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quarta-feira, 31 de julho de 2013

Royal Canin = Covardes.

Cachorros atacam ursos na Ucrânia, para diversão dos assistentes.
O evento foi patrocinado pelo segundo ano pela Royal Canin.
Imagem: www.express.co.uk



Royal Canin = Covardes. 

Matéria chocante publicada aqui pela ANDA, Agência de Notícias de Direitos Animais: 


Após publicação de denúncia na ANDA, Royal Canin pede desculpas por ter patrocinado rinhas de cães contra ursos

Depois da repercussão gerada pela notícia publicada na ANDA, no último dia 27, que denunciava a Royal Canin como patrocinadora de uma rinha brutal e ilegal na Ucrânia, a marca entrou em contato com a redação para se retratar. A matéria trazia a público a denúncia da organização internacional de bem-estar animal FOUR PAWS, que publicou um vídeo comprovando o envolvimento da empresa de rações com o evento sangrento.
As imagens documentam um torneio ocorrido em abril de 2013 nas florestas da região de Vinnytsia, na Ucrânia. Por diversas horas, com intervalos de aproximadamente 10 minutos, dois ou três cães são induzidos a atacar um urso pardo covardemente  acorrentado. O “Segundo Campeonato entre Cães Caçadores, Ursos e Feras Selvagens” tinha, entre os prêmios, troféus estilizados para a disputa que tornavam clara a referência à rinha, com o logotipo da empresa estampado neles. A Royal Canin confirmou à FOUR PAWS o seu envolvimento no evento de abril, mas declinou em aceitar marcar uma reunião e se negou a comentar o assunto. Até então.

Meu Comentário:

Terrível.


Inaceitável.

Estamos mesmo no Século XXI?

Pode ser uma mega corporação, mas se o supervisor lá na ponta da porcaria da filial do último buraco do mundo fez uma barbaridade, o mínimo que a matriz deveria fazer, é demitir todo mundo (ou tentar realmente educá-los) e demonstrar que realmente tomou uma medida de (bom) caráter.

E notem bem, a Ucrânia não é nenhum buraco. graças a internet temos conhecidos por todo o mundo. Mas alguém lá na "estratosfera" dizer não sabe o que acontece dentro das suas unidades, é triste.

Não adianta falar palavrinhas bonitas que provavelmente algum advogado escreveu.

Segundo um dos comentários postados na matéria: “A Royal Canin é de propriedade do grupo americano Mars, que também é dono das famosas marcas Kitekat, Snickers, M&Ms e Whiskas.”
(não tive tempo de confirmar sobre a M&M e a Snickers)

Lembram da propaganda: "blá-blá-blá whiskas..."?  Pois é isso aí. Blá-blá-blá.

Isto é o que se chama de capitalismo selvagem. Dinheiro sujo. Não adianta pagar propaganda bonitinha para esconder as coisas. Todo mundo sabe que eu acho ecochato uns chatos mesmo.
E que também acho que quadro de "Missão da Empresa" (Brand Values) na maioria das vezes não reflete o verdadeiro ambiente organizacional. É algo que comento com frequência quando falo sobre carreira, mas também sobre o papel da empresa e o que ela faz.

Normas ISO? Eu vou dar valor para alguma delas no dia que uma empresa destas for certificada por Shamãs. Com bom senso é claro, sem extremismos por favor. A civilização tem coisas boas,mas precisa de muitos ajustes. Em boa parte das vezes que colocam ISO e outras normas técnicas a qualidade do produto, o ambiente funcional, a coerência na atividade ou a relação com clientes não mudou. Só adicionaram burocracia e tinta colorida.

Não precisa de nenhum extremismo, apenas um pouco de sensatez.

Desculpas? Neste tom de pura balela? Tem coisas que não dá para ser "politicamente correto" apenas. E amanhã continuam fazendo a mesma coisa?

Pelas inscrições nos troféus é o segundo ano que a Royal Canin patrocina o evento.

Felizmente a Internet é pequena. A memória está lá e por muitos anos isto vai constar em todas pesquisas. Então Srs da empresa, mudem. Eu tenhos meus pets e sou seu ex-cliente agora. E vou falar disto.

