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terça-feira, 26 de abril de 2011

Outsourcing ou Tráfico de Escravos Legalizado?

Sobre o sucateamento que os empresários tem feito com os profissionais locais, achando que "são muito espertos" fazendo contratações apenas pelo "menor preço", mesmo que seja para condições aviltantes.

Buscam terceirizar mas fazem isto jogando muitas vezes, seu patrimônio, suas empresas, praticamente no lixo pela falta de cuidado com que deixam tudo literalmente, "de qualquer jeito". 

Um dos casos que temos, é a contratação terceirizada de pessoal de outros países, como a Índia.

Realmente a comunidade indiana possui muitos bons profissionais. Mas custam tão barato, tão barato que vale a pena trazê-los do outro lado do mundo. E as empresas provam diariamente que não se preocupam com eles, nem se deixaram família para traz. É como buscar retirantes de zonas de flagelo para se aproveitar do recurso "baratinho". 


Sim, estou insinuando diretamente que esta exploração é um tipo de escravidão. Uma situação opressiva que também reflete no mercado local, em que os outros profissionais da área de tecnologia se vem frente a frente com propostas vergonhosas. É comum que hoje, pessoas em tarefas que não precisem este preparo, por exemplo, diaristas, tenham uma renda bruta mensal superior a programadores certificados em tecnologia de ponta. 



E quem são no caso do exemplo citado, estas pessoas que largam tudo e atravessam metade do planeta em troca de um salário miserável?


Eventualmente acesso sites de conteúdo técnico feito por indianos, e tenho encontrado bom material, com boa organização. Se bem que, tenho de concordar com vários colegas que notam que boa parte destes sites é pura cópia de outros. Sim, uma parcela enorme dos sites indianos são pura cópia do material de sites.


Por outro lado, como é a vida da população indiana? Como é a vida da população chinesa?

Que opções de trabalho eles tem, além de oferecerem-se de qualquer forma para quem aparece com o dinheiro que precisam, mesmo que seja suficiente apenas para uma vida bem modesta?

Gente, por favor, ainda existe, e muito, indústrias em que os trabalhadores dormem dentro da fábrica, embaixo das máquinas. É comum a carga de trabalho de sete dias por semana, com (talvez) uma folga a cada quinze dias. E os turnos costumam ser de 12 horas. E isto não é só nas áreas de produção. A maioria da população indiana é de baixa renda. Podem aprender a atividades melhores, mas continuam vivendo mal.


O profissional indiano recebe pouco porque precisa e não tem escolha.


Orientais em geral tem uma formação familiar e espiritual bem profunda. O chinês com sua maravilhosa cultura milenar tem conseguido coisas notáveis.  Mas a integração dos muitos mundos precisa evoluir para melhor de MAIS pessoas e não apenas de alguns poucos.


Estamos no século XXI. A senzala virtual está aumentando. Ao invés de propiciarmos meios para melhorar a qualidade de vida das pessoas, vejo buscas para conseguir mais trabalho, por cada vez menos. Certificações CMMI? Quem usa isto em relação à ampla maioria do mercado? É que nem falarem de UML. Usa-se muito na escola. Depois, dilui-se até sumir nas empresas.


Qual a realidade do mercado? Aquela que é conveniente para uns poucos?


Us$ 7.000 por ano, é o salário de muitos programadores brasileiros, qualificados, que tem família para sustentar e que, muito provavelmente, não pretendem ter o padrão de vida média dos indianos. Da mesma forma, acredito que os indianos trabalham sonhando com melhores dias, de terem uma renda mais digna. 
A maioria das diariastas que conheço tem uma renda equivalente ou bastante superior a esta. Manicures também e não precisam tanto estudo diário.


E DUVIDO, realmente, DUVIDO, que com Us$ 7.000 por ano, o indiano consiga fazer todos os cursos e universidades que os mesmos que querem as coisas quase de graça, costumam pedir. É muito fácil jogar pedra no telhado dos outros, principalmente quando não tem que pagar a conta do próprio estrago.


O mercado globaliza-se até o ponto de perdermos a competitividade como nação, porque alguns não pensam duas vezes antes de sucatear a própria fundação de sua empresa.


Se medidas como buscar profissionais noutros países, servir para DESENVOLVER aquela região, eu concordo. Senão, é apenas exploração de quem precisa, quase desesperadamente, de recursos.


Então, eu pergunto: MEXAM-SE para ONDE? Estamos aqui dizendo para as pessoas profissionalizarem-se, arcarem com custos e tudo o mais, indo em direção a serem capazes de produzir mais, para ganhar Us$ 7.000 por ano?


O mercado vai ser de quem conseguir explorar mais? Será que sempre vai haver esta fartura de mão de obra barata ou quem sabe, e acho mais provável, cada vez menos pessoas vão ter interesse nesta atividade, por deixar de trazer satisfação pessoal e profissional?


Software de qualidade NUNCA vai ser feito apenas com a utilização de novatos que custam baratinho. Qualquer produto de boa qualidade requer pessoas capacitadas. E pessoas capacitadas, não suportam indefinidamente situações que tem caracterizado a exploração, e repito, de uma senzala virtual.

Depois quando estas empresas quebram e são absorvidas pelo mercado Chinês, citando um forte concorrente, ninguém quer ser lembrado que são os próprios empresários estão atirando seus negócios no lixo, ou fronteira afora para qualquer um assumir. 


.'.

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