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terça-feira, 8 de setembro de 2009

Phantom Power


Steampunk Machine
Arte digital: Fabiana Dauksys Diamante - Brasil




Phantom Power
Publicado em 08 de Agosto de 2004



Sabem que a internet é uma coisa curiosa. Aliado ao incremento diário de todo tipo de coisas, também surgem questões das mais diversas e soluções de todo tipo, desde as mais úteis, até as mais ricamente complexas e profundamente existenciais.

No presente caso, tivemos uma pergunta de um colega nosso da lista de debates sobre sintetizadores, a Synth-br, formadas por tecladistas de todo país, que suscitou uma série de resultados, desde os mais técnicos, até os mais práticos possíveis.

Mas por detrás de toda questão, existe "o questionador" e o seu meio ambiente, um meio de vida, envolvimentos sociais e relações existenciais quase infinitas, dada a variedade do ser humano mas, que ao mesmo tempo, acaba tornando-se por vezes, quase previsível, pois todos todos vivemos no mesmo planeta e, todos rios correm para o mar.


Pois bem, nosso colega de apelido "Guariba", perguntou: "Phantom Power, o que é isso"?

Pois bem, partimos do ponto de vista técnico, de uma miríade de cabos e conexões, painéis com símbolos quase hieroglíficos e... "miríade" é uma palavra bonita né?

Alguém olha para aqueles aparelhos que são usados musicalmente, e que de algumas forma nos trazem um resultado artístico ao nosso mundo de percepções, gostos, lembranças e emoções. Então quanta coisa mais existe por trás do símbolo, do uso?

O que seria mesmo a "Phantom Power", aquele negócio que aparece escrito nas mesas de som, e que de alguma forma tem a ver com microfones, palco, cantores e cantoras, mas que todo mundo fica esperando aparecer voando por cima da multidão e....

Olha, a coisa vem vindo já faz algum tempo, então o negócio é contar com algum conhecimento prévio das últimas décadas para entrosamento mais adequado aos conceitos relevantes ao estabelecimento destes tipos de procedimentos.

Lateralus Divinity
Artista: Aaron M. Pyne - USA
Lá pelos anos 60, o mundo transitava em certas esferas zodiacais, que fizeram com que o pessoal do planeta andasse mais ligado em outros níveis, outros tipos de esferas, mais popularmente as bolinhas, o que mexeu com as bolas de todo mundo e o negócio foi que surgiram movimentos de todo tipo, por toda, parte tamanha foi a confusão com tanta bola rolando.

Uma delas, que posteriormente iremos re-encontrar neste conceito que por hora buscamos perceber mais profundamente, foi o "Black power", que foi um lance de um pessoal que era mais do que chegado num negão, e que logo mais, como tantas outras coisas, tornou-se moda em determinados círculos em que a bola foi picando e a pelota acabou atingindo vários destaques e renomados participantes do sistema hora instalado que ficou com esta bola quente na mão.

Com o tempo, tornou-se mais conhecido como sendo um tipo de penteado, recentemente revisto numa propaganda de carro minúsculo, que disfarça usando um cabelão arrepiado no estilo "black power" onde estão escondidos diversos elementos da vida pessoal do personagem, o que de outra forma não teria sido possível transportar no dito veículo, apesar da tentativa de alegar o contrário, de forma reversa, sempre jogando a bola para outro lado.

Durante os anos 70 e 80 estes conceitos foram dispersos e assimilados em novas tendências, manias e crenças mundiais, através de frutos e sementes e outras frutinhas que lançaram suas bolinhas por toda parte disseminando aqueles conceitos esquisitos, até o surgimento das tecnologias que hoje mais conhecemos, como o forno de microondas, que originalmente servia para fazer "chapinha" em cabelo black power, e não para secar cachorro, e o MS-Windows, que originalmente foi projetado para controlar a agenda do pessoal que se perdia no uso de tantas bolinhas e acaba por se emboletar tanto que precisaram anexar vários componentes ao Agenda-Windows, incluíndo importantes requisitos de segurança, como o botão "anti-emboletado", que evita que a pessoa desligue ou faça qualquer bobagem inadvertidamente por estar com a bola torta, e assegurando que o usuário esteja no gozo de suas completas faculdades mentais, com isto, impedindo uso incorreto. Com o tempo, a bola ficou fora de jogo e como resultado temos um amplo e sofisticado contador de bolinhas que não tem bola nenhuma.

Mas chegando aos nossos dias, a Phantom Power, o que já devem ter percebido, está relacionada justamente com a extensão geográfica dos movimentos mundiais...

Movimentos mundiais... ah sim, na verdade, sabemos que os movimentos mundiais ocorrem nos Estados Unidos e depois são replicados para o restante do mundo através de desenhos animados de Hanna Barbera e seriados japoneses falsificados feitos em Miami.

Esta culturalização acaba por rolar sobre suas próprias bolas, encontrando reflexos por toda parte, o que é seguramente marcado pela regionalização das tendências por bolas locais. E como isto acontece tão próximo de nós, podemos perceber facilmente a bola picando de uma lado para outro.
Todos que tenham alguma idade suficiente para assistir Tommy no original, ou até mesmo os Beatles, conheceram um dos grandes heróis latinos mexicanos, o Phantom, um dos melhores praticantes de luta livre, que juntamente com El Santo Mascarado, tornaram-se ídolos das multidões, que tentava dar tratos a bola para situar-se em meio aos acontecimentos mundias do país de cima ("aquele" país de cima do México) e, da mesma forma que através da conscientização negra nos Estados Unidos surgiu o Black Power, foi através dos nossos irmãos que surgiu a Phantom Power, que congrega milhões de fãs de artes marciais mexicanas e do autêntico cinema latino, tantas vezes premiado.

Daí para a música, é um pequeno compasso. Todos ainda lembram da singela música tema dos filmes de El Santo e Phantom, que lutavam contra monstros e perigosos mafiosos nos mais perigosos locais, sem nunca temer pelas próprias vidas e dispostos, a qualquer momento, a lançarem-se como bólidos rumo ao desconhecido!

Bem então deve ser isto. Phantom Power é a energia da força que deu tratos a bola e que graças a ela, hoje artistas podem levar sua arte as multidões com a bola cheia. A prova é, que sem ela, os técnicos das mesas de som ficam instantaneamente malucos e querem cancelar o show, o que seria uma catástrofe. Imaginem os grandes espetáculos sendo irremediavelmente suspensos, os shows, eventos, apresentações, concursos de misses seriam sumariamente cancelados o que a falta de silicone nunca impediu, mas com toda certeza, a Phantom Power, desde muito tempo, e pelos tempos futuros, assegura que bola vai rolar legal e dar tratos a bola de todos que tenham algo para apresentar ao grande e imenso público desta pequena bola que chamamos carinhosamente de Terra.


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Gilberto Strapazon (Sw. Prabuddha)
é escritor, compositor tecladista, analista de sistemas desde os inicio dos anos 80 e tem as bolas no lugar.

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