As mensagem da Royal Canin seria (ao que entendi) do Sr. "Herve Marc, global corporate affairs director for Royal Canin". Tipo, diretor para assuntos internacionais. Puxa, impressionante.
Agora, se o tal pedido de desculpas é sério mesmo, e vão patrocinar uma imensa quantidade de umas ajudazinhas para os ursos, porque no site da empresa não se acha uma palavra a este respeito? Já perderam a chance. A memória da internet está aí. Deviam ter uma área para colocar uma nota ao menos. Mas a famosa "Brand Values" está lá. Pelo jeito, a famosa "Missão da Empresa" (eu falo mal de todos estes quadros pendurados nas recepções), mais uma vez não é seguido.
Tem algum ombudsman?

Senhores diretores desta empresa, mais uma coisa que eu sempre estou citando nos sites de revistas de administração e das áreas em que trabalho: Empresa é um organismo social. É como um ser vivo.

Olha, ninguém muda do dia para noite, muito menos uma estrutura de uma empresa destas a menos que a alta direção realmente tenha coragem de dar a cara a tapa e fazer o que deveria ter feito. Não é apenas punir, mas mudar de verdade para algo melhor. E não é com propaganda bonita, muito menos com a tal "Brand Values".

Royal Canin, isto é pura covardia.

É muito fácil ser uma empresa grande. Difícil é ser uma Grande Empresa.


Gilberto Strapazon
31/Julho/2013


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Outras reportagens a respeito:  



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quinta-feira, 18 de julho de 2013

Software - Simplificação Inteligente é Trabalho do Desenvolvedor

As fotos mostram um belo exemplo de design bem bolado. 
Software bem feito também pode ser assim.
Multiplo by HeyTeam

Software - Simplificação Inteligente é Trabalho do Desenvolvedor
18/03/2010

Em resposta ao artigo "A Dificuldade da Simplificação", de Letícia Polydoro publicado no site Baguete. 

"Menos é mais. Esta sábia frase foi dita em 1919, por Mies van der Rohe, sintetizando a filosofia da renomada escola de design e arquitetura alemã Bauhaus que fez história. Que impacto teria essa frase dita por um arquiteto do século passado nas nossas empresas de tecnologia atuais?"


Meu comentário


Simplificar é agregar inteligência ao sistema. Acho muito oportuno os comentários sobre a tendência dos programadores, quanto a colocarem excesso de recursos de software numa mesma tela, ou num mesmo programa.

Excessos de mecanismos são prejudiciais, tanto quanto a falta de funcionalidade que observamos em muitos sistemas.

Um programa inteligente, ou que utilize conceitos de sistemas especialistas, deve ter previsão no seu funcionamento para executar, sem esperar pela solicitação do usuário, muito mais do que os tradicionais 10% a 20% (quando muito) do que a ampla maioria dos analistas e programadores fazem.

Infelizmente por aqui, o nível de requerimento das empresas para gerar bons resultados desenvolvendo recursos melhores para suas atividades fim (ou seja gerar lucro ao invés de só cuidar de economizar papel higiênico), costuma ser tão baixo quanto seu descaso em formação de equipes e estrutura adequada. Mas continuam gastando fortunas em propaganda para fingir que são modernas, mostrando até Ferraris quando só querem pagar por fusquinha para não gastar nem com água.
Não existe milagre no desenvolvimento de software profissional para gerar verdadeiros e bons resultados. E não adianta ficarem publicando aquela tantos estúpidos artigos sobre "falta de jovens talentos". Tradução: querem novatos sem experiência mas que sejam gênios de nascença (existe um a cada 10 milhões talvez) e com o poder de um deus e com salário de faxineiro. Por favor me desculpem os zeladores que cuidam de manter nossos ambientes limpos por favor.

Desenvolver com inteligência deve ser abrangente tanto em termos do que é o mínimo a fazer (nem isto vemos tantas vezes), seja otimizando a navegação entre campos, telas, etc., seja efetuando pré-processamentos, ou por outro lado, realizando uma grande quantidade de tarefas pela dedução (mecanismos de inferência) das atividades e passos complementares que o usuário vai realizar, o sistema deve fazer mais com menos.

Mas também, lembremos que fazer mais na interação com o usuário, também deve seguir um conceito de “menos é mais”. Eliminar interações desnecessárias, atuar como um expert na atividade que realiza, são atributos de um programa inteligente.

Uma interface bem feita é importantíssima. E fazer com que esta interface tenha um funcionamento de alto nível, é mais ainda.

