achar que ninguém pode nada. Claro que precisa olhar o site/blog por mais de meio segundo para notar a diferença.
Só que aí precisa cérebro que funcione e não apenas estatísticas compradas nalguma agência de publicidade qualquer, com ou sem publicitário socialyte.
Cliente não é intocável com certeza e muito menos empresa. O seu argumento parece é o tipo de posicionamento que temos visto de tantas empresas (que andam quebrando aos montes) que não aceitam serem criticadas e consideram clientes como suas propriedades.
Claro que certas empresas como por exemplo, as de fornecimento de energia elétrica para a população tem monopólio e são exclusivas do setor, então as pessoas praticamente não tem escolha, a menos que comprem painéis solares.
Mas isto não vai durar para sempre, acredite.
Pior, esquecem que já estamos no século XXI e que graças a internet, estas coisas não são mais varridas para debaixo do tapete.
Trataram mal sim uma pessoa que voluntariamente divulgava o produto. Acharam ruim? Podiam ter sido NO MÍNIMO educados ao invés de passar o pé pelas mãos mandando advogado passasr intimação no melhor estilo CARTEIRAÇO.
O Iberê Rodrigues, era FÃ dos produtos the Mercur e tinha apenas alguns milhares de seguidores no Twitter que se interessvam. Mesma balela de proteger a marca.
Só esqueceram de proteger justamente seu ganha pão: os clientes. Eram só 15 mil que gostavam e demonstrar isto deve ter sido horrível para empresa.
Repito meu comentário publicado noutro site: Mais um caso de Fã de produto que recebe uma notificação destas. Mesmo caso do José Antonio Oliveira que criou o blog NokiaBR que mantinha, a seu próprio custo e por gostar dos produtos. A própria empresa mandava material para ele. Até que um dia, eu disse, um dia, em 2010, algum advogadozinho de um departamento do tipo que nem sabe o que se passa na empresa mandou uma carta no mínimo imensamente grosseira (pelo desatino cometido), mandando fechar o blog sob a balela de proteger a marca.
O blog muito provavelmente ERA apenas a melhor fonte de referência no país para esses produtos. Perderam milhares de fãs e um de seus melhores divulgadores.
Cadê a FIDELIDADE destas empresas?
Proteger a marca é atirar em quem voluntariamente fazia uma ÓTIMA propaganda, e não por ser grátis, mas por FALAR BEM? Credo!
Não se trata de pagar agência de publicidade para empurrar imagens bonitinhas como muitas empresas fazem.
Trata-se apenas de uma das coisas mais difíceis de se conseguir e manter: a (ex-)boa imagem the empresa.
Perderam só alguns milhares de clientes que vão passar a olhar com mais atenção os produtos da  concorrência. Se as pessoas tiverem opção para trocar de fornecedor de energia elétrica a empresa vai mudar o discurso?
Que tal uma concorrência verdadeira? Estes milhares de clientes que também não gostaram do acontecido e vão olhar outros concorrentes sem tanto apego e interesse, pelo menos não vão correr o risco de ouvir desaforo de empresa mal agradecida.
Exemplo de péssima comunicação empresarial, desconhecimento e descaso com sua ÚNICA fonte de renda.
Empresa privada não tem teta do governo nem monopólio que dure para sempre.
Para quem não sabe, por acaso essa única fonte de renda são seus clientes.
Mas o que é perder alguns milhares de clientes para quem (ainda) tem milhões de clientes? AINDA tem.
Dois anos depois, a Nokia está bem mal das pernas e esta é uma entre tantas pedras dos ALICERCES que eles próprios chutaram para bem longe.

É uma das coisas que acontecem quando se coloca a empresa na mão de tantos novatos, ou carreiristas ou bonitinhos especialistas em fazer gráficos. Ou simplesmente o poder sobe a cabeça.
Quando escrevo no meu blog sobre consciência falo justamente do fator HUMANO, the interação REAL que deve haver.
Uma empresa é um organismo social, sujeita as mesmas leis que qualquer organismo vivo.
É fácil ser uma empresa grande. Difícil é ser uma Grande Empresa.
Acabaram os tempos de dominar o mercado só pelo tamanho. Tem que ter conteúdo de verdade. E aprender que essa mesma internet que tantos 'executivos faz-de-conta' acham bobagem, tem uma memória e alcance muito, mas muito grandes.
Vocês empresários lidam com pessoas. Vocês mesmos são pessoas.
Gostariam que seus filhos levassem um pontapé na cara só porque eram fãs de um produto? E neste caso, você continuaria a usar estes produtos?

