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sexta-feira, 25 de junho de 2010

Araponga Web pode ser prejudicial para a empresa

Uma interessante matéria da ComputerWorld americana trouxe a baila a questão do espaço social: Nova missão da TI: rastrear funcionários na internet.

"Tem crescido o número de departamentos de TI que incorporam a tarefa de rastrear as atividades dos funcionários na internet."

Amplio agora meu comentário inicial, para melhor abordar a questão.

A responsabilidade do pessoal de segurança deve ser enfatizada tanto quanto deve-se aliar este acompanhamento, a gestão da participação social da empresa na internet.

Meramente vigiar funcionários, pode-se facilmente tornar-se em fonte de assuntos para fofocas e mexericos, devido ao despreparo e imaturidade do pessoal que executa atividades de monitoramento.

Segurança da Informação ou Indiscrição?
Temos visto assuntos de caráter pessoal serem expostos de forma desleixada e, por causa disto,  comentados pelos corredores e pior, até em clientes e fornecedores de certas supostas "boas empresas boas para trabalhar". Isto revela a gravidade que um ato irresponsável pode causar. Você gostaria de saber que um e-mail particular de sua filha para o namorado virou assunto por toda parte?

Espera aí: quem é que disse que funcionário não pode usar e-mail, nem telefonar, nem conversar com colegas, nem respirar sem que tenha alguém bisbilhotando?

Ao citar a participação da empresa na internet, é importante lembrar que, mais do que procurar por "pelo de gato em tapete", ou "areia na praia", as empresas devem se preocupar em participar pró-ativamente na internet e, ter raciocínio claro e desenvolvido, para participar nas redes sociais, por exemplo.

Empresas são organismos sociais. Redes sociais são portanto, algo do qual a empresa participa quer queira, quer não.

Não interessa nem um pouco para aparecer neste contexto, o que o dono da empresa pensa. Vai aparecer de alguma maneira e ponto final.

Vocês estão no mundo. Não tem escapatória. Seja uma grande rede, seja o armazém da esquina, todos estão sujeitos a serem comentados de alguma forma. E da mesma maneira, a menos que surja uma lei universal censurando e proibindo as pessoas de expressarem, andarem em públicos, serem vistas ou simplesmente de terem amigos e relacionamentos profissionais, sempre existirá a possibilidade de que alguém mais saiba quem é a pessoa que está na sua frente, aonde trabalha, como vive. Em qualquer horário.

Mesmo que reservemos partes importantes de nossas vidas pessoais e profissionais, é inevitável o convívio social.

Funcionários que tem atividades na internet, podem representar a empresa, mesmo que nunca citem o nome desta.

E também, passamos apenas uma parte do tempo dentro da empresa. Então quem é que se dá o direito de bisbilhotar a vida particular, fora da empresa? Isto pode ser considerado invasão de privacidade, assédio moral, ou até coisa pior.

Qualidades pessoais e nível de satisfação podem ser um endosso que complementa e estimula a participação nas mídias sociais.

Lembre, as pessoas vão estar observando, até por simples curiosidade pessoal, se quem está sendo visto naquele momento, está satisfeito, se parece estar amarrado, se tem um bom padrão de vida em relação ao seu ofício, etc.

Este é um dos motivos pelos quais colocar amigos que fazem parte do mesmo seleto clubinho elitista com pose de milionário, muitas vezes tornam hilários certos serviços de atendimento ao cliente, ou pior, de relações públicas.

As grandes fachadas de neon, as mídias milionárias, as versões públicas construidas, são hoje em dia, rapidamente expostas. O making-off faz parte da atual cultura.

Seus valores são verdadeiros ou é de novo, a famosa "ética interna" que só é aplicada do terceiro escalão para baixo? Existem quadros com a tal "Missão da empresa" do qual os funcionários são os primeiros a rolar de tanto rir.

Portanto, monitoração de controle é algo que pode ser bom. Mas isto faz parte de uma política segurança profissional, e de preferência adulta e madura.

É muito melhor procurar saber antes de tudo, o que seus colaboradores fazem de bom e estimular isto.

Controles excessivos, rígidos e torpes, trazendo a imagem da existência de verdadeiras "senzalas virtuais", em pleno século XXI, só faz lembrar de um antigo ditado: "Quem não deve não teme." Então, o que certas empresas tanto temem se, como na matéria, bisbilhotam a vida das pesssoas por DEZ anos e só encontraram dois casos? Quase com toda certeza gastaram muito mais fuçando a vida pessoal dos funcionários do que em algo mais positivo para estes. Monitorar é preciso é claro, mas quando isto parece ser um prazer maior do que integrar e participar junto, torna-se preocupante. Alguém pensou no prazer sádico que certas pessoas tem em oprimir, tiranizar os demais?

As atividades profissionais são diferentes. Várias vezes comentamos, para quem insiste em não entender, que atividades em área de produção obviamente requerem uma performance continua, regulada. Já atividades noutras áreas, tendem a ser voltadas ao cumprimento de objetivos. Então não adianta o carrasco obrigar as pessoas a ficarem sentadas numa mesa fingindo que estão trabalhando só porque "foram pagas para trabalhar". Se o trabalho está sendo bem feito, qual o problema em ter um mínimo de flexibilidade? Se trabalho muitas vezes mais rápido por que torna-se uma ofensa tão grave acessar a internet, tomar um café, etc? A imagem do feitor de escravos, de índole medíocre e instisfeito com a própria vida, que só tem algum prazer em massacrar e desabafar suas neuroses em cima dos outros, é uma coisa recorrente em diversas situações. Ou então, é apenas imaturidade e despreparo para lidar com outros seres humanos. Isto é bastante comum em empresas que colocam jovens recém saídos da adolescência em cargos de poder. Muitas siglas num diploma de uma faculdadezinha qualquer, pouquissima vivência profissional e principalmente, pessoal. O resultado são tantas chefias sem maturidade, sem muita distinção de limites e escrúpulos.

Gostaria de saber o que uma empresa destas fez efetivamente para estimular e valorizar seus funcionários. Pagar bem e arrancar o couro é tão danoso quanto dar tapinhas nas costas mas só pagar com promessas nunca cumpridas.

Veja também a matéria da ComputerWorld: TI não pode assumir papel de espião corporativo, alerta Gartner:
"...os riscos das atividades nos sites colaborativos ocorrem fora dos limites da infraestrutura das companhias e envolvem questões relacionadas à liberdade de expressão. - Gartner Andrew Walls"

Lembrando um fato verdadeiro, ocorrido em Los Alamos, durante a construção da primeira bomba atômica:

Um grupo dos mais brilhantes cientistas do planeta, estava reunido numa sala debatendo por horas em frente ao quadro negro lotado de equações que envolviam questões das mais complexas. Era o projeto de um artefato nuclear!. De repente, o general resposável pelo projeto entrou na sala, viu todos de pé conversando e perguntou quando eles iam parar de conversar e ir trabalhar!

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