Existe uma relação inversa entre cada recurso que o programa disponibiliza facilitando a vida do usuário e a quantidade de trabalho de programação necessária para criar seu funcionamento. Ou seja, quanto mais simples (e poderoso) para o usuário, a tendência é de que haverá muito mais trabalho para o programador.

Existe certa resistência entre trabalhar para criar soluções inteligentes de software, amigáveis ao usuário final e, desenvolver objetivando facilitar a vida do programador ou de usar aqueles recursos que este está interessado.

Devemos lembrar, nosso trabalho é para o usuário final, não para nós mesmos. Imagine um restaurante em que o cozinheiro tende a ignorar o gosto dos clientes, e impor seus gostos pessoais, mesmo que o restaurante acabe ficando quase vazio, ou que o pessoal da cozinha nem consiga limpar os pratos depois.

É importante interagir com os usuários para avaliar suas necessidades. Mas também, pela experiência, aprendemos que apenas reuniões não fornecem tudo que precisamos saber. Um certo distanciamento, como apenas estar por perto, observando o que os usuários realmente fazem quando estão por sua própria conta, fornece muitos pontos importantes.

Outra coisa importante de lembrar, é que o processamento faz parte da interface, tanto quanto quaisquer retornos fornecidos ao usuário. Uma mensagem de erro que não seja extremamente clara e precisa sobre o ponto e o que causou um problema, é inútil.
Inclusive, neste aspecto, tratamentos de erro devem ser inteligentes sim! Veja, voltando para o exemplo comparativo do restaurante, boa parte dos programas que vemos por aí, servem arroz queimado para o cliente. Se o cozinheiro viu isto, deve por sua própria conta preparar outro arroz, trocar os pratos e servir o cliente, e também avisá-lo sobre a demora se for o caso. Um programa razoavelmente bem feito tem que ter estas características.

Dá trabalho? Sim, dá muito trabalho. Mas este é o meu trabalho e a minha opinião. Eu não acredito em fazer “programinha” e tenho pavor de trabalhos sem um pingo de acabamento ou interfaces precárias. Acredito que nossa área é trabalhar na interação Homem X Máquina e que isto faz parte do processo de evolução social, econômica, científica, enfim, de tudo em que poderemos realizar e melhorar com a utilização dos computadores.

Nosso trabalho é criar boas soluções, dentro é claro, dos recursos disponíveis, mas que devem ser necessários para o que se pede. Não existe sistema de grátis, assim como nenhum restaurante distribui comida. Pode ser um sanduíche, mas pode ser bem feito e ter um guardanapo para acompanhar.
Se o cliente do restaurante deve pegar uma mesa, buscar as cadeiras, levar o pedido na cozinha, comer qualquer coisa que seja servida, ou então receber a comida numa dúzia de potinhos separados e ainda descobrir que é ele quem tem de lavar a louça porque o pessoal da cozinha não gosta, é algo de se pensar. Vemos isto acontecer em software a toda hora e é preciso melhorar. Temos excelentes exemplos no mercado internacional, e não estou falando das megacorporações de software.

E também é possível fazer tanto trabalho de forma simples. De que adianta tantos frameworks se isto não for usado justamente para otimizar a qualidade e a produtividade? A barbaridade que virou o uso da linguagem Java é um exemplo catastrófico de como conseguiram piorar toda experiência acumulada por décadas com o Cobol. Cada empresa tem uma "coisa" tipo framework de Java que não tem nada a ver com o resto. Todo mundo quer sentir-se importante inventando mais um framework apesar da solução já existir por toda parte. Mas não. O ego, a vaidade tem falado tão alto que é realmente uma temeridade olhar cada nova proposta na área. 
Não está na hora de pararem de reinventar a roda o tempo todo?

Mas mesmo assim, se usarem inteligência aquela coisa que faz parte do cérebro, (sim existe algo dentro da cabeça, acreditem), pode-se criar grandes resultados, com simplicidade. Mas é preciso pensar, estudar, aprender sobre interações humanas e empresariais, observar o mundo ao redor.

Um software simples de usar pode ser não tão trabalhoso de fazer. Mas se tiver que ser que seja, mas também, já como o alicerce para um próximo passo em que podemos utilizar aquilo que aprendemos e realizamos. Ou seja, um trabalho bem feito, mesmo que difícil, vai facilitar o que for feito depois.


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