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quarta-feira, 17 de junho de 2009

P2P e invasão de privacidade. Big Brother da vida alheia?

Europa debate P2P: vigiar conexões ofende a privacidade?
A respeito da matéria do Felipe Zmoginski na Revista Info: A luta contra o P2P perdeu a compostura
"...Depois de dobrar os serviços de torrent americanos e colocar The Pirate Bay e Mininova no banco dos réus, a indústria conseguiu aprovar, na França, uma lei que manda cortar a conexão de quem compartilha arquivos. Uma idéia que já faz discípulos além mar, não é Bispo Gê?
A lei francesa durou pouco. Foi suspensa com base na declaração de direitos humanos. Os juízes franceses entenderam que a punição era radical, os métodos de investigação invasivos (espionar o que você faz na web) e que a lei não dava ao acusado o direito de defender-se plenamente. "

Meu comentário:

O primeiro problema, e talvez o mais grave de todos, que tem sido amplamente comentado, é que o cidadão terá sua vida pessoal invadida e completamente devassada pois tudo que fizer, será definitivamente lido, observado, anotado, comentado e FOFOCADO com autorização sabe-se lá de quem, escondido atrás de sua própria covardia.
Alguém acredita que as pessoas que terão a função de monitorar a vida dos outros nunca vão contar para os conhecidos que leu, viu ou escutou aqueles detalhes picantes da vida de alguém?
Um canal destes aberto, implica em censura direta ao cidadão e oficialização da fofoca como instituição oficial.
Então, que liberem o nudismo público para que todos possam olhar nossas formas sem um pingo de vergonha.
Liberem por favor, o direito dos fofoqueiros de especularem e se meterem livremente na vida alheia.
Oficializem os direitos dos paparazzi que não precisarão mais pular muros escondidos para invadir residências. Poderão entrar pela porta da frente e mostrar com suas câmeras para todo mundo, os horríveis modos a mesa e a terrível maneira que deixamos o tubo de pasta dental.
A China está oficializando a proposta de colocar softwares de monitoração em todos computadores. Estranho, são 1/5 da população do planeta e o restante dos terráqueos estão quase dizendo amém, mas lembremos, os chineses estão na terra deles e o povo chines tem um senso nacionalista, familiar, social muito fortes, e que remonta de uma bonita cultura secular. Tem mulheres lindas (Mei) também, mas isto é lá na terra deles, e aqui não é a China.
Direitos autorais são um imenso problema. Especialmente para quem não os recebe, como eu e milhares de outros músicos e escritores semi-profissionais que tem trabalhos por aí.
A estrutura de recebimento de direitos autorais, vulgarmente chamada de "indústria", abrange produção, distribuição e captação dos recursos, coisas que implicam na necessidade de uma estrutura empresarial profissional, que custa caro e conhecimento especializado. Portanto, precisa ser renumerada, mesmo que sujeita a necessidade de algumas revisões de várias partes, para que tenha um alcance maior, e com preços menores.
Mas o pequeno artista, mal consegue utilizar a estrutura de captação. Em países como Estados Unidos, etc, pode-se receber dinheiro através do cartão de crédito. Com isto, por exemplo, eu poderia finalmente receber dinheiro pelas minhas músicas que estão no Myspace e noutros tantos sites por aí.
Sabe como é, rock progressivo não é algo popular no Brasil, mas noutros países vende razoavelmente e eu poderia pelo menos, pagar o aluguel um pouco mais descansado, já que trabalhar em TI não paga aquela coisa.
Então o P2P neste caso, é um veículo que ajuda para divulgação de trabalho. Em países civilizados, temos visto que a venda de produtos não diminui, pelo contrário, as pessoas continuam querendo o CD/DVD, etc originais.
Quem não vai ao cinema, se puder ter uma opção um pouco melhor, vai comprar sim o álbum oficial, desde que não seja um preço exorbitante.
Quem sabe a discussão do P2P, um dia nos leve a possibilidade de utilizar conceitos que estão sendo trabalhados diariamente na internet, para que as estruturas de captação e divulgação alcancem a todos, inclusive os pequenos artistas e escritores como eu e mais alguns milhares e milhares que ficariam bem contentes em capitalizar suas +5000 cópias vendidas em quarenta países diferentes graças a propaganda grátis de uma centena de sites de download que se encarregaram da divulgação.
Ah sim, e claro, bom texto Felipe. Na China não tem pirataria de software. Pode ter produtos alternativos, mas pirataria não (rssss).
E chinesas lindas... suspiros...

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