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sexta-feira, 18 de setembro de 2009

Deus e o Anti-Cristo da Internet 2.0

Ao ler os comentários da matéria do Guilherme Pavarin, na Revista Info Online, "O homem que duvida da Web 2.0.", notei que algumas pessoas pareceram ser tocadas pelo que poderia ser um teor religioso pois alguns apelidaram o escritor inglês Andrew Keen de "Anticristo do Vale do Silício".


Meu comentário:

Parece-me que Andrew Keen crítica "o quê" é feito com a tecnologia, e não o "como".


Daí que ele logicamente utilize os recursos disponíveis.

Esta distinção é importante, pois é disto que se originam alcunhas, mesmo que extrapoladas, como de "anticristo", que na verdade, é apenas um apelido satírico.
As pessoas muitas vezes vão restringir-se ao sentido literal de palavras, perdendo a oportunidade de ler as frases escritas e seu conteúdo.
É como escutar e não ouvir. Nota-se pela leitora que critica o uso de palavras como "crentes, igreja", esquecendo que estamos falando de sociedade, tecnologia, evolução humana.

E se for mesmo o caso de perceberem que a Internet é realmente uma grande igreja, o maior templo do mundo, a face externa de Xangrilá, ou a manifestação do grande Nirvana na Terra, com crentes, devotos, místicos, sacerdotes, seguidores, etc apinhados em multidões nas portas de seu templo, instaladas em computadores ao redor de todo mundo?
A Fé tornou-se a confiança de que a caminhada será feita a cada clique do mouse, a cada Enter.
Cada website visitado será uma benção ou um desafio a ser vencido.
As respostas, que no passado, estariam restritas a locais cheirando a vela, passam a ser encontradas nos sites de busca e os confessionários preferidos, são os sites eroticos e as salas de chat.
As grandes liturgias, tornam-se em debates nos fóruns apinhados de gente suada esfregando-se ensandecidas e apertadas nos minusculos discos miniaturizados que concentram gigabytes e mais gigabytes em poucos centímetros e pelos grande e longos cabos de fibra ótica ou nos devaneios espaciais das transmissões wireless, como quentes sussurros no ouvido...
A busca e o encontro da espiritualidade nunca foi tão próximo dos que trocam sua fé por um Deus que pode ser ligado e desligado da tomada.

Mas este mesmo deus que está na tela do computador, penetra seus súditos que trocam os cultos, por longas sessões hipnóticas e envolventes, chegando com frequencia ao extase músico-religioso.

Quem vai processar Deus por estar disponível ao alcance de um click? Quem é dono da idéia de Deus para cometer a heresia suprema de que ele não existe tão perto de nós?
Ué... o que são aquelas nuvens se abrindo e o sol aparecendo tão forte? Que luz estranha é essa sobre mim? Daonde vem essa música tao linda que parece tocar em todos os lados? Por que o Santo Google de repente está falando sózinho?


Sobre Pirataria

As pessoas questionam preços, que realmente, acabam muitas vezes sendo elevados em relação ao nosso poder aquisitivo, enquanto um feirante vende uma cópia pirata por um décimo do valor ou menos.

Realmente, a facilidade de acesso, legalizada ou não, de material na internet é algo que mudou drasticamente a forma como ocorrem negócios.

Tomando música e livros como exemplo, eu sou escritor e músico semi-profissional. Tenho músicas no www.myspace.com/gilbertostrapazon e noutros sites de música. Mas pesquisando no Google, vejo minhas músicas disponíveis para download em centenas de sites do mundo todo. Mas não recebo um único centavo por isto. E não é tanto pelo download gratuito, mas porque nós não temos aqui no país, a possibilidade de receber valores de forma mais simples, como ocorre em diversos países. Por exemplo, através de cartão de crédito, como nos Estados Unidos. Lá, você pode receber valores pelo cartão. Com isto, eu poderia colocar um valor mínimo, e isto, utilizar os serviços de sites especializados, incluindo o próprio Myspace e outros, que intermediam a compra de músicas, livros, etc. Quando não existem tantos empecilhos burocráticos, e também estimulados por uma economia mais forte, as pessoas fazem questão de pagar os artistas. Nem tudo é pirateado, pelo contrário. Mercados como o Japão, onde dezenas de milhares as pessoas compram as novidades só para conhecer, e outras centenas de milhares que poderão ser potenciais interessados, representam imensos potenciais a serem explorados.

Hoje, a venda de CDs e DVDs pirateados, prejudica primeiro os artistas, que não recebem nada. Mas além destes e de todo pessoal envolvido, gravadoras, produtores, diagramadores, equipes de estúdio, etc existe um vilão (um entre muitos) que as pessoas parecem não perceber: São os fabricantes de CDs e DVDs (a mídia física). Estes, recebem 100% do valor do seu produto. Quando inventaram a fita cassete, houve a sugestão de criar impostos e taxas sobre as fitas, justamente para compensar o problema das cópias. Mas acho que deve-se pensar, em ter mais facilidade para as pessoas pagarem valores mais justos, de forma direta mesmo, na internet, seja por cartão de crédito, ou até como débito direto no celular, etc

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